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quarta-feira, 10 de junho de 2009

PEJ

Visto que o artigo não foi publicado no jornal da escola, publico-o aqui para difundir o espírito PEJista.

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"O PEJ é uma família. Nós (André Alguém, Bruno Matafome, Cátia Salgueiro, Eduarda Pereira, João Heitor, Marta Heitor, Nelson Bugalho e Susana Salgueiro), fomos os sortudos em conhecê-la.

No dia 8 de Maio de 2009 partimos para o Porto para aquela que seria uma viagem revolucionadora na nossa maneira de estar com os outros e de trabalhar. Em 3 dias criámos laços de amizade, trabalhámos (muito) e, a cima de tudo, divertimo-nos num ambiente onde o factor “competição” é um pequeno à parte. “O objectivo no PEJ não é ganhar, é participar.” – disse-nos logo de ínico o nosso chair Francisco. Nós não lhe prestamos atenção. Era claro que todos queriam ganhar. Mas não podiamos estar mais enganados.

Entre jogos que envolviam os 48 delegados mais os 8 chairs e escapadelas nocturnas para festas secretas nos quartos da pousada da juventude (com a adrenalina de fugir ao guarda nocturno), conhece-mos pessoas dos mais variados locais e com as mais distintas origens e nacionalidades. Embora tivessemos de trabalhar até tarde e estivéssemos mesmo muito cansados (nada que umas boas doses de café nao resolvessem), o espírito de equipa ajudava-nos a continuar a pesquisar e discutir temas sem que o sono se fizesse sentir.

Disfrutamos da aldeia portuguesa, que consiste num jantar onde cada cidade levava a sua comida tradicional – e as nossas tigeladas fizeram furor – e depois foi altura do Euroconcerto. Esta era a parte para relaxar. O nosso espectáculo chamava-se “Medley Abrantino” e tinha dois pianistas, uma declamadora de poemas e vários vocalistas. Com muito improviso (aliás, total improviso) seguimos uma ordem progressiva de músicas, ou seja, da mais calma para aquela com mais batida. Iniciámos com uma declamação de poemas, depois Coldplay, The White Stipes e por fim, Queen.

Para além de tudo isto, tivemos os debates, claro. Esta é a fase mais importante onde cada delegação mostra o quão boa é a defender a sua moção e a contra argumentar as restantes delegações. O debate é extritamente formalmente e discutem-se os mais variados temas, tendo sido o nosso a relação entre a União Europeia e Mugabe (presidente do Zimbabwe). Argumentamos vivamente em defesa das boas moções e provamos outras pouco viáveis. No final, não ganhámos um lugar na sessão internacional, mas ganhámos uma experiência incalculavelmente enriquecedora e única que faz de nós um PEJistas para a vida.

Perder não significa que o sonho acabou. Agora estamos ligados a este projecto e podemos entrar novamente como organizadores, ajudantes, chairs e, quem sabe, mais tarde, um de nós como presidente.

Temos de agradecer não só aos professores que nos apoiaram na participação neste projecto como também a quem o organizou e tornou esta experiência possível. Também é importante mencionar o Chicão, o nosso chair que nos “aturou” durante os três dias e que alinhou nas nossas brincadeiras.

Chico, “je vais e je volte”."