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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Há campanhas que estão por fazer...

    ... tal como uma sensibilização nacional para o uso de desodorizantes.

        Continua a existir uma certa resistência por parte de uma grande maioria em dar uso a perfumes, desodorizantes e, quiçá, a banheiras e polivants. Já anteriormente me referi aos utilizadores de transportes públicos que fedem mas a temática tem ganho uma nova dimensão.
         Por norma, quando estou aqui por terras ribatejanas, tomo o pequeno almoço fora de casa com a minha mãe. Sem espanto algum, tenho tomado o pequeno almoço acompanhada por um odor enjoativo proveniente de algum sovaco nas redondezas da minha mesa. Não me ocorre nenhuma justificação para esta situação pelas seguintes razões:
           - os desodorizantes não são coisa cara - nem o banho a menos que se passe meia hora de molho;
           - todos nascemos dotados de uma série de sentidos nomeadamente o olfacto pelo que duvido que quem fede não repare que é um atentado sensorial;
          - as pessoas que noto que cheiram mal costumam andar acompanhadas. Ora, se assim o é, já alguém os devia ter avisado para o seu problema.

          Sejam quais forem as razões que levem alguém a cheirar a cavalo em pleno supermercado, acho que falta, no meio de tanta publicidade inútil na televisão, uma campanha de sensibilização para a primazia da higiene individual. Ninguém é obrigado a suportar o mau cheiro alheio - e não devia ser quase tabu avisar alguém que fede que deveria ter cuidado.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Coisas que não entendo VII - Ter frio nos tornozelos


         Este conceito do "tenho calor no pé todo excepto na zona do calcanhar e/ou do tornozelo" baralha-me.
         Já assisti a muita moda esquisita à qual o povo adere - tal como a altura em que tudo o que era rapariga usava as saias da floribella-, mas esta já resiste há dois anos, se não estou em erro, e eu ainda não a entendi. Para além de inestético, é um adereço confuso. Se estiver demasiado calor, parte do pé transpira. Se estiver fresco, os dedos congelam enquanto que o resto está confortável. No fundo, é uma peça de calçado que não se adapta a tempo algum. 
         Que alguém me explique esta moda...
          
         É provável que seja eu que não tenha sense of style...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Coisas que não entendo VI - O guardar lugar

         Faz-me uma confusão tremenda ver pessoas que estão no fim de uma fila constituída por 15 ou 20 pessoas, pelo menos, e mandam amigos/familiares guardar lugar na mesa que surge vaga do café, da cantina, do restaurante, ...

         Não é preciso ser muito dotado de capacidades cognitivas para compreender que as pessoas mais próximas do início da fila vão servir-se primeiro e desta forma precisam mais rapidamente das mesas que nós. Assim, acontece o seguinte: as pessoas depois de servidas não têm lugar para se sentarem porque aqueles que ainda demoram uns bons minutos a aviar o seu pedido já estão de lugar reservado.
        Isto é absurdo. Parte do civismo de cada um avaliar a situação e entender se o reservar lugar quando ainda temos uma fila enorme pela frente vai comprometer a disponibilidade de lugares para as pessoas que, saindo primeiro que nós, têm tempo de usar a mesa e deixá-la disponível para outros.