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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Patologias do homem #1

     Alergia a compromissos.

     Ok, neste tópico é possível que muito homem (na verdadeira acepção da palavra, ou seja, um sujeito maduro) não se encaixe no perfil que vou traçar em seguida. Mas em bom abono da verdade, convém admitir que muita alminha vai encaixar na perfeição na ideia que vou explanar a seguir.

       Há qualquer coisa na natureza masculina que os faz ter mais medo de um compromisso, de uma relação, de um namoro, que o diabo da cruz. Não encontro explicação lógica para isto para além do facto dos homens serem portadores de um cérebro muito pequenino e não entenderem que um namoro mais não é do que admitir o seguinte:
        "O mundo tem 6,890,100.000 pessoas. E no meio destas todas, a minha preferida és tu e é contigo que eu quero estar."
        Um compromisso não é mais que isso. Não é um casamento, não é um por de anilha no dedo que prive os elementos do casal seja do que for. É um passo base de assumir que no meio de milhões e milhões de pessoas, só se quer uma.
      
         É óbvio que o sujeito pode encontrar uma daquelas psicopatas que os proíbe de sair com os amigos, que os obriga a estar horas num shopping a ver roupa quando sabe bem que ele odeia, que lhe exija tempo livre que ele não tem, que lhe pergunte "em que estás a pensar?", que controle o que ele faz and so on... Mas isto eu nem conto como um compromisso. É só um par de gente estúpida que se submete a tortura de livre vontade. Quem está mal, muda-se. Simples.
         Quando me refiro a compromisso é a alguma coisa com bases, com alicerces e futuro. É uma união de mentes e almas que corre bem, que não encontra muitos solavancos no caminho e que não precisa de esforço para acontecer. Refiro-me a duas pessoas que se gostam naturalmente e que têm pontos de vista iguais sobre os tópicos fundamentais tais como o que é mais importante num namoro, quais são os limites do espaço de cada um, os gostos mais importantes de cada um - que não podem, de todo, chocar embora possam ser ligeiramente distintos, evitando a monotonia -, a opinião sobre temas do dia a dia...
        É que o "ir andando" não é nada. Quando alguém não quer passar do "ir andando" é estar admitir que a outra pessoa não lhe diz rigorosamente nada. E nisto, os homens são mestres. Para eles a ideia de ter de assumir perante toda a gente que já escolheu uma pessoa (que, em idade jovem, nunca se conta que seja já para marcar o casamento, um passo de cada vez...) e que é com ela que quer estar. Se eles forem certos um para o outro, ambos vão respeitar a necessidade de ficar em casa, de respirar, de não falarem, de estarem no momento deles. Não há que temer invasão de espaço se o que os une é respeito.
         Em suma, o homem tem medo não só de se sentir esmagado pela mulher como de se apegar a ela e depois sofrer uma desilusão e/ou perder aquilo em que investiu tempo.
        Pelo menos, com base no que tenho visto por aí e por aqui, é a opinião que tenho de muito rapaz que anda neste mundo.

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