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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Apaguei o facebook.

         Andei imenso tempo a adiar o fim do meu perfil no dito site. Primeiro era para eliminar aquilo assim que voltasse de Erasmus. Depois passei para “assim que faça o ultimo exame, apago isto”. E, há uma semana, finalmente traduzi a minha vontade numa acção. 
E de quem é a culpa de eu ter tomado a decisão de sair do facebook? Dos migrantes, claro!
       Depois de ter reduzido a minha lista de amigos a poucos mais que os indispensáveis (as minhas pessoas preferidas, alguns familiares e alguns conhecidos - menos de cem pessoas) continuei a ter o meu feed a transbordar de xenofobia, racismo e incitação ao ódio. Percebi que não tinha como ignorar aquilo excepto se, simplesmente, optasse por apagar o perfil.


      O facebook é um amplificador de tudo o que de mau há no Homem. O que me preocupa é achar que estar atrás de um ecrã elimina quaisquer filtros sociais e acabamos por dizer aquilo que pensamos e que não conseguimos dizer alto porque é preciso ser-se correcto. Portanto, aquelas pessoas não eram só estúpidas. Eram más. E face à maldade tenho sempre a mesma postura: quanto mais longe, melhor.

         Agora aguardo que alguém crie uma aplicação tão prática e gratuita como o messenger mas que não exija que tenha facebook.

2 comentários:

  1. Xiiii apagaste-me do teu facebook. Não tens vergonha? :P
    Em relação ao feed de ódio, basta desabilitares o feed, como eu faço e .....plim....já não há ódio para ninguém.

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    1. Passava demasiado tempo ali. Horas deitadas ao lixo, semana após semana. E depois percebi que estava a perder tempo a irritar-me com a estupidez que lia/via.

      Assim resolvi o assunto! Até agora, ainda não senti falta da página :)

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