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quinta-feira, 24 de março de 2011

Pedreiros, os espalha charme.

        Os profissionais das obras e coisas que tais são, regra geral, pessoas muito espirituosas. É raro uma mulher - mesmo que ela se assemelhe a um gnu - passar perto de um destes senhores e não ser brindada com elogios a roçar o javardola quando estes não são descrições de um chavascal tremendo.

         Em frente da minha faculdade há obras. A Universidade de Coimbra candidatou-se a património da Humanidade pela UNESCO e então está a sofrer obras de requalifiação. Dito isto percebe-se que de manhã vejo-me obrigada a ouvir trogloditês e, felizmente, nem sempre percebo a mensagem transmitida. O último que me lembro de ouvir foi uma coisa do género "Há umas boas mas há outras ainda mais boas". Como se comunica neste dialecto? Que raio de pseudo piropo é este? Não sei qual era a ideia do transmissor, mas não funciona.

        Depois de dezanove anos de existência e de várias curtas trocas de informação com pedreiros concluo que deverá existir uma entrevista de trabalho qualquer onde o critério de escolha é o grau de trogoditice aguda de que sofre o empregado e da quantidade de piropos que ele sabe. Ou há workshops deste tipo de conversa.

P.S.- Visto que isto mais não é que um generalismo, acredito que haja pedreiros "sérios".

4 comentários:

  1. Eu ensinava mas... e capacidade para comunicar com eles? Pelo menos com os que me tenho deparado falam num português muito complexo.

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  2. Er....

    tipo assim ,se eu me afogar na sua beleza tenho direito a respiração boca a boca?

    tem diversos niveis essa é de pedreiro formado em como perder uma mulher com classe!rsrsrsrs

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