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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Especie de coiso.

Não sei porque o faço nem se vai ter algum tipo de interesse ou qualidade, mas senti vontade de abrir esta janela estúpida do blog e escrever tudo o que me viesse à cabeça. Pronto, não foi bem assim. Foi-me retirado o telemóvel por umas horas e eu stressei. Enervei-me e comecei e pensar no que realmente tinha importância. Daí a estar quase que nem uma Maria Madalena, foi um ínfimo passo. Aviso 1: Este post é inteiramente dedicado aos que me são importantes e que me conhecem despida de máscaras. Aviso 2: Grande probabilidade de eu me render a sentimentalismos parvos.


Foi o pior que me podiam ter feito. Ele tinha acabado de sair, eu estava mal e aquela alminha irritante decide que pela primeira vez na minha vida me ia tirar o telemóvel porque eram duas da manhã e eu não podia estar acordada a mandar mensagens até tão tarde. Fiquei sériamente enervada. (Tudo isto se passou ontem à noite).
Peguei na caixinha de música (ou mp4, como preferirem) e a minha cabeça começou a funcionar a mil. É nestes momentos que percebo o que (e quem) importa. Com os olhos a brilhar, rascunhei o que se segue:

"Tenho de agradecer. Tenho o dever de dizer às pessoas que são a minha base, que o são. Tenho a obrigação de evitar equívocos possíveis pelo meu feitio (muito) difícil que se torna demasiado irónico ao ponto de não distinguirem quando digo a verdade. Por isto, os nomes que se seguem têm de ser referidos e as devidas explicações e agradecimentos apontados:

João Coelho: 11 anos. Tanto tempo... OBRIGADA OBRIGADA OBRIGADA! Á 11 anos conheci o meu melhor amigo e não tenho palavras possíveis para agradecer tudo. Já discutímos, já não nos falámos, já nos odiámos. Já tudo. E tudo foi o suficiente para perceber que és o melhor e só tenho de agradecer tudo o que fizeste por mim desde sempre. Obrigada a paciência MUITA que tens comigo, as brincadeiras idiotas que connosco fazem todo o sentido, os ralhetes que sei que são só para meu bem, por me prenderes à terra evitanto que me perca algures na atmosfera, as conversas que ninguém entende mas de que nós conseguimos rir sem parar, os olhares que dizem tudo e nem temos de falar para saber o que pensamos. Obrigada a confiança, a amizade, o apoio. Obrigada existires. Obrigada por pertenceres ao meu mundo. Esgotam-se as palavras e ainda tenho tudo para te agradecer. Adoro-te de verdade melhor amigo de sempre e para sempre. O teu nome tinha mesmo de vir em primeiro lugar. Não é uma questão de desvalorização dos restantes, mas de valorização tua. São onze anos de contacto diário. Tem mesmo muito peso, e eu agradeço tudo isso.
Diogo Pinela: Por onde começar? Fascinaste-me de início com o teu feitio bem "especial". Depois disso, bem, conquistaste a minha amizade num flash. És o meu outro melhor amigo. Sim, possuo dois, e isso é maravilhoso. Como é possível um puto entrar na minha vida e ganhar a minha confiança num espaço de tempo tao reduzido? Sim, sabes que serás sempre puto comparado a mim. Quem te manda ser uma espécie de génio rebelde mais novo? Se bem que a tua idade mental está bem mais à frente que a física. Obrigada por tudo mesmo! As nossas conversas sobre nada em que usamos palavras super caras e rimos que nem parvos do nada. A tua compreensão que por vezes nem sei que a tens, os teus conselhos que aparentemente são completamente disparatados mas que no fundo estão repletos de razão, as nossas brincadeiras nos mundos puramente fictícios, a paixão pelo mesmo tipo de humor que proporciona dias inteiros de risos de coisas absolutamente fenomenais (para nós). Obrigada por tudo! Até por me deixares copiar! Foi um avanço.. Adoro-te mesmo meu melhor amigo mais amalucado. És o Nero 8 Deluxe Edition mais porreiro.
Daniela Baptista: Adolescência. Acho que basicamente isto resume tudo. Tornei-me ser mais racional contigo. Comecei a fase "da prateleira" com a tua presença e cresci contigo. A minha única sempre presente amiga do sexo feminimo na idade de escolaridade do segundo ciclo. Foi contigo que acordei para o mundo, foi contigo que primeiro "avaliei as vistas", foi contigo que tive as típicas brincadeiras de pita. A ti tenho de agradecer o que sou, o que penso, o que já vivi. Agradeço a amizade, os conselhos, as opiniões sempre sinceras, as discuções que me deixam ser mais sensível e menos fria e racional. Agradeço a maneira como me fazes ver o outro lado das coisas e me aturas mesmo estando vivamente contra o que faço, digo ou penso. Obrigada por às vezes nem ter de falar para saberes que estou mal e muitas das vezes saberes o que se passa sem eu dar qualquer tipo de dica. Obrigada pelo apoio e pela tua presença nos momentos difíceis, nos fáceis, nos tristes, nos alegres, nos mais tensos, nos mais relaxados. Obrigada por fazeres parte do que sou. Adoro-te minha gaija mais boua.
Alexandra Pereira: Treze anos para aí, não? Conheço-te desde que vim morar para esta terreola estúpida onde pouco acontece. Cresci contigo. Primária e agora Secundário. Entre isto, vizinhas sempre. Não sei sequer onde devo começar a agradecer-te. Começando desde o ínico mais inicial (sim, espécie de plionasmo propositado) , obrigada por teres sido uma espécie de irmã. Quase viveste em minha casa. Passámos quase vinte e quatro horas por dia juntas. Sim, somos um caso vivo de que os opostos de uma maneira ou outra se atraem. Agradeço o apoio, amizade, presença, ralhetes para eu acordar, conselhos, opiniões, maluqueiras em que tu alinhas, planos completamente malucos mais que contigo fazem sentido. Obrigada pelo apoio e ajuda (ultimamente bem frequentes). Obrigada pelo sorriso estampado na tua cara que é uma constante que me ajuda a ver o sol onde ele não está. Obrigada pelas femininices que me ajudaram a entender que o mundo não é excusivamente racional e é importante dizer às pessoas que elas têm valor. Obrigada pela compreensão e pela paciência infinita que tens de ter para me aturares naqueles dias "não". Obrigada por não me virares as costas em situação alguma e me guiares pelos caminhos mais difíceis. Adoro-te e já to disse.
Diogo Tomaz: Obrigada. Obrigada mesmo. O teu ar sempre brincalhão fez-me pensar que nunca me ias considerar tua amiga, mas hoje tenho muito a agradecer-te. Só tu me fizeste rir naquela famosa tarde nega. Apareceste do nada e sem eu abrir a boca (neste caso, por conversa via mensageiro) sabias que alguma coisa se passava e não desististe de me por a jogar e bem disposta. Obrigada pelo teu apoio, pela tua sinceridade, pelas conversas, pela confiança depositada em mim. Obrigada pelas confissões, pelos disparates, pelas saídas, pelas opiniões, por partilhares o que partilhas comigo. Obrigada por me dares a certeza que posso gritar ao mundo que és meu amigo. És muito importante.
João Quintela: Este nome tinha obrigatóriamente de ser mencionado. Palavras para quê? Sabes que te adoro. Brincadeiras mais parvas, mas que no fundo fazem sentido. Noites de Halloween, momentos em que me encavacas com meras brincadeiras ("-Queres namorar comigo? -Quero"), os planos disparatados, enfim.. Tudo aquilo que tem a máscara de pura brincadeira mas que esconde a amizade enorme que tenho por ti. És importante de verdade e já to confessei. Admiro-te mesmo e só tenho de te agradecer porque sempre que precisei não hesitaste em ajudar-me, em dar a tua opinião, em ser sincero comigo. Obrigada por alinhares nas tonteiras, obrigada por seres quem és.
André Alguém: Por todas as razões possíveis, este nome tem de ser referido sempre. Pensei que era cliché, mas o primeiro marca sempre. Eu sei que entendes. Cresci imenso á tua conta. Sofri, amei, ri, chorei. Fui feliz, fui amada, fui admirada pelo que sou e não pelo que dizem. Tive a primeira noção de o que é partilhar tudo com outra pessoa. As nossas brincadeiras que serão eternamente só nossas. As alcunhas, as músicas, as tardes livres, as saídas, as noites no aqua, o 23, a amizade. Enfim, obrigada por teres construído parte do que sou hoje. Obrigada por teres entrado na minha vida e me teres aberto novas portas, me teres permitido vivenciar novas experiencias e mais que tudo, me teres feito aprender e crescer. Aprendi a lidar com o extremo dos sentimentos. (Apenas memórias felizes são aqui referidas. O resto faz-se sempre por esquecer. Mas tudo foi fundamental para que aprendesse a lutar pelo que quero e saber distinguir o que me é fundamental do que apenas serve para embelesar a superperfície.)
Pedro Pereira: God! OBRIGADA TUDO MESMO! Meu Sol! Eu estava perdida, e tu apareceste. Obrigada pela confiança, pelo carinho, pela atenção, pelas frases não pensadas, altamente intensas e vivamente apreciadas por mim. Obrigada por me fazeres sentir diferente do resto do mundo, obrigada por me deixares entrar no teu mundo, obrigada por seres o meu. Obrigada pelas surpresas, pelas prendas materiais e pela melhor prenda de todas: tu. Obrigada existires. Nem o real sentido das palavras é suficiente para te explicar que és a diferença que marca onde tudo é mass produced neste mundo. Obrigada por tudo o que dizes, fazes e pensas. Obrigada por experimentares tudo comigo. Obrigada pelas brincadeiras anti juventude inconsciente de maioritariamente feminino que utiliza na escrita letras que nem existem no alabeto português (ou pelo menos não existiam, até à bem pouco tempo.) Obrigada por já estares marcado em mim e eu me orgulhar de dizer que te conheço e que és a minha maior qualidade. Obrigada pela paciência de aturar os meus desabafos e por me deixares ouvir os teus. Agradeço deixares-me pertencer um bocadinho àquilo que és e marcar presença no teu pensamento. Obrigada por alinhares nas tolices, por seres tão sincero, por seres tão especial. A palavra "obrigada" é demasiado insignificante perante tudo o que tenho para te agradecer. Eternamente RS360. Eternamente especial. Eternamente gravado em mim. Obrigada por seres quem és e seres quem eu um dia pensei não existir. Adoro-te mais que muito. (A ti tenho de te explicar esta posição tão "cá em baixo". Tentei seguir um encadeamento lógico-sequencial e por isso peguei nos tempos mais remotos até ao momento sendo só a belinha a deslocada visto que por comparação, tive uns 3 anos quase sem a ver por estarmos em escolas diferentes e termos na altura, amigos diferentes. Quero com isto dizer, que és mais que fundamental, e tu sabes bem disso. Esta ordem pouco tem a ver com a ordem que as pessoas ocupam no meu coração, and you know it. Desta maralha toda, apenas o Coelho tinha mesmo de ser mencionado em primeiro por ser o único que à onze anos me atura sem parar e ter sido meu amigo incondicionalmente desde então. Pedro Pereira, venero-te para lá do muito.)
Jorge Eduardo: Primão do meu coração! Meu primeiro melhor amigo! Não tenho de me alongar muito! Temos a permanente ligação de sangue. Venero-te melhor primo do mundo.
Marta e João Gil: São bestiais. Mesmo. Conheço-vos à bem pouco tempo e são das pessoas mais honestas que já me passaram pelas mãos. Obrigada pelas brincadeiras, pelas conversas pelos disparates, pelas risadas, pela confiança, pelas confissões. Obrigada por serem diferentes do resto do mundo. Gosto seriamente de vocês.
Anaísa Gomes: Obrigada pelas conversas que não tenho com mais ninguém. Obrigada pelas opiniões. Obrigada pelas brincadeiras, pelas pancadas, pelos temas mais sérios, pela confiança, apoio, compreensão, chamadas à razão e desafios a quebrar regras. Obrigada por este verão que passou, obrigada pelas saídas. Obrigada pela tua amizade.
Eduardo Soares: Bem, anos de pancada. Obrigada pelo apoio, pelas muitas maluquices, por alinhares comigo nas brincadeiras musicais. Obrigada por seres meu amigo.

Ainda deixo aqui referidos os nomes de pessoas que igualmente marcam (ou marcaram) o meu caminho:
Nelson Bugalho, Inês Gaspar, André Pires, Guilherme Alves, Eduardo Vieira, Paulo Miguel, António Costa, Pedro Peixe, Guilherme Pires, Inês Percheiro."


Bem, não sei se isto vai ter as horas a que foi publicado, mas garanto-vos que é tarde (são 02h53m) portanto, é bem provável que isto esteja minado de erros ortográficos. Peço ao meu corrector de erros ortográficos preferido que me deixe um comentário com a listagem para que eu possa proceder à correcção dos mesmos.
Cumprimentos a todos, e porque está na época, Bom Natal.