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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Trocadilhos com os nomes

  1. O pai da Malu Mader é o Malu Fader.
  2. Você não tem, mas o Frankstein
  3. Fulano afirma, mas o Arnold Schuaznega
  4. Eu não vou furar, o Juca Kfouri.
  5. Aquilo todo mundo viu, até o Clodovil.
  6. Todo mundo só morre uma vez, mas a Alanis Morrissette.
  7. Eu pulo do barranco, o Luciano do Valle.
  8. Você já morou nos EUA? Não? A Marylin Monroe.
  9. Ao ver uma modelo você fala que ela é bonita. O Miguel Falabella.
  10. Meu pai gosta de fusca, a Rita Cadilac.
  11. Eu gosto de sopa. O Carlos Massa.
  12. A Maria é da cidade, o Martinho da Vila.
  13. Você faria papel de trouxa? A Betty Faria.
  14. Eu acordo mais tarde do que deveria e o Edir Macedo.
  15. Ninguém queria pagar a conta mas a Cassia Kiss.
  16. Eu pinto paredes, o Janio Quadros.
  17. Eu estou perto de casa. O Silvester Stalonge.
  18. O Pateta usa o teclado e o Mickey Mouse.
  19. Eu moro em Copacabana. O Tony, Ramos
  20. Eu escovo os dentes 3 vezes ao dia. O Joãozinho Trinta.
  21. Você já esteve na Europa? A Adriana Esteves.
  22. Eu fumo e o Celso Pitta.
  23. Eu gosto de chá gelado. O Clark Kent.
  24. Eu como pão Seven Boys. O Bill Pullman.
  25. As vezes eu corto o cabelo. O Jose Serra.
  26. Eu uso telefone convencional. O Edson Cellulari.
  27. Eu como um pouco, a Marisa Monte.
  28. Ele cria galinha. O Paulo Coelho
  29. Eu torço pro São Paulo. O Silvio Santos
  30. Eu tentava pescar atum. A Cláudia Raia
  31. Eu não escapo dela. O Chiquinho Scarpa
  32. Eu aposto na quina. O Airton Senna
  33. A minha campainha faz bip. A de Bill, Clinton.
  34. Eu uso jaqueta. O Al Capone.
  35. Você planta, o Phill Collins.
  36. Você riu com estes trocadilhos? Não? O Damon Hill.

Significado de Eduarda

Nome: EDUARDA

Significado 1: Inteligente e comunicativa, você tem uma necessidade incrível de falar, mas nem sempre diz tudo o que se passa pela sua cabeça. Movida pela razão, só fica chateada quando é desmentida ou contrariada. E como pensa muito, também tem dificuldade de se concentrar no que está fazendo. Poderia se tornar uma óptima escritora, advogada ou professora. Mas precisa de controlar o seu nervosismo e ter cuidado para não ser uma tagarela.

Significado 2: Significa guarda das riquezas e indica uma pessoa talentosa e dinâmica, que se realiza em trabalhos que a estimulem a pensar, pesquisar e aprender mais. Quem tem esse nome é também muito comunicativo. (Anglo-saxão)

Significado 3: A pessoa que tem este nome é determinada e com grande senso de organização. É leal e a ousadia é a marca do seu sucesso.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Sobredotada (parte 2)

Tudo era diferente. As pessoas, os hábitos, os cheiros. Mas os que de facto gostavam dela acompanharam-na. Na verdade, o seu mais-que-tudo (nome carinhoso por que ela tratava o seu melhor amigo) ficou na turma dela.
Quando há mais que um a diferenciar-se, a diferença deixa de ser diferente. Estranho, hã? Mas foi o que aconteceu. Na universidade dela havia tantos estilos diferentes, tantos sotaques, tantos génios, que ela quase passava por normal. Não que ficasse contente com esse rótulo, mas era melhor que ser esmurrada. O tempo passou e tudo parecia correr bem, até ao dia em que descobriram o pequeno segredo dela. Na verdade, ela tinha pontos de vistas diferentes e gostos fora do comum. Não lhe interessava o Orlando Bloom ou o Johnny Depp. Preferia olhar mulheres. São escolhas, e ela tinha feito a dela uns anos atrás. Agora que tudo lhe corria bem uma vez na vida, algo acontece e traz de volta gente parva que mais se parece com um salta-pocinhas. Andam sempre á procura da próxima vítima.
A essência de tudo isto é o facto da sociedade não estar preparada para a mudança. Fogem desta como o diabo da cruz. Ela é diferente, e depois? Transmite sida pelo pestanejar? Deixa um rasto de genialidade por onde pisa? Se a sociedade não acolhe, também não são os “diferentes” que se vão colar ao resto do mundo. Para estes, valem-lhe a família e os amigos. Ela nem com a família pôde contar.
De volta aos tempos de estudo, ela não esteve em bailes, não bebeu até cair para o lado, não pertenceu às praxes. Bastava-lhe não ser humilhada para ser feliz (pelo menos, em parte). Chorou, berrou, gritou, desesperou. E por mais que repetisse estes, nunca se sentia aliviada. Acabou por se afastar dos amigos, das aulas, do mundo. Fechou-se no mundo dela, onde era feliz de verdade. A certa altura decidiu mudar de país e foi viver para o Canadá onde comprou uma singela casa que decorou de raiz. Quarto laranja, cozinha verde alface, sala azul do mar e hall de entrada rosa choque. Pode parecer estranho, mas estas cores berrantes ajudaram-na a sonhar, e mais que tudo, a escrever. Ela leu tanto que deixou de fazer sentido decifrar as histórias alheias e dedicou-se a registar numa espécie de diário o que havia imaginado em cada dia. Numa semana já tinha seiscentas páginas. Daí a mandar os seus rascunhos de sonhos e muita imaginação, foi um pequeníssimo paço.
Hoje é uma escritora de sucesso. Esqueci-me de referir que também se formou nos Estados Unidos e que hoje também é a melhor bióloga da América? E já disse que reatou amizade com o melhor amigo e que hoje têm cinco lindos filhos que falam a língua de Shakespeare? E já vos pus a par do que aconteceu ontem? Ela foi reconhecida na América como escritora do século.
Às vezes o ser-se diferente não é o problema. A questão é a sociedade onde nascemos. Ainda haverá de chegar o dia em que juntamos uns GPS’s às cegonhas e escolhemos onde queremos ser germinados.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Sobredotada

Uma pessoa como outra qualquer. A única diferença era ser diferente. Parvoíce? Não, uma vencedora.

Nasceu sobredotada e tinha seis irmãos. Obviamente não se lembra dos primeiros anos de vida. Mas também, quem lembra? Pequenina, leu mais que muitos adultos e nem precisou de completar todos os anos do ensino básico (que para ela, era em todos os sentidos, básico). Não foi propriamente uma infância fácil.

Ainda lembra o primeiro dia de aulas em que ficou sozinha numa mesa no canto da sala e inutilmente tentou chamar alguém para perto dela. É o mau hábito da sociedade. Nós chamamos mas ninguém nos ouve. Ela, coitada, ainda pequena percebeu isso. Chorou tanto que podia ter criado um novo oceano, mas em vez de desanimar, limpou as lágrimas e seguiu a sua vida agora com mais umas gotas de experiência. Teve então a sua recompensa merecida. Algures no seu quinto ou sexto ano viu de relance pela primeira vez aqueles que viriam a ser os seus melhores amigos. Os tempos fechada em casa a estudar ou a falar sozinha para qualquer objecto computorizado haviam acabado. Ela lembra tão bem esse dia que o consegue recriar ao pormenor, hoje, passados setenta e três anos. Transcrevendo do diário dela:

“16 de Setembro de 2002: Fui ao meu primeiro dia de aulas. Tinha tanto medo que sentia as minhas pernas a oscilar sobre o meu próprio peso. Andei carregada com 40Kg às costas, eram os meus 40Kg de amizade. Aquele friozinho na barriga não me largou o dia inteiro. Mal comi. Ao final do dia reparei em quem estava à minha volta. Acho que o costume de só olhar para o próprio umbigo já me afectou. Tive oito horas rodeada de gente e só antes de vir embora me apercebi que não tinha sido gozada, maltratada ou violentada. Comecei a perceber que talvez possa ter amigos”. E de facto, podia. Não demorou muito tempo até que ela entendesse que o mundo é cruel, mas é ainda mais cruel tentar vence-lo sozinha. Por isso uniu-se a quatro pessoas que hoje gaba serem os seus verdadeiros amigos. Os irmãos? Esses nunca a aceitaram e ela acabou por sair de casa com sete anos para ir viver com uns primos afastados. Como é possível construir melhores laços fora da família que entre aqueles que compartilham o mesmo sangue? Ela não sabe, mas a verdade é que foi o que acabou por suceder.

Depois dos anos de liceu onde já se distinguia pela sua inconfundível inteligência e perícia, seguiu-se a universidade.



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continuação para breve