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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Harry Potter, e os Reis das Baratas


Fui ver o mais recente filme da saga Potter, Harry Potter e o Príncipe Misterioso. Foi tudo miserável. Absolutamente miserável.

Começou tudo com a excitação normal de uma ida ao cinema para ver um grande filme, que só foi grande em tamanho. É óbvio que tal sentimento esmoreceu em segundos após aperceber-me que fiquei sentada ao lado de dois moços que deviam rondar os 14 anos, que certamente se enganaram e em vez de pedirem um pacote de pipocas, pediram a máquina inteira. Ora, todos sabemos a chinfrineira que se faz a comer pipocas. É irritante. Aliás, atrevo-me a dizer que é MUITO irritante. O barulho mais parece o esmagar de baratas. E ninguém quer ver o excelentíssimo Ron apaixonar-se ao som da Sinfonia do Quebrar da Quitina da Barata.

Mas o terror não se cingiu a isto. Houveram indivíduos que confudiram uma sala de cinema, com uma esplanada ao ar livre. Eu também tive as minhas dúvidas. Estive mesmo para gritar: “é um café, fáchabôr”, mas depois lá vi que as cadeiras demasiado confortáveis e que estavamos demasiado “organizados” em filinhas paralelas para ser uma esplanada. Mas mesmo com uma tela gigante, feitiços (poucos, diga-se), e muitos “shhhiu”, a rapaziada continuou a achar que era um café ou algo semelhante. Ora se sentavam, ora se reuniam em pé... Bem, um regabofe que desrespeitou quem queria estar atento (grupo no qual me incluí durante hmm, vá.. 10 minutos.).

Enfim, pondo estes pequenos contratempos de parte, o filme em si, não valeu a pena. Foi muito fraco. A única emoção que despertou em mim, foi arrependimento. Arrependimento por ter perdido 2h27m se não estou em erro (se estiver, agradeço que me corrijam), para saber 1 minuto e meio de história nova. Não houve a acção habitual, nem aquele friozinho na barriga que havia sempre nas típicas cenas com feitiço para aqui, feitiço para ali até algum dos feiticeiros fraquejar. Não houve grande avanço na história das personagens. Discuti isto com 2 indivíduos que leram todos os livros da saga, e um destes respondeu-me: “este é uma parte entre a ordem de fénix e os talismãs. O cerne deste filme eram mesmo as memórias.”. Ora, deu-me razão. Porque perdi tanto tempo sentada (confesso que já tinha posição naquela cadeira. Estava desconfotável em todo e qualquer possível ângulo) se com uma breve nota sobre as tais memórias no início do próximo filme me esclarecia tanto como um filme inteiro? Era bastante fácil:

  • Se quisessemos uma linha mais minimalista, bastava um “Ah, é para avisar, que agora há memórias em frasquinhos que parecem ampolas." e os espectadores ficavam avisados quando vissem alguém despejar uma ampola numa tacinha (não fossem pensar que o harry estava a fazer retenção de líquidos, ou a querer ter um desempenho escolar melhor com a ajuda de químicos).


Mas antes que vocês fiquem revoltadinhos, sim, eu sei que o senhor das barbas (não, não é o pai natal. É o chefão lá da escola.) morreu. E isso tem algum relevo. Por isso, também é merecedor de nota no início do filme. E assim, já era uma nota mais compostinha:

  • “basicamente, o velho esborrachou-se no chao e o panasca do loiriças nao teve coragem de lhe “espatar” um feitiço mesmo no meio dos olhos. Ah, também é para avisar que agora há memórias em frasquinhos que parecem ampolas”

Se por alguma razão, nenhuma destas notas funcione, no vosso ponto de vista (sempre vos digo que se assim o for, são uns esquesitinhos de primeira apanha), ainda tenho mais uma proposta, mas já meio aparvalhada:

  • "people, é assim, o velhadas tropeçou devido a coisas (que incluem um desacato com o loiriças mauzão) e espatifou-se de costas no chão. Dizem que aquilo era alto e não sei quê, parece que o indivíduo faleceu à primeira. Ainda relembramos que os sticks de madeira que lançam luzinhas puxam memórias da nossa cabeça e poe-nas em ampolazinhas que se despejam na água."

E ora aqui está a minha divagação que conclui o seguinte: não valeu a pena fazer este último filme. Segundo as minhas notinhas milagrosas, em vez de dois filmes, fazia-se um, que em vez de 2h30m, teria 2h31m.

Back.


Pois é, parece que regressei de férias. Foi bom. Uma semaninha a acampar com os amigos. Mas tudo o que é bom, acaba depressa. (porquê?!)
Volto então agora cheia de parvoíces novas, espero eu. Seja como for, a meia dúzia de indivíduos que vem parar a este blog por engano (não há outro tipo de indivíduos a ler isto), poderá ter acesso a coisas novas, escritas por mim, e com o cariz idiota.
Inté.

P.S.- O pé de baixo, é o meu. E não, não tenho só um.