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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Descobri Orange Is The New Black a semana passada

      E já vi as três temporadas. Há muito tempo que não ficava tão agarrada a uma série. 


      Orange is the new black conta a história de Piper Kerman - na série, Piper Chapman-, uma mulher condenada por lavagem de dinheiro relacionado com o negócio da droga. Baseada num livro de memórias do quase ano e meio que a autora esteve presa, esta série é rica em núcleos fortes e quase independentes (à semelhança de Guerra dos Tronos, por exemplo). 
     Ao contrário da maioria das séries, nesta o tempo passa bem devagar. No total de 39 episódios - sendo que o primeiro foi disponibilizado em 2013 e o último este ano - passam uns dez meses. Para mim isto é uma vantagem: acompanhamos com mais detalhe a vida de cada uma das presidiárias, conhecemos as razões que as levaram àquele lugar e facilita que sentamos compaixão por elas.

      É ainda interessante ver como passamos do "esta pessoa é uma criminosa que merece o que lhe aconteceu" para "com uma vida assim, talvez eu acabasse a fazer o mesmo". É facílimo julgar alguém pela acção "final", sem conhecer a sua história, saber donde vem e o que a moldou. 

      Gosto sempre de aumentar a minha escala de cinzentos, de combater a minha tendência de marcar tudo como branco ou preto. E acho que Orange is The New Black fez isso por mim: voltou a relembrar-me que é preciso humanizar as pessoas antes de as julgar, que é preciso não saltar para conclusões só porque alguém, num determinado momento, errou.  

      Agora é aguentar até 2016 pela quarta temporada...

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