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segunda-feira, 7 de março de 2011

Homens da luta e da vergonha

      Não percebo bem o povo deste país. Só sei que depois de ter percebido - e não visto, porque nunca vi o festival da canção, admito - que os Homens da Luta vão representar o país ao estrangeiro acredito piamente que se o Tiririca vier para Portugal chega a Primeiro Ministro ou Presidente da República.
      De resto, acho que o festival perdeu quase na totalidade a magia que tinha antes pelo que percebo através dos relatos dos meus pais que me dizem que o país parava para assistir àquilo. E se ainda havia uma réstia de credibilidade foi-se com este último acontecimento.

9 comentários:

  1. Minha querida, concordo contigo em género, numero e grau.
    Beijos.

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  2. Quando pus isto aqui temi pela minha integridade mental. Pensei "bom, é desta que recebo hate mail porque esta vitória deve ser alguma coisa muito avant-garde e eu é que não entendo". Afinal, parece que não sou a única a achar que o espírito carnavalesco este ano deixou as pessoas desvairadas de todo.

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  3. Isto é só uma pequena amostra do estado em que o nosso Estado se encontra.

    Anedótico, portanto.

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  4. True! Eu que sou a eterna ótimista no que diz respeito ao estado do nosso país - ou ao estado a que ele pode chegar - já não sei se temos solução... Quando é próprio povo que está perdido, como consegue uma minoria escolhida para o representar fazer alguma coisa?

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  5. sinceramente, foi dos melhores concorrentes ao festival da canção no nosso passado recente! Tendo em conta a fantochada que são esses festivais (nos últimos anos,exceptuando os Flor de Liz), acho que foi uma bela escolha! Usaram música tradicional portuguesa, bem estruturada, com instrumentos portugueses e voltaram a utilizar a música como arma de intervenção! Mais que uma bofetada neste país de pseudos e de cunhas, foi uma lição para as bimbalhices (floribelas e Kátias Vanessas) que normalmente têm ganho este festival, outrora consagrado por Paulo de Carvalho, Simone, Maria Guinnot, entre muitos outros!
    :)

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  6. Melhores concorrentes? Que letra é aquela? Voltamos ao senso comum fraquíssimo que se limita a dizer que está mal. Isso toda a gente já sabe, é a base. Se querem intervir e fazer seja o que for, que apresentem ideias, medidas, alterações viáveis a fazer. A letra é enxovalhar toda uma nação. É exaltar a ignorância por que primam as maiorias deste país. Que raio de mote é este de apelar à luta porque a luta é alegria? É luta só porque sim? Mas a que absurdo chegámos? Ainda para mais um festival que é suposto representar, mais tarde, o país. A mim não me representa de certezinha absoluta.
    Se a música é boa? Sim, o ritmo é engraçado e mais não sei quê. Mas ninguém EM ALTURA ALGUMA contestou isso. A questão é que a letra é diminuir os portugueses a fantoches que gritam só porque é fixe. Basta ligar a tv e atentar Às entrevistas de rua nas manifestações. Muita gente nem sabe que raio lá está a fazer.
    Intervenção não é dizer que está tudo mal. É dizer o que está mal, o que se quer mudar, como se deve mudar, etc. ... E num país onde ninguém quer trabalhar, querem empregos e coisas de mão beijada, que raio de moral há para vir fazer queixas?
    Os homens da luta não têm conteúdo. Se fazem barulho? Fazem, mas só isso. Barulho. Não tem um raciocínio estruturado. Até eu pego num megafone e venho para a rua dizer que há crise e que está tudo na miséria. E daí? O que é de valor é eu perceber a situação e do ponto de vista político e afins perceber como posso mudar as coisas. Mandar bitaites é trivial.
    isto tudo para dizer que não contesto que a música não seja engraçada para levar para lá mas que a letra é, e recorro a um termo muito técnico, uma palhaçada.

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  7. Percebo o teu ponto de vista! Respeito! Mas vamos voltar atrás no tempo... em que se fazia verdadeira música....tal como disse: Paulo de Carvalho, Simone, Ari dos Santos, Fernando Tordo, Maria Guinnot ... o que os diferencia dos homens da luta?! ;)Deixo à tua perspicácia :p

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  8. Entendo onde o caríssimo André Pedro quer chegar. Todavia lhe digo o seguinte: a mesma peça de roupa pode ser usada por duas pessoas diferentes, e numa ficar medonha e noutra sublime. Não há comparação possível em nenhum dos nomes da música supramencionados por si e os sujeitos da revolva (vulgos Homens da Luta).
    Por exemplo, peguemos no grande Zeca Afonso? Notável a forma como a intervenção é feita. Absolutamente notável. Chama-se ter classe. Explicai-me então como se compara isso a meia dúzia de indivíduos que têm como mote "a luta é alegria" - trocado por miúdos "vamos gritar para a rua porque quero ganhar mais e pronto"?
    Exacto, não há comparação.
    E é isto. :D

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