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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Pena de morte - a minha opinião

       Sou a favor da pena de morte. Chamem-me o que quiserem, mas não vejo a imoralidade desta punição perante certos crimes.
       É mais que óbvio que em Portugal o sistema judicial não funciona - entre muitos outros que se encontram na mesma situação. É normalíssimo ver um assassino cumprir uns anitos de prisão, coisa para não exceder uma década, que o senhor preso não se pode fartar, e depois serem brindados com uma liberdade que não merecem. O único castigo justo para os que cometem determinados crimes, é a morte.
       Não entendo onde está a imoralidade - argumento utilizado contra a pena de morte - em matar um violador. Acto imoral é pago com um semelhante. A violação é uma das piores coisas que se pode fazer a alguém. A vítima jamais será a mesma e terá danos psicológicos que o acompanharão para sempre. Qual é a lógica de meter um violador num estabelecimento prisional, com comida e estadia de borla, onde fica durante uns anos e depois sai por bom comportamento? Bom comportamento?! Como é que um violador vem para a rua por bom comportamento? Como?! Não me venham com a treta do argumento "todos merecemos uma segunda oportunidade" porque tenho a certezinha absoluta que a vítima não só discorda, como nunca terá uma segunda vida na qual possa limpar a memória e esquecer a violação!
       Ainda há os assassinos. Se a lógica é que todos têm direito à vida, e se um assassino não age na conformidade desta, deverá sofrer o mesmo fim que ele ditou a um terceiro. Não há desculpa para um assassinato voluntário. Claro que aqui teria de se investigar bem a morte para determinar as causas. Não seria justo matar uma mulher que, por exemplo, matou um marido em legítima defesa ou que matou para não morrer. Quando falo em pena de morte para os assassinos, falo em serial killers, em pessoas que matam a sangue frio, a assassinos calculistas. Há mortes acidentais, e coisas não calculadas. Se iriam haver muitas injustiças a tentar perceber a natureza da morte? Talvez. Quem sabe. Mas matar é matar. E seja incrivelmente premeditado ou um acto espontâneo, há sempre uma vítima que merece justiça. E, mais uma vez, não me parece correcto que um assassino esteja 7 ou 8 anos preso (ou 18 ou 19, sei lá. Tudo o que seja abaixo de prisão perpétua é injusto) e que saia em liberdade porque não se meteu em confusões na prisão.
      Também acho que os incendiários deviam ser condenados a pena de morte, mas estes a morrerem na fogueira. Se há coisa cruel é destruir aquilo que pertence a todos, como são as florestas e matagais e seja o mais o que for. Tem de se ter em conta todo o impacto ambiental e social causado por um fogo posto. Morrem imensos animais, outros tantos ficam sem habitat morrendo mais tarde, perdidos e sem alimento, há vidas humanas perdidas, terras destruídas, paisagens devastadas. Um indivíduo que causa isto tudo não pode ter outro final que não a sensação fantástica de sentir aquilo que ele causa. Afinal, quem brinca com o fogo... queima-se.
      Os responsáveis por lutas de animais e aqueles que os torturam para terem pele ou outros produtos provenientes dos bichos, também deveriam ser mortos. Mais uma vez, não vejo a condenação à morte desta gente como um acto imoral. Acrescento ainda que aqueles que matam os cães arrancando-lhes a pele com eles ainda vivos, deveriam passar pelo mesmo. E enquanto passavam por esse doce processo, alguém lhes deveriam sussurrar: não faças aos outros aquilo que não queres que te façam a ti...

       É de interesse esclarecer que, apesar de ser defensora da pena de morte, não defendo as mortes que passam pela tortura (exceptuando os assassinos dos animais e os incendiários, visto que estes são demasiado mesquinhos nas mortes que causam). Todos seriam condenados à injecção letal. Morte simples e rápida. Ainda assim, aqueles assassinos e violadores que mais não são que monstros, poderiam ser sujeitos a um debato público em que se determinaria a causa de morte mais ajustada.

      É interessante reparar no paradoxo que é a pena de morte. Se um indivíduo for condenado à pena de morte o seu castigo termina ali. Se as prisões funcionassem como deve de ser, talvez fosse mais penoso ser preso do que a morte.

12 comentários:

  1. De certo modo, concordo contigo. E também ficou surpreendidíssima quando vejo um violador ou outro qualquer a sair em liberdade por bom comportamento.

    Lembro-me que há uns dois meses, quando estava a ver o telejornal, apareceu a notícia (e atenção porque não me lembro muito bem) de um homem que tinha morto sete pessoas e de outro que matou três - não me lembro muito bem, mas sei que o homem que matou sete cumpriu 14 anos (e era para cumprir 25, acho eu) e depois saiu por bom comportamento. E o outro que matou menos, prisão perpétua.
    Fiquei parva. Concordo que deviam ter sido sujeitos à pena de morte. Tirar a vida a (no total) 10 pessoas... É mais que grave.

    Mas não acho que a pena de morte seja obrigatória em todos os casos...

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  2. Puro sadismo e sede de vingança. Este post mete-me nojo. Ainda estou mal-disposto só de pensar nestas palavras.

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  3. Sede de vingança? Então achas bem que um assassino ande em liberdade, é isso?
    Suponhamos que um indivíduo entra em tua casa, quando não estás lá e mata os teus pais e viola a tua irmã. Achas então que 5 ou 6 anos preso (se o for) são uma pena justa? E o facto de ter morto duas pessoas? E o facto de ter violado uma criança que vai ter traumas para sempre?
    Não sejamos hipócritas, sim?

    És muito pacifista no que toca aos outros. Mas quando as coisas te chegam a ti, és sempre incrivelmente violento, e sabes bem que sim.

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  4. Sede de vingança? Então achas bem que um assassino ande em liberdade, é isso?
    Suponhamos que um indivíduo entra em tua casa, quando não estás lá e mata os teus pais e viola a tua irmã. Achas então que 5 ou 6 anos preso (se o for) são uma pena justa? E o facto de ter morto duas pessoas? E o facto de ter violado uma criança que vai ter traumas para sempre?
    Não sejamos hipócritas, sim?

    És muito pacifista no que toca aos outros. Mas quando as coisas te chegam a ti, és sempre incrivelmente violento, e sabes bem que sim.

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  5. É-me indiferente o que lhe aconteça... desde que não faça mal a mais ninguém. Tal não implica que ache bem que assassinos andem em liberdade ou coisa parecida. Ah, e gostava de saber em que é que eu sou "incrivelmente violento" e, ainda por cima, hipócrita.

    Nem sequer te dás ao trabalho de apresentar argumentos racionais. Apenas usas a emoção numa tentativa fútil de subverter a razão. Não vais convencer-me assim.

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  6. Sim, és violento. E não queres que eu comece a desbocar os teus infelizes episódios, pois não? É que tu, basta alguém impor-se contra ti ou a tua opinião e tu começas a atingir toda a gente. Sabes muitíssimo bem disso. Basta relembrar certos episódios de 3º ciclo ou de secundário... E de vidros partidos em balneários. Enfim...
    És hipócrita quando vens com teorias pacifistas e depois dizer que não queres saber o que acontece a um assassino "desde que não faça mal a mais ninguém". Mas desde quando é que uma pessoa desse tipo deixa de fazer mal a quem quer que seja se não for preso para sempre ou morto?! Por amor da santa... Não podes fechar-te nesse teu mundo utópico e achar que as coisas funcionam como queres ou como gostavas que acontecessem. Se um violador não for preso ou morto, ele repete o comportamento. Simples.

    Subverter a razão? Não apresento argumentos racionais?! Mas haverá algo mais racional que isto:
    facto um: um homem gosta de matar terceiros.
    facto dois: o sistema judicial permite que homens que matam terceiros andem em liberdade a repetir o comportamento criminoso ou que passem míseros 2 ou 3 anos numa prisão.
    conclusão: este tipo de gente merece o mesmo destino que dita a quem não o escolhe - a morte - ou a prisão perpétua, para que não tenha a oportunidade de vitimar mais ninguém.

    Não vejo onde raio estão as emoções a influenciar seja o que for. É só uma questão de justiça, mais nada.

    E a ti não te tento convencer seja do que for, porque tu vives numa ilusão infeliz que não te permite ser racional a avaliar os factos. Achas tu que o teu mundo é universal e não é. És o único nele e as tuas teorias não são viáveis. A tua ideia da anarquia e esta que mencionas no teu ultimo comentário de não quereres saber o que acontece a um assassino são absurdas. Já discutimos isto pessoalmente dezenas de vezes e já te provei outras tantas que isso, socialmente, nunca funcionaria. Era um mundo em ruínas. Um fiasco autêntico.
    Percebe que tem de haver regras universais para que as coisas funcionem. É tão simples como isto. E se um criminoso anda em liberdade, que raio de exemplo dá o estado? De que é correcto matar, enganar, extorquir e/ou violar? O braço da justiça não pode vacilar, e há crimes imperdoáveis. Não há nada emocional aqui, mera razão.

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  7. Sim, és violento. E não queres que eu comece a desbocar os teus infelizes episódios, pois não? É que tu, basta alguém impor-se contra ti ou a tua opinião e tu começas a atingir toda a gente. Sabes muitíssimo bem disso. Basta relembrar certos episódios de 3º ciclo ou de secundário... E de vidros partidos em balneários. Enfim...
    És hipócrita quando vens com teorias pacifistas e depois dizer que não queres saber o que acontece a um assassino "desde que não faça mal a mais ninguém". Mas desde quando é que uma pessoa desse tipo deixa de fazer mal a quem quer que seja se não for preso para sempre ou morto?! Por amor da santa... Não podes fechar-te nesse teu mundo utópico e achar que as coisas funcionam como queres ou como gostavas que acontecessem. Se um violador não for preso ou morto, ele repete o comportamento. Simples.

    Subverter a razão? Não apresento argumentos racionais?! Mas haverá algo mais racional que isto:
    facto um: um homem gosta de matar terceiros.
    facto dois: o sistema judicial permite que homens que matam terceiros andem em liberdade a repetir o comportamento criminoso ou que passem míseros 2 ou 3 anos numa prisão.
    conclusão: este tipo de gente merece o mesmo destino que dita a quem não o escolhe - a morte - ou a prisão perpétua, para que não tenha a oportunidade de vitimar mais ninguém.

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  8. Não vejo onde raio estão as emoções a influenciar seja o que for. É só uma questão de justiça, mais nada.

    E a ti não te tento convencer seja do que for, porque tu vives numa ilusão infeliz que não te permite ser racional a avaliar os factos. Achas tu que o teu mundo é universal e não é. És o único nele e as tuas teorias não são viáveis. A tua ideia da anarquia e esta que mencionas no teu ultimo comentário de não quereres saber o que acontece a um assassino são absurdas. Já discutimos isto pessoalmente dezenas de vezes e já te provei outras tantas que isso, socialmente, nunca funcionaria. Era um mundo em ruínas. Um fiasco autêntico.
    Percebe que tem de haver regras universais para que as coisas funcionem. É tão simples como isto. E se um criminoso anda em liberdade, que raio de exemplo dá o estado? De que é correcto matar, enganar, extorquir e/ou violar? O braço da justiça não pode vacilar, e há crimes imperdoáveis. Não há nada emocional aqui, mera razão.

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  9. Estás a fazer exactamente aquilo de que te acuso... não só usas o meu passado para me descredibilizar como distorces as minhas teorias para as fazer parecer ridículas. Eu não falei uma única vez em anarquia aqui, nem em deixar criminosos em liberdade. Apenas considero que, se prender um criminoso é tão eficaz quanto matá-lo, não há necessidade de o matar. Fazê-lo, é, portanto, um acto de violência gratuita, e ao defendê-lo estás a descer ao nível de qualquer outro facínora. A violência não se combate com mais violência.

    Da próxima vez, ataca os meus argumentos em vez da minha pessoa.

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  10. Desculpa lá, mas deixaste de ser hipócrita para seres completamente tolinho e ignorante da realidade. Pensa um bocadinho antes de escreveres, sim? Has-de me explicar desde quando é que prender uma pessoa (em portugal, que é o caso que refiro) é tão eficaz como matá-la. Sabes perfeitamente, ou deverias saber, que o sistema não funciona! Ninguém é preso, hoje em dia! A não ser que sejas um pobre indivíduo se interesse nenhum. De resto, com meia dúzia de tostões pagas fianças e sais. Se fores mediático, sais. De fores rico, sais. Se tiveres um amigo rico, sais. Se conseguires fingir que és rico, sais. Aliás, se fores alguns destes últimos, nem metes a pata no estabelecimento prisional.
    Por isto é que a única solução é trazer de volta a pena de morte. Há crimes horrendos que não merecem outra coisa.

    Mais! Não estou a trazer factos para distorcer o que quer que seja! Sabes muito bem que já discutimos isto "ao vivo" dezenas de vezes, não sabes? E também sabes bem a personalidade que tens. Não venhas com tretas de que estou a distorcer seja o que for, porque não estou. Tu é que estás a falar como se vivessem em marte. ou assim. Uma pessoa que diz que não quer saber o que acontece a um assassino "desde que não faça mal a mais ninguém" (deixando em aberto a hipótese de andar em liberdade - como pode se comprovado em "É-me indiferente o que lhe aconteça... desde que não faça mal a mais ninguém." ) não está consciente da realidade onde vive. Não pode estar.

    Acrescento ainda que não te ataquei a ti, mas si as tuas ideias. Mencionei a tua teoria anárquica como mero exemplo das tuas ideias lunáticas que não se adaptam à realidade que temos. E porque, se virmos bem, os teus argumentos sobre o que deve acontecer a um assassino seguem a linha de ideias da anarquia - de cada um ter as suas regras. Como é óbvio, no dia em que isso acontecer, o mundo acaba, e os criminosos andarão todos à solta que nem animais selvagens prontos a atacar.

    Isso do " a violência não se combate com mais violência" é uma coisa muito bonita para se escrever nos livros de contos para crianças. Sabes bem que é patético no dia-a-dia. Hás-de me explicar quando é que isso funciona.
    "Senhor facínora, gostaria muito que me parasse de dar pancada, que o meu código moral não me permite assentar-lhe um banano para me defender". Eh pá, as coisas não são assim. Quando a violência atinge o grau que temos hoje em dia, a única maneira de "nos salvarmos" é responder à séria.

    A pena de morte é, sem sobra de dúvidas, um método simples para restabelecer certos limites na sociedade. Da maneira que as coisas estão, quase parece banal matar uma pessoa só porque se enganou a fazer o troco.

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  11. E enfim, já te disse tudo o que tinha a dizer. Para mais informações, sabes onde vivo. Vem cá dar um saltinho, lanchamos e debatemos o assunto.

    A minha opinião está mais que clara no texto do post e naquilo que já te respondi.

    Sei perfeitamente que não vale a pena falar contigo porque vais ficar sempre dentro dos teus moldes do "a violência é má" ou "cada um é que sabe de si" ou ainda "ninguém tem que mandar em ninguém, devíamos fazer as nossas regras".

    Espero que um dia percebas que são ideias completamente desajustadas à sociedade actual.

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  12. Portanto, se o sistema prisional português não funciona, a solução não será, em primeiro lugar, fazer com que funcione (o que, evidentemente, torna a pena de morte desnecessária)?

    A pena de morte é uma solução fácil para alguns problemas? Sem dúvida. Mas a solução mais fácil raramente é a melhor. Em muitos casos, como este, é mesmo a pior.

    As minhas ideias são desajustadas à sociedade actual? Talvez. Mas isso não as torna necessariamente absurdas. Pensa nisso.

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