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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Estado de espírito

       Começo a aperceber-me que a força de vontade não chega. Isto é tudo muito bonito e é o perseguir de um sonho mas vai doer muito. Comprar os livros não é só uma dor financeira como de costas porque além de enormes, são calhamaços bem pesados. É muita coisa explicada em pouco tempo e demasiada página para 7 ou 8 perguntas de um exame. Tenho medo das orais. Ainda me continuo a sentir um bocado estranha à faculdade. Quase como se eu fosse uma espécie de virus. Já tenho a minha Mafalda e o Bruno que é um amor de pessoa - e que foi obrigado a beber uma garrafa de água tendo como copo a rolha da garrafa. Ando a desesperar porque apesar de ter achado piada a algumas praxes que já me foram feitas, queria que já tivessem acabado e poder andar descansada até ao fim do ano. Tenho dores de garganta (facto omitido de toda a gente para que ninguém stresse sobre a minha condição de saúde) e estão a tornar-se desconfortáveis. Espero que passem as soon as possible!
        Tenho visto filmes de terror como se não houvesse amanhã. Espero não me tornar uma psicopata.
        Tenho um professor que ora se baba todo a beber água - esquece-se de engolir, creio - ora se espalha na sala de aula e cai em cima das alunas. Há colegas que são... ora, vamos lá... particularmente interessantes e têm um feitio muito especial. Ainda me estou a habituar à tremenda diversidade de pessoas que encontramos numa só faculdade.
         Estou a saborear, pela primeira vez na vida, ter uns avós completamente presentes em tudo. Com meia dúzia de situações caricatas, cá estou eu.
         Odeio transportes públicos. Odeio. É bom que o meu Pimpas invente o tele-trasporte assim que consiga! E que ele não me venha com a treta de que é impossível! Que se amanhe! Detesto ter de andar de autocarros porque tenho de acordar muito cedo para chegar à faculdade às oito da matina e nunca tenho um veículo que me apanhe à hora que eu quero no sítio que eu quero. Fico com rugas do tamanho das crateras da lua depois de um dia de transportes públicos.

         E pronto, muito basicamente, é isto que se passa na minha vida. Ainda tenho apontamentos de Direito Constitucional para passar a limpo. Baldei-me para poder vir aqui um bocadinho. Que o senhor esteja comigo e me deixe chegar ao fim desta semana sem um esgotamento. (Sim, se me estou a queixar agora, na terceira semana, imagino mais adiante...)

3 comentários:

  1. Eu detestei a praxe. Talvez por só me porem a encher e não haver nenhuma realmente original que me lembre. Mas o tempo de faculdade são sem dúvidas, o melhor tempo das nossas vidas, por isso aproveita! E não te mates a estudar! É dificil mas com vontade tudo se consegue.. Diverte-te muuuuuuuito :) Um amigo meu entrou este ano para í também.. acho que vão ser colegas.. ihihihih beijos e boa sorte

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  2. Se já te fartaste da praxe, acho que mais vale não ires do que ires enfastiada.

    Quanto a transportes públicos, bem, há mais transportes para além do autocarro :) pode ser que no final do curso consiga programar máquinas de teletransporte (no meu perfil no blogspot está lá quase essa profissão :D). Alias, já tenho tema para a minha tese de mestrado, portanto, obrigado!

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  3. Isto merece comentário pois fala ali de mim. Concordo completamente com tudo o que disseste! No início a Faculdade é liiinda, o pior vem mesmo depois.. Montes de livros, professores "coisos", colegas de turma em excesso (e diferentes a cada aula, sim porque parece que nunca os tinha visto lá), etc etc etc!
    Mas a Faculdade é mesmo assim e temos que a gramar não é verdade? E, apesar de muito para estudar, eu estou a AMAR Coimbra e a nossa maravilhosa Faculdade, pois "Direito em cima e o resto em Baixo. E rapa o tacho e rapa o tacho e rapa o tacho!" (Uma das nossas fantásticas músicas!).
    Para finalizar, vou expor o meu canto de eleição:
    O Vitó tinha uma Gaita muito Pequenina,
    A mão só lhe dizia, 'filho vai para Medicina.
    O Vitó tinha uma gaita que impunha respeito,
    A mão só lhe dizia, filho vai para DIREITO!"
    Podia viver sem Direito? Podia, mas não era a mesma coisa ;)
    Beijinhos minha Maria Eduarda .

    Mafalda Tomé (Aluna da FDUC, CLARO ;p)

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