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sábado, 17 de abril de 2010

    Tenho tudo espalhado. Recortes, fotografias e papeis perdidos. Tudo o que cheira a ele está pronto a ser recolhido. O pó que cobre tais objectos cheios de sentido, lembra-me uma vida. Fico comovida.
    No meu corpo ainda sinto as suas mãos doces com afectos (que descobri serem vazios). Agarro-me a datas e locais que me transportam para momentos felizes. Nos lábios guardo o calor que ele é e isso provoca em mim arrepios.
     Ouve portas que ficaram por visitar. Janelas que uma vez ignoradas, permanecem fechadas para a vida. Também já não tenho interesse em explorá-las. Afinal, não ficas eternamente.

    Decido então arrumar tudo numa caixa escondida (até de mim). Não preciso ver aquilo que dói.
    No fim de contas, nem sei quem ele é.

    Tudo é efémero.

4 comentários:

  1. Que se passsa eduarda? Aconteceu alguma coisa entre ti e o andré?


    Gostava de saber:

    Bjs Inês

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  2. @Inês

    Acho que aconteceu. Mas não tenho a certeza.

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  3. Ah, e por favor não comeces já a aplicar o acordo ortográfico.

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