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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Scumbag brain

    Esta noite comecei a namorar com um tipo que conheci na minha faculdade, e que não vejo há mais de um ano. Talvez dois. 
    Ele meteu conversa, sem que eu esperasse tal coisa, e a química surgiu de imediato. Pica aqui, pica ali, deixámos a comunicação via mensagem no facebook, e passámos para o telemóvel.
    Horas de conversa, de confidências, de partilhas. Numa noite conhecemo-nos como se fossemos amigos há 10 anos. Curioso termos os mesmos gostos musicais, a mesma paixão pelo cinema e em tanto tempo de pouco mais que conhecê-lo de vista, nunca ter surgido o momento de nos conhecermos melhor.
   Ambos gostamos da simplicidade e de tudo descompilado. Gostamos do cheiro do vento, da natureza e de francesinhas. Gostamos de conversas, de cafés e de boas ideias. O mais inesperado de tudo: gostamos um do outro.
    Se me tivessem dito que isto ia acontecer, eu teria chamado toda a gente de louca. Apesar de ter algumas características físicas que me agradam bastante, a avaliação global nunca seria de "isto vai dar coisa", muito menos que numa noite a nossa vida se uniria desta forma. 
    Estava quase a amanhecer quando ele, com tanta vontade de me rever como eu de lhe por os olhos (e as mãos) em cima, me apareceu em casa para me fazer uma pergunta que eu já antevia depois daquela união que mais parecia desenhada pelos deuses. 
    Depois de um sim expectável, tornámo-nos namorados. E aproveitámos o que restou da madrugada para fazer juz ao nosso novo estatuto. 

    Acordo com a minha gata a enxotar uma das cadelas do quarto. Procuro o telemóvel e concluo, num momento agridoce, que foi tudo um sonho. Mas daqueles sonhos estúpidos, que parecem tão reais que às vezes demoro horas até conseguir destrinçar a realidade dos cenários que criei mentalmente. 
     Cérebro, obrigadinha pela brincadeira. Espectacular. Se puderes não repetir, eu agradeço. Beijinhos aí para cima, e pára de interferir desta forma com as minhas hormonas. O meu coração também agradece. 

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