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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Terços


Mas quando é que a população percebe que usar terços não é uma coisa esteticamente agradável? 
Ainda hoje, a entrar numa superfície comercial, dei de caras com um rapaz com os seus 13 ou 14 anos a envergar um terço ao pescoço. Se isto não fosse mau o suficiente, o terço era cor-de-rosa (o que não condizia minimamente com a fatiota do moço).

O terço é um objecto religioso. Sinto-me segura a apostar que pelo menos 50% dos indivíduos que andam com o terço ao pescoço nem são religiosos. É um contra-senso terrível. 
Quanto à capacidade artística de um terço de plástico ao pescoço... muito dúbia. E aqueles florescentes? Nem tenho palavras.

Enfim, é mais uma das modas que eu nunca entendi nem me vejo capaz de o fazer.

8 comentários:

  1. Não necessariamente Eduarda. Eu acho todos os objectos relacionados com Budismo muitisso interessantes esteticamente e sou agnóstico!
    O terço pode interferir mais com a nossa ideia de belo porque o catolicismo está muito enraizado em Portugal. Os laços com que nos prendemos às coisas podem ser muito diferentes de individuo para individuo, tenho um amigo também agnóstico que tem um terço no carro, tem um grande valor para ele porque foi a mãe que lho deu.
    Enfim, modas à parte, cada um é como cada qual! ;)

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  2. Mas o terço tem uma simbologia. Ele foi criado para aquele propósito. Os fins que lhes damos já são discutíveis, mas foram concebidos para um fim. O terço, o cruxifixo, os objectos budistas, tudo foi criado com um objectivo, objectivo esse que não pode ser negado. Se é o significado pretendido que atribuímos ao objecto ou não, isso já depende de cada um. No caso que referes, o terço tem um valor sentimental por ser dado por um familiar, o que não impede, de todo, que tal objecto tenha sido desenhado com o intuito de ser um elemento religioso. Óbvio que não está escrito em lado nenhum que é esse o significado obrigatório de tal.

    Ainda é de interesse ressalvar que o que é publicado aqui é meramente a minha opinião - coisa a que tenho direito, tal como todos os outros. A meu ver, o terço como adorno é uma coisa absolutamente asquerosa. Não tem ponta por onde se lhe pegue. Da mesma maneira que não gosto de ver os dois brinquinhos com "diamantes" que usam os amantes de CR7 ou que ele usava - se bem que este dispensa as aspas em diamantes. Isto é tão válido como eu detestar fígado. São tudo gostos pessoas que só devem ser tomados como tal. =)

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  3. Ah, e sou ateia e também acho que os objectos relacionados com o budismo são aprazíveis à vista. Já em relação aos terços e crucifixos não posso dizer o mesmo.

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  4. Sim, estamos só a ter uma discussão saudável! ;)

    Acho que o tempo de certo modo apaga o propósito de alguns objectos e acho que este é um deles.

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  5. Sim, é possível. Todavia, o povo português continua demasiado preso a coisas relacionadas com Deus e afins. Na cabeça da maioria, o terço é um objecto religioso - e eu, não sendo religiosa, também acho que o objecto o é.

    Mas mais uma vez digo, que mesmo que não seja tomado dessa forma, não acho um objecto bonito. De maneira alguma.

    Mas EY! Eu nunca disse que não era uma discussão saudável! :p gosto bastante que contraponham as minhas ideias. Gosto de debater assuntos. E religião é um deles.

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  6. Se calhar faz parte duma manobra da igreja em tornar os seus produtos apetecíveis para as massas.
    Acompanho com curiosidade estas tendências - depois dos terços fashion, o que virá? o jesus Emo?

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  7. Concordo plenamente contigo não digo 50% digo uns 80% das pessoas com mínimo dos 13 anos aos 17 anos não são religiosos. Acho uma ofensa e uma crueldade, porém acho também acho que dar assas algo que esteticamente aborrecido. Contudo os indivíduos que o usam não pensam dessa exacto maneira. Uma moda ignorante sem sentido cultural apenas seguir um ícone que faz parte de algo fútil e efémero.

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  8. Em relação ao comentário do David.a Não é a primeira vez que a igreja crista se comporta dessa maneira com a conquista de novos "mundos" a Igreja adoptou esses símbolos como maneira de integrar e enganar essas tais culturas. Cada vez mais sendo uma sociedade que ignora o senso comum e tradições inúteis e os miseráveis dogmas pode ser todo parte dessa pequena estratégia. Sim pequena porque em tempos e na actualmente Igreja já realizou movimentos estratégicos muito mais cruéis e abusivos.

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