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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Cabeleireiros

       Não gosto de ir ao cabeleireiro. Não gosto nadinha mesmo. Durante algum tempo, o meu cabelo foi cortado em casa, por mim ou pela minha mãe. Depois disso, e porque passei a usar o cabelo muito comprido, passou a ser uma tarefa mais complicada e digna de umas mãozinhas especialistas. O facto, é que sempre que sou obrigada a ir a um salão de cabeleireiros - sítio a onde só vou mesmo obrigada, por já ter uma peruca ridiculamente grande - fico num estado de nervos incrível.
       Por vários anos, se pedia para fazerem franja, saia uma coisa medonha porque o meu cabelo é enorme e não podia ter franjas demasiado curtas visto que ficava a parecer uma coisa tipo barbie-que-sofreu-uma-transformação-capilar-feita-por-uma-menina-de-cinco-anos. Se dizia para escadear mais, ficava que nem uma árvore de natal. As coisas nunca saiam como eu queria.

       Depois de uns anos na mesma cabeleireira (à qual foi, no total, umas 3 ou 4 vezes, se tanto), decidi mudar. Tanto mal junto só podia ser da profissional, não dos meus cabelos.

       Fui então a uma especialista na área na minha cidade natal. Um salão todo pipi e cheio de clientes satisfeitas. Era mesmo ali que ia tentar a minha sorte.
       Mal me sentei naquela cadeira super desconfortável para lavar cabeças, sou confrontada com uma pergunta mais difícil do que as do exame de matemática: "Que shampoo é que vai usar? Cabelos secos, cabelos pintados, cabelos com tendência a oleosos, cabelos oleosos, cabelos oleosos na raiz e secos nas pontas, cabelos estragados, ...?". Uma panóplia de produtos que, para mim, soavam muito ao mesmo, shampoo. Depois de um blackout cerebral, lá me decidi por um. Mas ficou-me uma dúvida: não seria mais o papel da senhora, como cabeleireira, olhar para a minha cabeça e ter uma ideia daquilo que devia usar? Eu sou uma leiga no assunto, mas parece-me a mim, como mera cliente e novata no mundo da estética capilar, que ela devia saber mais que eu!

       Todavia, depois deste episódio, fiquei bastante satisfeita com o corte da profissional. Pela primeira vez, vi o meu cabelo ser bem tratado por uma tesoura. Sem dúvida, um sítio para voltar a visitar, mas desta vez, com o nome do shampoo já na ponta da língua.

1 comentário:

  1. ahah és como eu. durante muitos anos fui sempre eu, a minha mãe ou a minha avó a cortar-me o cabelo.. e sempre ficou como eu queria.. depois.. fui umas quatro vezes ao cabeleiro, uma vez para fazer uma permanente... e outras três para cortar. um dos cortes.. odiei tanto!
    e também tinham isso do tipo de shampoo. quando me perguntaram isso, disse que um qualquer dava e nem sei o que ela pôs.. mas dessa vez até gostei do resultado..

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