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terça-feira, 22 de março de 2011

Os homens e as pitinhas

          Enquanto andamos entre o sétimo e o nono ano (idade em que passei a ter aulas na escola secundária lá da cidade) almejamos estabelecer contacto com os rapazes do secundário. É sabido que todas as raparigas sonham em arranjam um amigo especial mais velho. Mas isto é quase sempre só um sonho porque os rapazes nessa altura acham que tudo o que não seja do décimo ano pelo menos é uma criança. E descartam-nos, duramente, como se fossemos bebés.
           A verdade é que chegamos à faculdade e são os "doutores" que vêm de encontro às caloiras. Isto é, gente com mais dois, três, quatro e cinco anos mais que nós que, subitamente, ficam interessados na camada mais jovem.

          Mais uma vez concluo que o homem é um ser estranho. No espaço de um ano, a mulher deixa de ser uma menina para passar a um objecto de desejo, de procura. O homem passa a ter um sentimento de protecção e perde aqueles pensamentos de chavascal absoluto que tinha com mulheres mais velhas. O jogo inverte-se e a piada, pelo que eu percebo, passa a ser ter uma mulher mais nova porque esta passa o ar de mais indefesa, mais atraente portanto. Se não é isto, continuo a não perceber nada do complexo interior masculino.

3 comentários:

  1. Eu adorava se conseguisse realmente entender a mente masculina. Mas provavelmente ia descobrir coisas que não gostava. Ficamos melhor na pseudo-ignorância, parece-me.

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  2. Simplesmente porque se não andamos com as mais novas somos insensíveis mas se andarmos já dizem que somos pedófilos -.-

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