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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Os milionários e as doações

       A ideia de que devia ser obrigatória a doação de dinheiro por parte de milionários ou multimilionários ou o que seja, é absurda. Na verdade, nem tem ponta por onde se lhe pegue - a não ser que se refiram a milionários que adquiriram esse estatuto roubando os outros, aí entendo perfeitamente que devam devolver a quantia desviada ao seu proprietário anterior.
      Se um sujeito enriquece à conta do seu trabalho não tem obrigação nenhuma em dar o que quer que seja a alguém. Tem o que tem por mérito próprio e não há o direito de mexer nisso. Mais, é importante ter em conta que o objectivo desta medida seria dar aos pobres. Mas como se decide quem é pobre ou não? Não nos esqueçamos que há muito português no centro de desemprego a recusar trabalho só porque não acha que tem classe. Estes não merecem um cêntimo. Sabendo que há imensos casos de "falsos" pobres, não faz sentido tirar dinheiro a quem trabalhou para o ter e destribuí-lo por quem está sentado num sofá, sem fazer nada, à espera de enriquecer sem esforço.
       É óbvio que é uma boa acção doar dinheiro e bens a quem realmente precisa, mas esta deverá ser uma acção voluntária. Mais ainda, sabe-se que há centenas (ou milhares) de pessoas riquíssimas - incluindo portugueses - que oferecem imensa coisa sob o anonimato. Estes têm ainda mais valor. Não tem de haver espalhafato sobre uma doação se esta for de coração.

       A única medida que poderia ser tomada para controlar a pobreza seria um controlo sob os ordenados máximos. Por exemplo, ter um limite de ordenado de topo, e que ninguém pudesse ganhar mais que X. Desta forma, acabariam aqueles ordenados absolutamente ridículos dos jogadores de futebol ou outros desportistas. Com o dinheiro amealhado através destes cortes, seria então possível investir em associações de ajuda humanitária ou aumentar o ordenado mínimo. Tudo isto contribuiria para uma menor discrepância social.

5 comentários:

  1. Menor discrepância social e maior qualidade de vida para muito boa gente. Diga-se de passagem, que alguns ordenados são completamente ridículos.
    Mas agora, finalmente, quando uma pessoa que está no centro de emprego já não pode recusar o trabalho que lhe propõem. Não têm opção, mas ao menos não ficam desempregadas por muito tempo.

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  3. é! uma óptima medida! Impedir que haja gente alapada no sofá a receber subsídios.
    Mas, como disse, a solução para melhorar a vida dos pobres, nao passa, de todo, por roubar dinheiro aos ricos que o são com todo o mérito.

    >Têm de se ver as coisas sempre dos dois lados.

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  4. tal como ha muitos pobres que nao fazem nada também ha muitos milionários que não fazem nada. Herdam dinheiro sem nunca o ter merecido e andam ai a gastar em merdas.
    Ya devia-se ter mais controlo sobre os ordenados. Ha um politico português qualquer que agora nao me lembro o nome (:s) que ganha mais dinheiro num mês que o barack obama num ano.

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  5. repara: os milionários não têm de fazer nada! se o dinheiro foi herdado, é deles e pronto! ninguém tem o direito de ir lá tirar seja que centavo for. gastam no que quiserem e bem entenderem. é deles, simples.

    Agora os que são ricos porque roubam, claro. esses devem devolver o que tiraram dando isso a quem precisa.

    Quanto aos políticos: acho que os ordenados dos políticos são justos para o cargo que desempenham. Ou seja, os/as homens/mulheres que trabalham para melhorar o país devem ser grandemente recompensados. Todavia, sabe-se que esta não é a realidade em Portugal, e que muitos não cumprem bem o seu dever. os desrespeitadores dos deveres também deveriam ter punições.

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