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sábado, 15 de novembro de 2008

Ilusão

Sinto saudades do que não tenho, o que pode ser ridículo em toda a sua simbologia exterior mas não é. Se outrora pensei conseguir, hoje sei que era pura ignorância.
Já me tinha habituado à minha certeza de ter aquilo que pelos vistos sempre foi inatingível. Por isso, agora estou aqui sentada, em frente da minha janela a olhar o céu estrelado e com esperança de que, algures neste mundo, a outra parte que quis esteja a ver exactamente a mesma estrela que eu.

Compara-se a um criancinha a ver os reclames na altura do natal. Vimos, mas sabemos que não vamos ter. Vê-se, ouve-se mas não se sente. É triste, mas real.

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