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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Conheci a senhora velhota mais espectacular de sempre

       Hoje, como qualquer sexta feira à tarde, os autocarros aqui em Coimbra estavam cheios de estudantes a caminho das estações de comboio - com sorte, hoje não há greve. Claro que "ir a casa" significa levar sempre o malão carregado de roupa suja para lavar e para poder trazer roupa nova lavada. Ora, estes tais malões, como devem imaginar, ocupam espaço mas isso não é, nem de longe nem de perto, um problema de quem tem malas de viagem mais sim dos serviços de transportes que não asseguram o conforto do passageiro. Adiante.

         Estavam três moços, provavelmente com a minha idade, com malas de viagem até bastante pequenas em relação ao que costumo ver. Eles iam em pé, perto da porta que saída que tem uma zona ampla onde não incomodavam ninguém. Não incomodavam, digo eu? Uma velha resmungona discordou de mim, claro, e rapidamente começou com comentários do género "isto mais parece um transporte de mercadorias!! Isto é para transportar pessoas, sabem?". Aqui há que destacar o humor dos rapazes que riram com a situação e conseguiram fazer ouvidos moucos a tamanha estupidez.
          Mas até aqui estamos perante uma coisa corriqueira - as velhotas resmungonas a implicar com tudo o que se faz no autocarro. O fenomenal segue-se agora: depois de perceber o que estava a acontecer, levanta-se uma senhora velhota (aliás, ficará registada como Muy Ilustre Senhora Doutora Velhota), aproxima-se dos rapazes e diz, entre risos "Então ,vocês não vêem que incomodam as pessoas com as malas? Para a próxima vestem a roupa toda que querem levar, assim umas coisas por cima das outras, e depois de entrarem no autocarro fazem striptease". E isto fez-me ganhar o dia. Quando for velhota também quero ter bem aceso este sentido de humor bem oportuno.
         Um bem haja à Muy Ilustre Senhora Doutora Velhota, que tenha tudo de bom.

domingo, 8 de abril de 2012

Turn off #1

       Não há um maior destrutor de qualquer hipótese de socialização que um ego do tamanho de Saturno.
      
        Por norma não respondo a ninguém no Facebook. Pouco lá vou e sou uma estupenda anti-social cibernética. Conversas virtuais fazem-me espécie e por isso pouco me aventuro. Todavia, recentemente decidi dar uma abébia a um puto qualquer que me mandou uma mensagem e tal experiência veio fundamentar a minha reticência em responder a quem não conheço.
       Sabem aquele tipo de macheza que acha que com uma hora de conversa já tem uma mulher de joelhos a pedir que vá para casa com ele? É mais ou menos isso. Apanhei um betinho que, apesar de no início ter parecido uma pessoa porreiríssima, mais não foi do que um gajo de peito inchado, sem qualquer razão para isso. Daquele tipo de miúdo que se acha a última coca-cola do deserto. Uma experiência traumática, portanto.

       O problema é que pessoas assim existem em grande quantidade. Ainda assim, dentro do insuportável aguento melhor uma pessoa que se gabe do que efectivamente tem e pronto, o pobre ouve e depois chora, do que os que têm mas fazem aquele papel do miserável para que alguém reforce a ideia de que são os maiores da cantareira.
      Sou, cada vez mais, uma pessoa impaciente. E com pessoas assim, o mundo não me ajuda.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Cinema 3D?

    Sou a única que acha que o cinema 3D é a pior invenção do mundo cinematográfico?
    Eu uso óculos porque sou uma mariquinhas de primeira e tenho medo de pôr lentes de contacto (acho que assim que as ponha nos olhos se perdem para sempre lá para dentro, para um buraco negro qualquer atrás do globo ocular) e ver filmes em 3D causa-me um desconforto enorme. Sou obrigada a ter dois óculos na cara e, como devem imaginar, não é a situação mais prazerosa possível. Não só tenho de estar constantemente a confirmar que nenhum dos óculos está para cair como pareço uma mosca em ponto grande.
     Para além deste problemazinho técnico, há que relembrar que os bilhetes são caros como tudo! Vou ao cinema muito raramente e sempre com o cartão ZON que oferece um bilhete na compra de outro. Divido o preço com alguém que vá comigo e sempre é um valor mais simpático.
     Lembro-me de querer ver um filme qualquer e só haver mesmo a versão 3D. Isto é um desrespeito para os maricas como eu que não têm coragem de usar lentes de contacto! Domingo lá vou eu ver o País das Maravilhas, com o meu Johnny Depp, agora sem me preocupar em sobrepor dois óculos.
      Lusomundo Lusomundo... vamos lá a ter mais consideração pelos clientes e abandonar essa pieguice do cinema 3D.


     P.S.- E já repararam que muitos dos filmes nem são muito diferentes em 3D? Pagamos o dobro do normal e a qualidade é exactamente a mesma! O Avatar, por exemplo, era a mesmíssima coisa em versão digital e em versão 3D!
     Geralmente o que é mesmo a três dimensões e que dá uma sensação de estarmos no meio do cenário é um reclame da Vodafone, com pipocas a surgir de todo o lado. Por mais vezes que veja aquele reclame desvio-me sempre das filhas-da-mãe das pipocas como se viessem atacar!

Um marmanjo e uma mesa de mistura

       Não entendo este novo conceito de banda que consiste num gajo qualquer com uma mesa de mistura. Há novas "bandas" que andam por aí que me fazem uma espécie que ninguém imagina.
       O meu compartilhador de alguns genes (vulgo irmão) é fã de Skrillex. Pois bem, é só a pior coisinha que anda aí. Não consigo ouvir daquilo mais do que trinta segundos porque fico logo com os tímpanos a contorcerem-se. Tenho para mim que aquela música surgiu depois de um computador qualquer "brecar" o que resultou numa sinfonia de ruído electrónico. É claro que um marmanjo qualquer achou que ia vender Cd's se gravasse aquilo. E o facto é que vende, ganha prémios e tem um número incrível de fãs.
        Também há o Steve Aoki. Descobri-o no dia em que vi que tinha sido confirmado para a Queima de Coimbra. Foi o meu ilustre irmão que me explicou quem era e deu-se ao luxo de me mostrar músicas dele que tinha no telemóvel. Senhores... Mau mau mau. Muito mau. Voltamos ao mesmo: a partir de que momento é que se deixou de ouvir música e se passou a ouvir em casa aquilo que, por norma, passa em discotecas? Acredito que gostos não se discutam (cof cof) mas qualquer dia os putos já nem querem aprender a tocar instrumentos mas sim aprender a mexer no GarageBand.