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domingo, 5 de setembro de 2010

A grande peta dos doseadores automáticos

       Alguém me explica qual é a vantagem de ter uma máquina que expele sabonete para as mãos? Qual é o problema, afinal de tocar no doseador manual? Ora sigamos a ordem de tarefas:
          1 - abrir a torneira e molhar as mãos
          2 - carregar no doseador e ensaboar as mãos
          3 - voltar a ligar a água, caso se tenha desligado a mesma entre o processo 1 e 2 e retirar o sabão das mãos ou, simplesmente, fazer esta última tarefa caso tenham deixado a água a correr.

        Portanto, estes são os passos básicos que envolvem a lavagem de mãos (excluindo a sua secagem). Basta atentar a isto para perceber que não há utilidade nenhuma em evitar o contacto com a saboneteira. As mãos vêm sujas e tocam na torneira, que fica suja. Depois de ensaboar as mãos, estas estão lavadas, ou seja, é indiferente aquilo que está no doseador porque assim que tenhamos o produto na mão, ele elimina noventa e nove vírgula nove por cento das bactérias (pelo menos é o que promete o Dettol). Desta maneira, a única coisa que nos convém manter limpa é a torneira porque assim que lavamos a mão com o desinfectante, ao tocar na torneira suja, voltamos a ter a mão infestada com micro bichinhos.
         Assim, fica aqui o recado: senhores da Dettol, a mim não me enganam. É um golpe de marketing muito interessante e tal, essa história da máquina cuspir sabão mas a mim não me encanta. Instalem aquelas torneiras accionadas com pedal ou automáticas, como nos centros comerciais, e aí sim, já estamos a falar a sério.

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