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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Lista de coisas de que gosto muito* #1

* e que muito provavelmente não vou sequer cheirar.

    Inicia-se assim esta espécie de rubrica (a menos que eu me esqueça de a continuar) onde compilo meia dúzia de coisas fúteis que eu até gostava de ter, mas que, na sua maioria, estão completamente fora da minha esfera de poder de comprar. Contudo, e porque eu gosto de coisas bonitas apesar de ter de deixar de comer para as poder trazer para casa, cá fica a primeira lista.
    Estás a ver isto, mãe? Fica aqui a sugestão inocente. Beijinhos.


    1 - Chanel Cerf Tote bag, aproximadamente 2200€.
    
    2 - Paleta Naked 3 da Urban Decay, à venda nas lojas Sephora, 41€.

    3 - Burberrys Classic Trench Coat, dependendo do modelo, 1172€ a 1450€.

    4 - Iphone 5S Gold, 16Gb, 699€.

    5 - Botins Chelsea básicos, da Stradivarius, 39,95€.

    6 - Óculos Ray Ban Clubmaster, aproximadamente 100€.

   

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Scumbag brain

    Esta noite comecei a namorar com um tipo que conheci na minha faculdade, e que não vejo há mais de um ano. Talvez dois. 
    Ele meteu conversa, sem que eu esperasse tal coisa, e a química surgiu de imediato. Pica aqui, pica ali, deixámos a comunicação via mensagem no facebook, e passámos para o telemóvel.
    Horas de conversa, de confidências, de partilhas. Numa noite conhecemo-nos como se fossemos amigos há 10 anos. Curioso termos os mesmos gostos musicais, a mesma paixão pelo cinema e em tanto tempo de pouco mais que conhecê-lo de vista, nunca ter surgido o momento de nos conhecermos melhor.
   Ambos gostamos da simplicidade e de tudo descompilado. Gostamos do cheiro do vento, da natureza e de francesinhas. Gostamos de conversas, de cafés e de boas ideias. O mais inesperado de tudo: gostamos um do outro.
    Se me tivessem dito que isto ia acontecer, eu teria chamado toda a gente de louca. Apesar de ter algumas características físicas que me agradam bastante, a avaliação global nunca seria de "isto vai dar coisa", muito menos que numa noite a nossa vida se uniria desta forma. 
    Estava quase a amanhecer quando ele, com tanta vontade de me rever como eu de lhe por os olhos (e as mãos) em cima, me apareceu em casa para me fazer uma pergunta que eu já antevia depois daquela união que mais parecia desenhada pelos deuses. 
    Depois de um sim expectável, tornámo-nos namorados. E aproveitámos o que restou da madrugada para fazer juz ao nosso novo estatuto. 

    Acordo com a minha gata a enxotar uma das cadelas do quarto. Procuro o telemóvel e concluo, num momento agridoce, que foi tudo um sonho. Mas daqueles sonhos estúpidos, que parecem tão reais que às vezes demoro horas até conseguir destrinçar a realidade dos cenários que criei mentalmente. 
     Cérebro, obrigadinha pela brincadeira. Espectacular. Se puderes não repetir, eu agradeço. Beijinhos aí para cima, e pára de interferir desta forma com as minhas hormonas. O meu coração também agradece. 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Acordar de mau humor pode ser divertido

   Tenho o pior acordar do mundo, todos os dias. A primeira meia hora do dia (no mínimo) é sagrada e se quem estiver comigo tiver amor próprio não ousará dirigir-me a palavra até que eu tome a iniciativa.
   Mas, às vezes, devido a alterações hormonais mensais inerentes ao facto de eu ser detentora de um pipi, o mau humor estende-se pelo dia fora. E estes são os mais divertidos. Torno-me tão implicativa e instala-se um mau estar tal, que acabo sempre a rir de mim e das minhas respostas desproporcionais a acontecimentos mundanos.
   Hoje foi um desses dias em que tudo corre mal (pelo menos na minha cabeça) e eu só digo disparates. Assim que acordo, com uma indisposição infernal, tenho de decidir o que vestir. A tarefa seria corriqueira não estivesse eu a sentir-me em modo foca, com olheiras até aos joelhos. E que escolho eu vestir nestes dias? As combinações mais hediondas que consigo arranjar. É uma coisa que está no meu sangue: quando acordo mal disposta passo a achar possível tornar-me invisível se me mascarar de alguém do século passado, com outfits de quem tem problemas mentais. E olho ao espelho e rio-me.
    Passo então para a cozinha para comer e arranjar um lanchinho para aguentar as 4h de vazio passadas na faculdade. Depois de entornar leite, cereais, de pisar a gata, fechá-lá no frigorífico e coisas que tais, consigo comer. Quanto ao lanchinho, que consiste em amêndoas e bolachas maria, pois, estão as migalhas na pá porque a gravidade existe mesmo que eu não queira. Ao fim de cem m€rd@ e f0d@$$€, de gritar com o mundo, rio-me.
    Quando consigo sair de casa, quase de certeza num bad hair day (porque uma desgraça nunca vem só) o elevador demora cinco minutos a chegar ao meu andar. No fundo, estou em sintonia com todos os meus vizinhos, e achamos que sair todos de casa à mesma hora é divertido. Fico a resmungar como se aquilo fosse o fim do mundo e, depois de perceber que é uma razão estúpida para me irritar, rio-me.
    Já na rua, o autocarro atrasa-se, eu deixo cair o passe na lama, o telemóvel esbardalha-se no chão e fica em mil peças e começa a chover (tal como esperado num dia destes, esqueci-me do guarda chuva). E eu olho para o cenário e rio-me.
    Dentro do autocarro da-me uma sede dos diabos, abro a mala e, oi?, esqueci-me da garrafa de água.
    Já na faculdade é normal que o professor decida faltar depois de eu ter sofrido com toda uma odisseia de estupidez. Faço a retrospectiva da manhã, solto um f0d@$$ mental e... rio-me!
   Ter um pipi, bem vistas as coisas, não é assim tão espectacular.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Mães com filhas soberbas. E púdicas.

   Rio-me para dentro sempre que ouço algumas mães falar das filhas. Estas mães endrominadas falam da sua prole como se fosse sequer razoável imaginar uma jovem mulher, na casa dos vintes e a morar fora da casa dos pais com amigo(a)s, desconhecer o que é sexo. 
   O que eu ainda não entendi, é se as mães andam enganadas pelas filhas ou se querem enganar as outras mães dando a entender que, perante aquela moça pura, deram à luz uma libertina. 
   O primeiro cenário é triste. Primeiro, porque a relação entre a mãe e a filha deixa muito a desejar. Segundo, porque a mãe acredita na história ridícula. Suponhamos que o que somos interpelados por uma mãe endrominada que diz algo do género: "ai, a minha filha é tão engraçada. Agora toma a pílula por causa das borbulhas. Coitada, ela até me diz que tem vergonha, porque nem tem namorado nem nada, até me perguntou se era expectável ouvir um casal gargalhar durante o acto, que ela não imagina como é. Ultimamente ela renovou o conjunto de roupa interior. Comprou tangas, tão fofa. Mas ficou constrangida, porque nem sabe para que quer aquilo, porque não tem namorado. Já disse que não tem namorado? Nem pensa nisso, que querida". Eu fico sempre sem reacção.
   O discurso destas mães tem sempre subjacente a ideia de terem dado à luz uma criatura eternamente casta enquanto que as outras, coitadas, têm filhas que sabem o que é o love making, essas ordinárias badalhocas. 
    Isto faz-me sempre recuar uma serie de décadas. Não somos livres? Como pode a mulher ser livre quando ela mesma julga as demais? Eu acredito que cada um pode fazer o que bem entende e deve dormir com quem bem lhe apetecer. Se isso se traduz numa pessoa toda a vida, bestial, se se traduz numa por mês, bestial também. Cada um sabe de si e estas mães, que não imaginam a vida das filhas, não hesitam em opinar e criticar outras filhas que fazem precisamente o mesmo que a sua.
   E se estas mulheres sabem a verdade mas optam por vender uma história diferente? Aqui lidamos só com estupidez. Seria preferível nem tocar no assunto em vez de entrarem no papel de falsas púdicas. É que chateia e é uma farsa com telhado de vidro.

   

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Olá

O meu nome é Maria Eduarda. Tenho 22 anos feitos este mês e vivo sob o lema Paz, Amor e Rock'n'Roll. Estudo Direito e abandonei este blog há mais de um ano. 
Sou viciada em história - com um interesse especial pela época da segunda guerra mundial - e passo horas a ver documentários no canal História. Sempre me intriguei se seria capaz de entender a cabeça de um ditador, sendo que, naturalmente, o que mais estudo é Hitler.
Adoro Rock mas o meu gosto musical é verdadeiramente ecléctico. Ornatos Violeta, Supernada, Two Door Cimema Club, Beatles, Doors, Nirvana, Black Keys, Foo Fighters, The XX, Pink Floyd, Ella Fitzgerald, Nina Simone, Metallica, ... Ouço praticamente de tudo. Sonho um dia ter uma extensa colecção de discos.
Tenho um fascínio estranho por coisas velhas, por memórias, por mãos enrugadas, por pessoas com história. Em correlação a isto (?) passo demasiadas horas a ver programas sobre o paramormal no Biography Channel. Sim, sou estranha.
Acredito que sou capaz de mudar o mundo apesar de ainda não ter percebido como o fazer. Não compreendo a passividade da generalidade das pessoas perante situações que, claramente, violam direitos, liberdades e garantias. 
Sou uma eterna sonhadora que luta por não deixar os pés levantar demasiado do chão e perder o tacto com a realidade - invisto demasiadas horas a criar cenários mentais que provavelmente nunca se hão-de concretizar. 
Nada substitui uma boa conversa. Gosto tanto de ouvir como de falar. Nasci para ser uma comunicadora. Em jeito de contra-senso, também gosto muito de estar sozinha, na minha sala, com um chá, caneta e papel perdida na música. 
Detesto acordar cedo. Mesmo que saia da cama antes das 9h, o meu cérebro só liga lá para as 10h30. 
Leio muito devagar, mas se estiver a ler, ou é Saramago, ou um livro da saga da Guerra dos Tronos.
Um dia vou ter livros publicados. Dos bons.

E pronto, estou apresentada.
Uma boa estadia aqui pelo estaminé cibernetico que, se tudo correr bem, não será abandonado tão cedo.