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terça-feira, 5 de junho de 2012

The Kaviar - Million Miles

     



I waited by your door ‘till the end of morning.
After all this time I could feel the warning.

Now I’m a million miles.
I’m a million miles away

Now that I am far
Now that I am so far away
All my troubles passed
All my troubles so far away

Now I’m a million miles
I’m a million miles away

That's how it is right now
You’re so far from my new home
How lucky can I be living here where I belong

Now I’m a million miles
I’m a million miles away







    Sabe tão bem ouvir isto e pensar que é um talento proveniente de uma cidade que me é tão querida. Cá estarão, dia 16 de Junho, nas festas da cidade de Abrantes.


Facebook dos The Kaviar aqui.


(A letra foi escrita de ouvido, por isso, se há algum erro, avisem-me. Obrigada)

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Conheci a senhora velhota mais espectacular de sempre

       Hoje, como qualquer sexta feira à tarde, os autocarros aqui em Coimbra estavam cheios de estudantes a caminho das estações de comboio - com sorte, hoje não há greve. Claro que "ir a casa" significa levar sempre o malão carregado de roupa suja para lavar e para poder trazer roupa nova lavada. Ora, estes tais malões, como devem imaginar, ocupam espaço mas isso não é, nem de longe nem de perto, um problema de quem tem malas de viagem mais sim dos serviços de transportes que não asseguram o conforto do passageiro. Adiante.

         Estavam três moços, provavelmente com a minha idade, com malas de viagem até bastante pequenas em relação ao que costumo ver. Eles iam em pé, perto da porta que saída que tem uma zona ampla onde não incomodavam ninguém. Não incomodavam, digo eu? Uma velha resmungona discordou de mim, claro, e rapidamente começou com comentários do género "isto mais parece um transporte de mercadorias!! Isto é para transportar pessoas, sabem?". Aqui há que destacar o humor dos rapazes que riram com a situação e conseguiram fazer ouvidos moucos a tamanha estupidez.
          Mas até aqui estamos perante uma coisa corriqueira - as velhotas resmungonas a implicar com tudo o que se faz no autocarro. O fenomenal segue-se agora: depois de perceber o que estava a acontecer, levanta-se uma senhora velhota (aliás, ficará registada como Muy Ilustre Senhora Doutora Velhota), aproxima-se dos rapazes e diz, entre risos "Então ,vocês não vêem que incomodam as pessoas com as malas? Para a próxima vestem a roupa toda que querem levar, assim umas coisas por cima das outras, e depois de entrarem no autocarro fazem striptease". E isto fez-me ganhar o dia. Quando for velhota também quero ter bem aceso este sentido de humor bem oportuno.
         Um bem haja à Muy Ilustre Senhora Doutora Velhota, que tenha tudo de bom.

domingo, 8 de abril de 2012

Turn off #1

       Não há um maior destrutor de qualquer hipótese de socialização que um ego do tamanho de Saturno.
      
        Por norma não respondo a ninguém no Facebook. Pouco lá vou e sou uma estupenda anti-social cibernética. Conversas virtuais fazem-me espécie e por isso pouco me aventuro. Todavia, recentemente decidi dar uma abébia a um puto qualquer que me mandou uma mensagem e tal experiência veio fundamentar a minha reticência em responder a quem não conheço.
       Sabem aquele tipo de macheza que acha que com uma hora de conversa já tem uma mulher de joelhos a pedir que vá para casa com ele? É mais ou menos isso. Apanhei um betinho que, apesar de no início ter parecido uma pessoa porreiríssima, mais não foi do que um gajo de peito inchado, sem qualquer razão para isso. Daquele tipo de miúdo que se acha a última coca-cola do deserto. Uma experiência traumática, portanto.

       O problema é que pessoas assim existem em grande quantidade. Ainda assim, dentro do insuportável aguento melhor uma pessoa que se gabe do que efectivamente tem e pronto, o pobre ouve e depois chora, do que os que têm mas fazem aquele papel do miserável para que alguém reforce a ideia de que são os maiores da cantareira.
      Sou, cada vez mais, uma pessoa impaciente. E com pessoas assim, o mundo não me ajuda.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Cinema 3D?

    Sou a única que acha que o cinema 3D é a pior invenção do mundo cinematográfico?
    Eu uso óculos porque sou uma mariquinhas de primeira e tenho medo de pôr lentes de contacto (acho que assim que as ponha nos olhos se perdem para sempre lá para dentro, para um buraco negro qualquer atrás do globo ocular) e ver filmes em 3D causa-me um desconforto enorme. Sou obrigada a ter dois óculos na cara e, como devem imaginar, não é a situação mais prazerosa possível. Não só tenho de estar constantemente a confirmar que nenhum dos óculos está para cair como pareço uma mosca em ponto grande.
     Para além deste problemazinho técnico, há que relembrar que os bilhetes são caros como tudo! Vou ao cinema muito raramente e sempre com o cartão ZON que oferece um bilhete na compra de outro. Divido o preço com alguém que vá comigo e sempre é um valor mais simpático.
     Lembro-me de querer ver um filme qualquer e só haver mesmo a versão 3D. Isto é um desrespeito para os maricas como eu que não têm coragem de usar lentes de contacto! Domingo lá vou eu ver o País das Maravilhas, com o meu Johnny Depp, agora sem me preocupar em sobrepor dois óculos.
      Lusomundo Lusomundo... vamos lá a ter mais consideração pelos clientes e abandonar essa pieguice do cinema 3D.


     P.S.- E já repararam que muitos dos filmes nem são muito diferentes em 3D? Pagamos o dobro do normal e a qualidade é exactamente a mesma! O Avatar, por exemplo, era a mesmíssima coisa em versão digital e em versão 3D!
     Geralmente o que é mesmo a três dimensões e que dá uma sensação de estarmos no meio do cenário é um reclame da Vodafone, com pipocas a surgir de todo o lado. Por mais vezes que veja aquele reclame desvio-me sempre das filhas-da-mãe das pipocas como se viessem atacar!

Um marmanjo e uma mesa de mistura

       Não entendo este novo conceito de banda que consiste num gajo qualquer com uma mesa de mistura. Há novas "bandas" que andam por aí que me fazem uma espécie que ninguém imagina.
       O meu compartilhador de alguns genes (vulgo irmão) é fã de Skrillex. Pois bem, é só a pior coisinha que anda aí. Não consigo ouvir daquilo mais do que trinta segundos porque fico logo com os tímpanos a contorcerem-se. Tenho para mim que aquela música surgiu depois de um computador qualquer "brecar" o que resultou numa sinfonia de ruído electrónico. É claro que um marmanjo qualquer achou que ia vender Cd's se gravasse aquilo. E o facto é que vende, ganha prémios e tem um número incrível de fãs.
        Também há o Steve Aoki. Descobri-o no dia em que vi que tinha sido confirmado para a Queima de Coimbra. Foi o meu ilustre irmão que me explicou quem era e deu-se ao luxo de me mostrar músicas dele que tinha no telemóvel. Senhores... Mau mau mau. Muito mau. Voltamos ao mesmo: a partir de que momento é que se deixou de ouvir música e se passou a ouvir em casa aquilo que, por norma, passa em discotecas? Acredito que gostos não se discutam (cof cof) mas qualquer dia os putos já nem querem aprender a tocar instrumentos mas sim aprender a mexer no GarageBand.
    

quinta-feira, 29 de março de 2012

As pessoas andam a precisar de calor humano

         Através de uma série de acontecimentos do meu quotidiano concluí que há muita gente a precisar de sentir o calor humano. Ora vejamos.

          Nas aulas opto, sempre que não estou com pessoal conhecido, por ficar sozinha numa bancada da frente mas nas alas laterais da sala. Assim, não só não me distraio com ninguém como estou longe do barulho alheio e ouço melhor a aula. Isto nos primeiros 2 ou 3 minutos funciona perfeitamente. Depois disso, há sempre, e que se dê ênfase ao sempre, uma alminha que acha boa ideia sentar-se ao meu lado. Caríssimos leitores, eu não me refiro na mesma bancada, ou um ou dois bancos afastado de mim. Não, mesmo coladinho a mim e decide espalhar os seus pertences ocupando parte do meu espaço (estou sempre nas pontas).
            Quando a pessoa não se senta ao meu lado, senta-se com um lugar de espaço e opta por pôr a tralha toda dela no banco que nos separa. Com isto, eu, que estou na ponta, tenho de ficar com uma série de coisas ao meu colo.

           Não sei se o que contarei a seguir só me acontece a mim ou se é comum mas é uma coisa que me irrita profundamente.
           Sempre que estaciono o carro, por mais que me afaste da localização de todos os outros carros, quando regresso, há sempre um marmanjo que achou que o melhor lugar era o que estava ao lado do meu carro. Mas isto é sempre. Não há excepção nenhuma. O resto do estacionamento pode estar vazio, mas mesmo que só apareça mais um veículo, mete-se ao meu lado.

            Também já me aconteceu sentar num daqueles lugares de autocarro que têm espaço para duas pessoas e, apesar de estarem mais mais 5 ou 6 bancos iguais vazios, quem entrou no transporte achou que a metade do meu banco que estava livre era a melhor.

             Ainda não percebi se isto deveria ser alvo de estudo sociológico ou não. Só tenho noção que estas aproximações de pessoas no meu espaço não me agradam. Se calhar uso um bom perfume. Quiçá.
          

quarta-feira, 21 de março de 2012

Os gajos da CP

      Os gajos da CP despertam os instintos mais animalescos que há em mim. Cada vez que quero deslocar-me e eles decidem fazer greve, subitamente, a ideia do fuzilamento em grupo soa-me muito bem.
      
      É sabido que amanhã há greve geral. Mas também todos temos conhecimento que fazer greve unicamente no dia marcado é para meninos. Os tipos da CP estão a fazer greve desde segunda-feira. Pois é, segunda lá estava eu a tentar regressar a minha casa quando me apercebo que teria de ficar plantada na estação umas horinhas até que um tipo decidisse trabalhar.
      Assim que chego à estação e peço o bilhete sou logo recebida com uma doçura de um tratamento que me fez ter vontade de ver aquele homem carrancudo a ser submetido a um processo de empalamento. Além de me ter falado num tom pouco agradável para quem trabalha no atendimento ao público, quase me ameaça de porrada porque não ouvi o que ele disse à senhora que estava à minha frente - que estavam em greve e que não havia comboios nas próximas duas horas, mais coisa menos coisa.
       Depois de tomar consciência da situação, dirigi-me a outra cabine para procurar mais esclarecimentos e qual não é o meu espanto quando a senhora que me atende me vende um bilhete. Ao que parece, nem os próprios funcionários estão de acordo em relação aos combios que há e se podem vender bilhetes ou não. Enfim, um dia normal na CP que já tomou gosto às greves.
        Para além destas logísticas todas há uma coisa que me intriga. Tenho lido em diversos locais que a CP é das empresas que mais prejuizo dá ao Estado anualmente. Como raio ainda se dão ao luxo de fazer grevezinhas de quase-uma semana? E os salários mínimos dos trabalhadores também são bastante agradáveis para o panorama que se vive. Estes dados foram retirados de artigos na internet que de momento não me apetece procurar de novo. Contudo, basta procurar no Google que aparece muita informação.
         Se há um dia marcado para a greve, e se sentem esta vontade tão extrema de se revoltarem, que o façam no dia marcado evitando prejudicar a vida de quem nada tem a ver com o assunto - aliás, tem porque pagamos uma crise que não criámos.
      
        Mas o que mais me importa: como raio estou eu a pagar 8,95€ por um regional se em Setembro de 2010 estava a pagar 8€ por um intercidades?! Como é que isto encareceu tanto e eu nem fui dando por ela? Pago quase nove euros por uma viagem que dura 2h30 e que podia ser feita em 50 minutos num intercidades (a pagar, agora, 12,5€).
        Estamos perto do fim do mundo.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Conceição Lino

      Não gosto da apresentação da Conceição Lino. Não consigo assistir a cinco minutos do programa sem sentir pena dos coitados dos convidados que nunca têm o direito à palavra.
     No fundo, parece que a senhora anda ligada à corrente e quer despejar tudo o que se lembra de dizer. Ela arranja convidados só para ter pretexto para o programa porque na realidade não passam de figurantes ali.

      Ainda há pouco estava lá uma senhora a cozinhar e a Conceição nem a deixou explicar seja o que for. Quando a convidada ia falar sobre o doce que estava a fazer, zás!, lá vinha a apresentador por o estaminé no lugar e mostrar quem manda naquilo cortando o pio a toda a gente. Faz-me espécie que aquilo tenha muita audiência.

      Gostava da Conceição Lino no registo do "Nós Por Cá", também na SIC. Sozinha, sem ninguém para interromper e num tom mais assertivo. No programa da tarde passa sempre a imagem de que está a tentar ser engraçadíssima e não cai em graça alguma. Que venha o Figueiras!

De volta

     Depois dos exames, e já no segundo semestre, estou de regresso.

     Hoje vi um colega sentado na aula a escrever no seu caderno do... Justin Bieber! Não sei se me hei-de preocupar com o gosto do rapaz ou espantar com o estupendo sentido de humor dele. O certo é que o moço até era encorpado e junto do seu caderno criava uma imagem medonha. E pronto, serão isto os futuros juristas.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Mural das lamentações

         A degradação do Facebook está a progredir a uma velocidade estonteante. Primeiro acabou com a quantidade absurda de mensagens que se recebiam no telemóvel no dia de aniversário. Depois, arruinou relações e amizades. Agora, destrói a paciência da maioria dos faceookianos.

        Aceder àquela rede social é sempre uma aventura porque nunca sabemos o número de publicações a lamentar um amor perdido, um amigo que presta, uma amiga que é uma cabra ou até como uma entidade divina condenou a pessoa X a uma vida miserável.

       Fugiu tudo do Hi5 porque aquilo se tornou numa pimbalhada inigualável e agora o Facebook foi pelo mesmo caminho. Passo a mencionar alguns exemplos daquilo que levou a criação do Mark Zuckerberg para a fossa:

     1) Publicações sobre histórias cujas personagens são o Amor, a Amizade, a Inveja e coisas que tais. Mau mau mau. Se alguém quisesse saber disso estava, neste momento, a ter aulas de catequese ou coisa que o valha!

     2) Frases dedicadas à/ao ex e como ela/ele é um perfeito anormal que agora vai sofrer a vida toda, ser forever alone, e nós vamos ser superiores e bem sucedidos. Este caso é ainda pior que o primeiro. Se levaram com os pés, sigam para a frente, esqueçam e não se humilhem dessa maneira. Se deram com os pés, para quê pisar ainda mais? Já chega. Não há necessidade de se ser tão mesquinho e eu não tenho de levar com esses assuntos na minha página inicial. Resolvam isso em privado.

     3) Lamentações por se continuar solteiro (mesmo que venham de miúdas com 14 ou 15 anos que acham que já deviam andar de aliança no dedo). Saiam do Facebook, socializem e vêm que eventualmente, se quiserem, arranjam companhia. Ou tomem banho. Também pode ser esse o problema.

     4) Ressabiamentos sobre assuntos que ninguém entende quais são pois são expressos através de conversas sem nexo. Coisas como "meteste-te com a pessoa errada" ou "farta de pessoas sem imaginação que só copiam os outros e os roubam" não são as mais indicadas para se expor assim ao mundo. Se têm problemas, chegam perto da pessoa que vos incomoda e, como adultos que são(?) expressam a vossa indignação. Assim ficamos todos mais felizes.

    5) Frases moralistas. As de autoria própria acabam, invariavelmente, em falhanço total. Quando se quer ser mais rebuscado, copia-se aquela citação do Martin Luther King, William Shakespear, Gandhi, Benjamin Franklin, and so on. Péssimo. São frases batidas e não me parece que ninguém vá ao Facebook para saber o que determinada mente genial pensa sobre a traição.

    6) Gritos de rebeldia. Se o que publicas no teu moral é que todos morrem de inveja de ti, que tens uma inteligência superior à média, que és bom/boa todos os dias, provavelmente és o oposto de tudo o que pensar ser. Não te sujeites ao ridículo de mentires com os dentes todos que tens na boca - se vais para o mural gabar a tua dentição, provavelmente tens dois dentinhos para amostra.

    7) Indirectas, no geral. É baixo. Muito baixo. Será, talvez, o maior atestado de infantilidade que alguém pode passar a si. Existem problemas, resolvem-se pessoalmente sem levar isso a conhecimento cibernético de forma escandalosa. Não tenho de abrir o Facebook e assistir a peixaradas do outro mundo.

    8) Publicações a lamentar a evolução drástica do Facebook que mais se assemelha ao antigo Hi5. Gente, se aquilo está mau, façam com que fique "bom"! Sei lá, divulguem notícias, vídeos, músicas, 9gaguices, etc. ... Mas lamentar leite derramado não nos leva a lado nenhum.

    
      Muita paz nessa alma, gente, muita paz. E parvoíce suficiente para divertir o pessoal nas redes sociais.

Criei outro blog

         Sempre gostei das chamadas "cenas de gaja". Para não chatear quem lê este blog - que pouco tem a ver com o assunto - criei um blog novo, só sobre all things fabulous.

http://itsallaboutlovingfashion.blogspot.com/

         Para as interessadas, vemo-nos lá :)

sábado, 21 de janeiro de 2012

Coisas que me tiram do sério III

          Não gosto que me "copiem" as expressões que uso frequentemente quando falo, que são quase um "cunho pessoal".

          Tenho a mania parva de pegar em meia dúzia de expressões e usá-las imensas vezes ao longo do dia. Por exemplo, quando cheguei à faculdade comecei a dizer "justamente" de forma exagerada. Passou a ser usado para tudo. Qualquer coisa que me dissessem era respondido com "justamente". É uma coisa sem sentido, sem piada, sem coisa nenhuma. Mas é uma mania minha. E eventualmente, há alguma alma perdida que decide passar a fazer precisamente o mesmo. A dizer a palavra com a mesma entoação que eu, nas mesmas alturas e até com mais frequência.
           E isto irrita-me. Desde que me lembro, sempre foi assim. E é por isto que ando sempre a arranjar novas "palavras fetiche".


          (em épocas de exames temos de arranjar com que nos distrair, não é verdade? Eu optei por me irritar com coisas absolutamente aleatórias)

Just an ordinary day in fduc

    Prazo de inscrição do exame de recurso de Teoria Geral do Direito Civil: 18 de Janeiro.
    Data em que são conhecidas as notas do exame da época normas da mesma cadeira: 19 de Janeiro, já de noite.

    E é assim. Um dia normal, portanto.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012


DUE = Direito da União Europeia


Um dia a minha faculdade vai lançar as pautas pouco tempo depois da realização do exame*. Queria que hoje fosse o dia! O stress de não saber notas é pior do que o de fazer exames.
* Por "pouco tempo depois" subentende-se uma semana ou duas, no máximo.

Têm curiosidade em saber como somos vistos no estrangeiro?

    Se gostavas de saber qual a opinião que os estrangeiros têm sobre ti, por seres português? Então clica aqui e lê por ti.

       Muito resumidamente, somos chamados de "preguiçosos, rudes, feios e vendedores de droga".
       Os espanhóis dizem que a nossa língua não passa de uma réplica em modo bêbedo da deles. Os americanos afirmam que a única recordação que levaram do nosso país foi uma valente diarreia - cada um tem o que merece, parece-me. 
       Todas estas acusações estão escritas num site, pasmem-se, cristão. Nunca tinha conhecido este lado tão correcto da religião. Já sabia que o Papa se sentava em tronos de ouro enquanto os pobres morrem à fome, mas desconhecia esta vertente pacifista. 

        Não sou nenhuma patriota doentia. Aliás, sou a primeira a dizer que se surgir uma boa oportunidade, emigro. Se há defeito que Portugal além da corrupção evidente é a sua pequenez de espírito, de cabeça. E eu gostava de viver noutra realidade. Mas não digo que estou mal aqui. Só não estou no que é, para mim, o melhor. Todavia, apesar de não defender o meu país em todos os seus aspectos, acho que é devido algum respeito. Também não vamos para fóruns dizer que os americanos são todos obesos, ignorantes, cabeças fechadas por causa da religiosidade doentia, mal formados, convencidos, egocêntricos... Não vou para fóruns dizer que os espanhóis falam uma língua que não passa de uma cópia rasca do português, que têm má comida, que são mal educados, que só querem saber de noitadas e afins. 
  
       A estupidez é mesmo uma coisa terrível. É por haver gente como as que escrevem aquilo naqueles sites que nada vai para a frente. Vamos viver sempre num mundo cheio de preconceitos sem sentido.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A humilhação da SIC


Isto é o pior momento da SIC de que tenho memória. Num programa chamado Gosto Disto alguém decide ridicularizar o Kiko. Para quem não o conhece é um youtuber e este é o canal dele. Ele é extravagante, irónico e chego a considerá-lo uma Lady Gaga em português por se estar a borrifar para a opinião dos outros.

Não sou fã do moço mas achei lamentável a atitude dos guionistas do programa assim como do César Mourão por ter aceite tecer comentários homofóbicos e insultuosos. O rapaz poderia muito bem ter processado o canal - não o fez porque a SIC o contactou a até lhe ofereceu um progama para que o assunto morresse ali. O kiko, que tem cabeça, recusou.
Sinceramente faz-me confusão que um canal de televisão, em pleno horário nobre, tenha o desplante de difamar alguém assim, de alimentar estereótipos, de não respeitar a diferença, de, sobretudo, optar por um "humor" brejeiro para ter audiências.

O Kiko pode ser gay, pode ser "bicha", pode ser tudo o que quiserem. Mas é uma pessoa e não faz mal a ninguém. Ele não obriga ninguém a ser gay, não viola ninguém nem sequer ameaça ninguém para os levar a ver os vídeos dele. Só os vê quem quer. E é por isto que ninguém tem o direito de dizer em televisão que a ideia acertada era ele nem filmar.

Há muita gente diferente. Gente demasiado magra, gente demasiado gorda, introvertidos, extrovertidos, conservadores, exuberantes, sérios, destrambelhados, gays, heterossexuais, e todos merecem precisamente o mesmo respeito. Se o sujeito não é mal educado, rude, agressivo e toda uma gama de características negativas qual é o objectivo de o humilhar em praça publica?
A taxa de suicídio na adolescência é cada vez maior, há progressivamente mais exclusão por não se encaixar em rótulos tidos como aceitáveis e a SIC acha que a atitude a tomar é incentivar este tipo de comportamentos. Não sei se é prova de perfeita anormalidade por se lidar com o tema desta forma, se é pura estupidez por nem se entender o registo irónico do rapaz.

Já revi o vídeo e é, sem dúvida, um dos momentos mais infelizes do canal. Quando o César Mourão se refere aos youtubers como "pessoa que tentam por palavras numa frase" esqueceu-se da qualidade do guião que lhe deram. Depois, convém relembrar que o Kiko tem sucesso na internet - seja ele motivado pela possível existência de fãs ou de que só quer gozar - e que quem vê os vídeos fá-lo de livre vontade. Já o programazeco, para quem só tiver quatro canais, é uma imposição para quem não tiver melhor com que ocupar o tempo. Acho ainda pertinente mencionar que se a televisão tivesse o que quer que fosse de interessante para apresentar aos espectadores não tinha de recorrer a vídeos da internet para fazer programas.

Além do mais, um youtuber não pode usar clips da televisão porque viola uma série de direitos. Mas o contrário já pode acontecer. Uma coisa é usar esses vídeos da internet para difundir novos talentos musicais, humoristicos, etc etc etc. Outra, totalmente diferente, é violar os direitos de imagem e afins para difamação.
Por último faço referência a um textozinho que a equipa do Gosto Disto pôs no seu facebook, em que dizia que ninguém pode ter noção das benesses que o Kiko tinha tido por ter tido uma exposição tão grande. Ora, será possível alguém retirar algo de positivo depois de uma humilhação pública?
Se isto não fosse mau o suficiente, o texto terminava (porque foi apagado quando as coisas tomaram proporções gigantescas) com "bom regresso às aulas". Uma atitude adulta, portanto.

Só posso concluir que a qualidade da programação da SIC está ao nível da cultura geral da Cátia da casa dos segredos.

Complicar o fácil

         A minha senhoria gosta de complicar. Não arranjo outra maneira de dizer isto.
      
         Para uma coisa tão simples e que lhe é tão conveniente, o pagamento da renda, conseguiu arranjar um berbicacho que não lembra a ninguém. Perguntei-lhe se me podia dar os dados necessários para que fizesse o pagamento por transferência bancária, a maneira que a meu ver é a mais prática e cómoda para ambas as partes. A senhora, que até é uma moça com os seus trinta e poucos, deve ter achado que queria vigarizá-la, sei lá, e recusou esta ideia.
    
          A sugestão dela era que eu uma vez por mês fosse até à casa dela deixar o cheque a ela ou ao companheiro. Eu não tenho carro e ela mora longe o suficiente para ter de apanhar dois mil e trezentos autocarros e perder umas 2 ou 3h para resolver um assunto que em segundos ficava tratado.

         Contestei a ideia e a senhoria teve outra solução brilhante. Ela passaria cá por casa um dia marcado e encontravamo-nos para o pagamento. Ela trabalha quase sempre de manhã e fica com a tarde livre. Eu tenho algumas manhãs livres e as tardes são todas passadas na faculdade. Claro que esta ideia também caiu por terra por completa incompatibilidade de horários.

        Depois dela perceber que eu também não ia facilitar e aceitar uma ideia estapafúrdia qualquer só porque a senhora não aceita a porcaria da transferência bancária, optámos por fazer uma cópia da chave da minha caixa de correio, onde deixo a renda para a senhora vir levantar na data que acordámos como dia de pagamento.

        Continua a não ser a solução mais cómoda para ela porque tem de vir cá, e para mim que tenho de deixar que ela tenha acesso à minha correspondência toda. Mas quando se lida com quem gosta de complicar, não há nada a fazer. E é por isto que o país não anda para a frente.

Falar ao telemóvel em espaços públicos

       Eu detesto falar os telemóvel e até já o tinha referido aqui há tempos. Não sei se é do próprio aparelho que de estar muito tempo junto à cara me dá um mau estar terrível - dores no braço, na orelha, ... - ou se é por achar aquilo tremendamente impessoal. Não se conseguem ver expressões o que torna tudo muito mais monótono levando a conversas chatas de ocasião.
        Mais mais do que não gostar de falar ao telémovel nem gosto que ele toque em público e por isso tenho-o sempre em silêncio para não incomodar ninguém. Pois parece que isto está longe de ser a opinião comum. Se não bastasse ter de levar com toques que levam os meus tímpanos à loucura - a terceira idade tem um gosto peculiar na hora de escolher o toque de chamada - sou obrigada a saber os detalhes da vida pessoal de todos os viajantes do autocarro, das senhoras velhotas nas ruas, dos senhores velhotes no cáfe... Não há ninguém que lhes explique que quando se fala ao telemóvel não é preciso projectar a voz até ao lugar onde a outra pessoa está a atender/telefonar?

         Na minha escola secundária havia lá uma miuda meio avariada das ideias que falava para aquele aparelho demoníaco todo o dia. E quando digo todo o dia não estou a exagerar. Ela lá andava, com calças de cintura descaída, uma pança substancial e tops curtos sempre, friso o sempre, com o telemóvel no ouvido a falar, creio eu, sozinha. Tenho sérias dúvidas que existam conversas assim tão interessantes que se tenham umas 15h por dia, todos os dias. Eu nem sequer me lembro da rapariga sem estar pendurada a falar ao telemóvel enquanto circulava a passo acelerado. E ainda me recordo de meia dúzia de conversas com o "namorado", termo que ela usa para designar "personagem fictícia".
    
         Não gosto de telemóveis, pronto. Se há coisa em que tenho uma mente "tradicional" é nisto. Sou adepta das cartas. Das conversas cara-a-cara. E dos emails. Até das mensagens. Tudo menos chamadas telefónicas.

         Salvo a excepção da senhora minha mãe com quem falo regularmente só porque sim. 

domingo, 1 de janeiro de 2012

O melhor de três meses e meio de Secret Story

      Se há momento genial no programa todo e que compensa a vitória do puto coitadinho que levou da ex namorada, que é um manso de primeira apanha que nem de um leitão loiro se sabe defender e que passou o programa a esconder comida, criar intrigas e ser má pessoa... é ver a Marta Cardoso a chamar Popota à Fanny. 
E se há dúvidas em relação à estupenda comparação feita pela Marta, eis a prova:

E pronto, foi isto que interessou no programa. 

Começo 2012 a admitir que...

... acho uma certa piada ao David Carreira. Vá, já pode tudo gozar. Mas de facto, David, se alguém te mostrar isto ou se, por acaso, googlares o teu nome e passares por aqui, podemos ir beber café. Ou ao cinema. Ou podia ficar no backstage de um concerto teu. Não sou esquisita.


      Temos mais ou menos a mesma idade (meses de diferença) e o moço tem uma imagem bastante agradável. Além disso tanto ele como o seu hermano e o pai parecem pessoas bastante modestas, com os pés bem presos à Terra.
       Não, não sou fã do tipo de música que vendem maaaaas de entre os três, o David... tem piada, pronto!

      E eis a minha paixão platónica assumida ciberneticamete número 2.