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domingo, 14 de setembro de 2014

"Vi" o Papa

          Esta manhã venci a preguiça para me levantar cedo e fui com a minha room mate ao Vaticano. Horas depois ainda não consegui encontrar um adjectivo que consiga transmitir a grandiosidade de tudo.

         

          Ainda antes de chegar ao Vaticano, lá para as nove da manhã, já se via a multidão a caminhar toda no mesmo sentido. Mesmo que eu não soubesse o caminho não teria dificuldades em chegar ao destino.
           Depois de ignorar uma dezena de marroquinos e afins que me queriam vender bandeirinhas com a cara do papa (para que serve isso? Para mostar ao papa que tenho uma foto dele ao sabor do vento?) lá passámos os muros e eu fiquei embasbacada com tudo. 
          No Vaticano tudo é colossal. Senti-me sempre uma formiguinha perante aqueles edifícios. Só falta alguém ter a ideia iluminada de meter uma espécie de toldo gigante na praça porque estar ali horas a torrar ao sol não é assim tão espectacular. 


          Depois de acompanhar parte da cerimónia dos casamentos que o Papa estava a celebrar, e porque a fila para ver a igreja era descomunal, optámos por ir ao Castelo de Santo Ângelo (ou Mausoléu de Adriano) que funciona como museu. 


          Em todos os cantos há um detalhe qualquer que vale a pena apreciar. Há passagens "secretas" como nos filmes e foi interessante reconhecer alguns locais dos filmes Anjos e Demónios e Código Da Vinci.
            Para qualquer apreciador de arte, história, arquitectura, ou simplesmente para alguém curioso, o Vaticano - assim como Roma - é uma viagem no tempo. Tudo é mantido o mais intocado possível e, desta forma, é fácil fazer o processo mental de recuar várias centenas de anos.

           Foi do cimo do castelo que, ao olhar para a paisagem, me apercebi da quantidade de cúpulas que sobressaem, dos infinitos pontos religiosos da cidade e de como Roma é feita de detalhes. Esta cidade é feita para ser andada, para ser explorada a pé, com os olhos bem abertos. 

          Aquilo que estranhei no início - o ar velho e sujo de tudo - é hoje o que admiro. Roma é uma pérola da história. Uma cidade que é mais do que "se isto falasse..." porque efectivamente fala. Está tudo tão "puro" que a história ficou preservada. 
          Tenho pena que não haja uma reconstrução das coisas, nem que fosse uma maqueta perto da ruína. Tinha mais impacto ver como eram os edifícios e como estão agora, maioritariamente no chão, do que olhar só para pedaços de pedra e afins perdidos em terrenos vastos e ter de imaginar como seria. Mas, como bons romanos, o pessoal não está para ter muito trabalho e, quem quiser, que pesquise em casa a forma original das edificações agora em pedaços.

          Hei-de voltar ao Vaticano para assistir a uma missa e à benção papal e para ver o papa directamente e não através de um ecrã. 


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