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domingo, 22 de janeiro de 2012

Mural das lamentações

         A degradação do Facebook está a progredir a uma velocidade estonteante. Primeiro acabou com a quantidade absurda de mensagens que se recebiam no telemóvel no dia de aniversário. Depois, arruinou relações e amizades. Agora, destrói a paciência da maioria dos faceookianos.

        Aceder àquela rede social é sempre uma aventura porque nunca sabemos o número de publicações a lamentar um amor perdido, um amigo que presta, uma amiga que é uma cabra ou até como uma entidade divina condenou a pessoa X a uma vida miserável.

       Fugiu tudo do Hi5 porque aquilo se tornou numa pimbalhada inigualável e agora o Facebook foi pelo mesmo caminho. Passo a mencionar alguns exemplos daquilo que levou a criação do Mark Zuckerberg para a fossa:

     1) Publicações sobre histórias cujas personagens são o Amor, a Amizade, a Inveja e coisas que tais. Mau mau mau. Se alguém quisesse saber disso estava, neste momento, a ter aulas de catequese ou coisa que o valha!

     2) Frases dedicadas à/ao ex e como ela/ele é um perfeito anormal que agora vai sofrer a vida toda, ser forever alone, e nós vamos ser superiores e bem sucedidos. Este caso é ainda pior que o primeiro. Se levaram com os pés, sigam para a frente, esqueçam e não se humilhem dessa maneira. Se deram com os pés, para quê pisar ainda mais? Já chega. Não há necessidade de se ser tão mesquinho e eu não tenho de levar com esses assuntos na minha página inicial. Resolvam isso em privado.

     3) Lamentações por se continuar solteiro (mesmo que venham de miúdas com 14 ou 15 anos que acham que já deviam andar de aliança no dedo). Saiam do Facebook, socializem e vêm que eventualmente, se quiserem, arranjam companhia. Ou tomem banho. Também pode ser esse o problema.

     4) Ressabiamentos sobre assuntos que ninguém entende quais são pois são expressos através de conversas sem nexo. Coisas como "meteste-te com a pessoa errada" ou "farta de pessoas sem imaginação que só copiam os outros e os roubam" não são as mais indicadas para se expor assim ao mundo. Se têm problemas, chegam perto da pessoa que vos incomoda e, como adultos que são(?) expressam a vossa indignação. Assim ficamos todos mais felizes.

    5) Frases moralistas. As de autoria própria acabam, invariavelmente, em falhanço total. Quando se quer ser mais rebuscado, copia-se aquela citação do Martin Luther King, William Shakespear, Gandhi, Benjamin Franklin, and so on. Péssimo. São frases batidas e não me parece que ninguém vá ao Facebook para saber o que determinada mente genial pensa sobre a traição.

    6) Gritos de rebeldia. Se o que publicas no teu moral é que todos morrem de inveja de ti, que tens uma inteligência superior à média, que és bom/boa todos os dias, provavelmente és o oposto de tudo o que pensar ser. Não te sujeites ao ridículo de mentires com os dentes todos que tens na boca - se vais para o mural gabar a tua dentição, provavelmente tens dois dentinhos para amostra.

    7) Indirectas, no geral. É baixo. Muito baixo. Será, talvez, o maior atestado de infantilidade que alguém pode passar a si. Existem problemas, resolvem-se pessoalmente sem levar isso a conhecimento cibernético de forma escandalosa. Não tenho de abrir o Facebook e assistir a peixaradas do outro mundo.

    8) Publicações a lamentar a evolução drástica do Facebook que mais se assemelha ao antigo Hi5. Gente, se aquilo está mau, façam com que fique "bom"! Sei lá, divulguem notícias, vídeos, músicas, 9gaguices, etc. ... Mas lamentar leite derramado não nos leva a lado nenhum.

    
      Muita paz nessa alma, gente, muita paz. E parvoíce suficiente para divertir o pessoal nas redes sociais.

Criei outro blog

         Sempre gostei das chamadas "cenas de gaja". Para não chatear quem lê este blog - que pouco tem a ver com o assunto - criei um blog novo, só sobre all things fabulous.

http://itsallaboutlovingfashion.blogspot.com/

         Para as interessadas, vemo-nos lá :)

sábado, 21 de janeiro de 2012

Coisas que me tiram do sério III

          Não gosto que me "copiem" as expressões que uso frequentemente quando falo, que são quase um "cunho pessoal".

          Tenho a mania parva de pegar em meia dúzia de expressões e usá-las imensas vezes ao longo do dia. Por exemplo, quando cheguei à faculdade comecei a dizer "justamente" de forma exagerada. Passou a ser usado para tudo. Qualquer coisa que me dissessem era respondido com "justamente". É uma coisa sem sentido, sem piada, sem coisa nenhuma. Mas é uma mania minha. E eventualmente, há alguma alma perdida que decide passar a fazer precisamente o mesmo. A dizer a palavra com a mesma entoação que eu, nas mesmas alturas e até com mais frequência.
           E isto irrita-me. Desde que me lembro, sempre foi assim. E é por isto que ando sempre a arranjar novas "palavras fetiche".


          (em épocas de exames temos de arranjar com que nos distrair, não é verdade? Eu optei por me irritar com coisas absolutamente aleatórias)

Just an ordinary day in fduc

    Prazo de inscrição do exame de recurso de Teoria Geral do Direito Civil: 18 de Janeiro.
    Data em que são conhecidas as notas do exame da época normas da mesma cadeira: 19 de Janeiro, já de noite.

    E é assim. Um dia normal, portanto.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012


DUE = Direito da União Europeia


Um dia a minha faculdade vai lançar as pautas pouco tempo depois da realização do exame*. Queria que hoje fosse o dia! O stress de não saber notas é pior do que o de fazer exames.
* Por "pouco tempo depois" subentende-se uma semana ou duas, no máximo.

Têm curiosidade em saber como somos vistos no estrangeiro?

    Se gostavas de saber qual a opinião que os estrangeiros têm sobre ti, por seres português? Então clica aqui e lê por ti.

       Muito resumidamente, somos chamados de "preguiçosos, rudes, feios e vendedores de droga".
       Os espanhóis dizem que a nossa língua não passa de uma réplica em modo bêbedo da deles. Os americanos afirmam que a única recordação que levaram do nosso país foi uma valente diarreia - cada um tem o que merece, parece-me. 
       Todas estas acusações estão escritas num site, pasmem-se, cristão. Nunca tinha conhecido este lado tão correcto da religião. Já sabia que o Papa se sentava em tronos de ouro enquanto os pobres morrem à fome, mas desconhecia esta vertente pacifista. 

        Não sou nenhuma patriota doentia. Aliás, sou a primeira a dizer que se surgir uma boa oportunidade, emigro. Se há defeito que Portugal além da corrupção evidente é a sua pequenez de espírito, de cabeça. E eu gostava de viver noutra realidade. Mas não digo que estou mal aqui. Só não estou no que é, para mim, o melhor. Todavia, apesar de não defender o meu país em todos os seus aspectos, acho que é devido algum respeito. Também não vamos para fóruns dizer que os americanos são todos obesos, ignorantes, cabeças fechadas por causa da religiosidade doentia, mal formados, convencidos, egocêntricos... Não vou para fóruns dizer que os espanhóis falam uma língua que não passa de uma cópia rasca do português, que têm má comida, que são mal educados, que só querem saber de noitadas e afins. 
  
       A estupidez é mesmo uma coisa terrível. É por haver gente como as que escrevem aquilo naqueles sites que nada vai para a frente. Vamos viver sempre num mundo cheio de preconceitos sem sentido.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A humilhação da SIC


Isto é o pior momento da SIC de que tenho memória. Num programa chamado Gosto Disto alguém decide ridicularizar o Kiko. Para quem não o conhece é um youtuber e este é o canal dele. Ele é extravagante, irónico e chego a considerá-lo uma Lady Gaga em português por se estar a borrifar para a opinião dos outros.

Não sou fã do moço mas achei lamentável a atitude dos guionistas do programa assim como do César Mourão por ter aceite tecer comentários homofóbicos e insultuosos. O rapaz poderia muito bem ter processado o canal - não o fez porque a SIC o contactou a até lhe ofereceu um progama para que o assunto morresse ali. O kiko, que tem cabeça, recusou.
Sinceramente faz-me confusão que um canal de televisão, em pleno horário nobre, tenha o desplante de difamar alguém assim, de alimentar estereótipos, de não respeitar a diferença, de, sobretudo, optar por um "humor" brejeiro para ter audiências.

O Kiko pode ser gay, pode ser "bicha", pode ser tudo o que quiserem. Mas é uma pessoa e não faz mal a ninguém. Ele não obriga ninguém a ser gay, não viola ninguém nem sequer ameaça ninguém para os levar a ver os vídeos dele. Só os vê quem quer. E é por isto que ninguém tem o direito de dizer em televisão que a ideia acertada era ele nem filmar.

Há muita gente diferente. Gente demasiado magra, gente demasiado gorda, introvertidos, extrovertidos, conservadores, exuberantes, sérios, destrambelhados, gays, heterossexuais, e todos merecem precisamente o mesmo respeito. Se o sujeito não é mal educado, rude, agressivo e toda uma gama de características negativas qual é o objectivo de o humilhar em praça publica?
A taxa de suicídio na adolescência é cada vez maior, há progressivamente mais exclusão por não se encaixar em rótulos tidos como aceitáveis e a SIC acha que a atitude a tomar é incentivar este tipo de comportamentos. Não sei se é prova de perfeita anormalidade por se lidar com o tema desta forma, se é pura estupidez por nem se entender o registo irónico do rapaz.

Já revi o vídeo e é, sem dúvida, um dos momentos mais infelizes do canal. Quando o César Mourão se refere aos youtubers como "pessoa que tentam por palavras numa frase" esqueceu-se da qualidade do guião que lhe deram. Depois, convém relembrar que o Kiko tem sucesso na internet - seja ele motivado pela possível existência de fãs ou de que só quer gozar - e que quem vê os vídeos fá-lo de livre vontade. Já o programazeco, para quem só tiver quatro canais, é uma imposição para quem não tiver melhor com que ocupar o tempo. Acho ainda pertinente mencionar que se a televisão tivesse o que quer que fosse de interessante para apresentar aos espectadores não tinha de recorrer a vídeos da internet para fazer programas.

Além do mais, um youtuber não pode usar clips da televisão porque viola uma série de direitos. Mas o contrário já pode acontecer. Uma coisa é usar esses vídeos da internet para difundir novos talentos musicais, humoristicos, etc etc etc. Outra, totalmente diferente, é violar os direitos de imagem e afins para difamação.
Por último faço referência a um textozinho que a equipa do Gosto Disto pôs no seu facebook, em que dizia que ninguém pode ter noção das benesses que o Kiko tinha tido por ter tido uma exposição tão grande. Ora, será possível alguém retirar algo de positivo depois de uma humilhação pública?
Se isto não fosse mau o suficiente, o texto terminava (porque foi apagado quando as coisas tomaram proporções gigantescas) com "bom regresso às aulas". Uma atitude adulta, portanto.

Só posso concluir que a qualidade da programação da SIC está ao nível da cultura geral da Cátia da casa dos segredos.

Complicar o fácil

         A minha senhoria gosta de complicar. Não arranjo outra maneira de dizer isto.
      
         Para uma coisa tão simples e que lhe é tão conveniente, o pagamento da renda, conseguiu arranjar um berbicacho que não lembra a ninguém. Perguntei-lhe se me podia dar os dados necessários para que fizesse o pagamento por transferência bancária, a maneira que a meu ver é a mais prática e cómoda para ambas as partes. A senhora, que até é uma moça com os seus trinta e poucos, deve ter achado que queria vigarizá-la, sei lá, e recusou esta ideia.
    
          A sugestão dela era que eu uma vez por mês fosse até à casa dela deixar o cheque a ela ou ao companheiro. Eu não tenho carro e ela mora longe o suficiente para ter de apanhar dois mil e trezentos autocarros e perder umas 2 ou 3h para resolver um assunto que em segundos ficava tratado.

         Contestei a ideia e a senhoria teve outra solução brilhante. Ela passaria cá por casa um dia marcado e encontravamo-nos para o pagamento. Ela trabalha quase sempre de manhã e fica com a tarde livre. Eu tenho algumas manhãs livres e as tardes são todas passadas na faculdade. Claro que esta ideia também caiu por terra por completa incompatibilidade de horários.

        Depois dela perceber que eu também não ia facilitar e aceitar uma ideia estapafúrdia qualquer só porque a senhora não aceita a porcaria da transferência bancária, optámos por fazer uma cópia da chave da minha caixa de correio, onde deixo a renda para a senhora vir levantar na data que acordámos como dia de pagamento.

        Continua a não ser a solução mais cómoda para ela porque tem de vir cá, e para mim que tenho de deixar que ela tenha acesso à minha correspondência toda. Mas quando se lida com quem gosta de complicar, não há nada a fazer. E é por isto que o país não anda para a frente.

Falar ao telemóvel em espaços públicos

       Eu detesto falar os telemóvel e até já o tinha referido aqui há tempos. Não sei se é do próprio aparelho que de estar muito tempo junto à cara me dá um mau estar terrível - dores no braço, na orelha, ... - ou se é por achar aquilo tremendamente impessoal. Não se conseguem ver expressões o que torna tudo muito mais monótono levando a conversas chatas de ocasião.
        Mais mais do que não gostar de falar ao telémovel nem gosto que ele toque em público e por isso tenho-o sempre em silêncio para não incomodar ninguém. Pois parece que isto está longe de ser a opinião comum. Se não bastasse ter de levar com toques que levam os meus tímpanos à loucura - a terceira idade tem um gosto peculiar na hora de escolher o toque de chamada - sou obrigada a saber os detalhes da vida pessoal de todos os viajantes do autocarro, das senhoras velhotas nas ruas, dos senhores velhotes no cáfe... Não há ninguém que lhes explique que quando se fala ao telemóvel não é preciso projectar a voz até ao lugar onde a outra pessoa está a atender/telefonar?

         Na minha escola secundária havia lá uma miuda meio avariada das ideias que falava para aquele aparelho demoníaco todo o dia. E quando digo todo o dia não estou a exagerar. Ela lá andava, com calças de cintura descaída, uma pança substancial e tops curtos sempre, friso o sempre, com o telemóvel no ouvido a falar, creio eu, sozinha. Tenho sérias dúvidas que existam conversas assim tão interessantes que se tenham umas 15h por dia, todos os dias. Eu nem sequer me lembro da rapariga sem estar pendurada a falar ao telemóvel enquanto circulava a passo acelerado. E ainda me recordo de meia dúzia de conversas com o "namorado", termo que ela usa para designar "personagem fictícia".
    
         Não gosto de telemóveis, pronto. Se há coisa em que tenho uma mente "tradicional" é nisto. Sou adepta das cartas. Das conversas cara-a-cara. E dos emails. Até das mensagens. Tudo menos chamadas telefónicas.

         Salvo a excepção da senhora minha mãe com quem falo regularmente só porque sim. 

domingo, 1 de janeiro de 2012

O melhor de três meses e meio de Secret Story

      Se há momento genial no programa todo e que compensa a vitória do puto coitadinho que levou da ex namorada, que é um manso de primeira apanha que nem de um leitão loiro se sabe defender e que passou o programa a esconder comida, criar intrigas e ser má pessoa... é ver a Marta Cardoso a chamar Popota à Fanny. 
E se há dúvidas em relação à estupenda comparação feita pela Marta, eis a prova:

E pronto, foi isto que interessou no programa. 

Começo 2012 a admitir que...

... acho uma certa piada ao David Carreira. Vá, já pode tudo gozar. Mas de facto, David, se alguém te mostrar isto ou se, por acaso, googlares o teu nome e passares por aqui, podemos ir beber café. Ou ao cinema. Ou podia ficar no backstage de um concerto teu. Não sou esquisita.


      Temos mais ou menos a mesma idade (meses de diferença) e o moço tem uma imagem bastante agradável. Além disso tanto ele como o seu hermano e o pai parecem pessoas bastante modestas, com os pés bem presos à Terra.
       Não, não sou fã do tipo de música que vendem maaaaas de entre os três, o David... tem piada, pronto!

      E eis a minha paixão platónica assumida ciberneticamete número 2.