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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

      Era de porcelana. Ou de vidro, não sei. Mas era delicado e, por fim, estalou. O meu chão estalou. Estou então num estado intermédio perdida no meio de palavras ditas e outras apenas pensadas. Não sei se quero existir fora deste lugar...
       Se é suposto não encontrar luzes nos primeiros tempos, eu entendo. Eu espero. O tempo faz questão de passar, por isso, eu espero. Mas espero por quê? Por quem?
        Parece que passou uma espécie de aspirador (ou qualquer outra máquina que sugue) e me limpou a alma. Não está cá nada nem ninguém. Mas estava! Eu sei que estava. E num sopro qualquer, foi-se tudo. Quase deixei de ser eu. Quer dizer, a essência ficou, a semente... E essa não muda, pois não?
       Estou perdida e não sei se as notícias que recebo daqui a 18 dias me vão ajudar a encontrar o que sou, ou se me vão desintegrar.

       18 dias...

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