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segunda-feira, 22 de março de 2010

     Estou a entrar numa fase profunda de um qualquer estado psicológico não muito favorável à minha sanidade mental.
     Primeiro que tudo, estou sem nada para fazer esta semana e continuo com a sensação que tenho toneladas de testes e de trabalhos para fazer. Não sei explicar. Estou constantemente com aquele pensamento "Maria Eduarda, o que estás a fazer? Devias estar a trabalhar. Tens muita coisa para fazer" apesar de não ter rigorosamente nada em atraso ou planeado. Cumpri os prazos todos.
     Depois, descobri, agora (vá, chamem-me o que quiserem. eu sei que já devia ter chegado a esta conclusão antes), que a graxa é o grande elemento de avaliação. Graxa? Pronto, expressei-me mal. É apenas um apresso especial pelos professores que é demonstrado através de longas conversas, trabalhos feitos e ajudas constantes. É isto que vou começar a fazer. Estou com planos de iniciar uma rotina de favores tremenda. Até o assento da cadeira eu aqueço, se for preciso.
     Ainda tenho algumas dúvidas sobre a área curricular não disciplinar Área de Projecto (que nome tão pomposo para tamanha bosta). Ao que parece, mais importante que escrever bem e redigir um bom Diário de Bordo, é saber por a merda do documento a andar sozinho numa espécie de livro digital. Mas que mundo é este? Que raio de professor dá mais um valor na nota a um aluno só porque este tem a pachorra para andar a mexer naquela porcaria de programas que não têm interesse nenhum? Ainda devo acrescentar o facto de a senhora professora ter dito que eu não sabia escrever* (pronto, deu-me 15 nesse parâmetro e 20 ao senhor Goldalsky, que é todo informático) e que eu não era modesta porque quero 20. Ora, eu é que sou a honesta! Não escondo de ninguém que se a escala acaba no 20, é isso que eu quero. Porque raio é que deveria fazer como o meu caro colega que, embora queira exactamente o mesmo que eu, auto-avalia-se com 19 para não soar mal? Valha-me deus. Já decidi que vou passar a pedir 11 a todas as disciplinas. Pode ser que isto funcione.
     Por fim, ainda há aquela poia que é a Educação Física. Que me perdoem os indivíduos que leccionam aquela espécie de disciplina que avalia a aptidão física de cada um. Isto não tem lógica nenhuma. Nenhuma mesmo. Portanto, se um indivíduo tem um grande caparro e se treina para um desporto qualquer, pimba! Lá vem um notão que só mesmo dado em cheque. Aqueles que, como eu, são uns nabos de primeira que nem uma mísera cambalhota sabem fazer, cingem-se a notinhas tipo 12 ou 13. Claro que isto varia de professor para professor. Já tive 14 e agora, com o docente que me calhou na rifa**, tenho 12 e já é uma oferta. Mas pronto, isto é outro debate.

   E é isto. A minha vida tem-se resumido a isto. Mesmo com as semanas de trabalho concluídas, tenho estes dias de martírio que me enchem de rugas. Estou aqui, estou como um cão daqueles do reclame de um certo creme facial.  Temo estar a chegar a uma fase de esgotamento qualquer...




*Este argumento utilizado por ela é ainda mais interessante quando sabemos que a senhora professora riscou todos os documentos onde me atrevi a escrever "haviam sido...". 
**Este indivíduo consegue a proeza seguinte:
  "Professor, pode-me ajudar a fazer o salto entre mãos?"
  "Já o devias saber. É como o Português e a Matemática, nunca se esquece."






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P.S.- Tem havido um mal entendido em relação a este post. Eu não estou a criticar o meu colega. Que se repare que as únicas coisas criticadas são os critérios de avaliação de alguns professores. 

1 comentário:

  1. "apressos"?

    E falta um asterisco na segunda nota de rodapé.

    De resto, MUITO BEM DITO.

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