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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Disto do racismo como escudo para tudo

        Sou uma pessoa dedicada à cultura nas suas mais variadas áreas. Como se pode depreender disto, invisto parte do meu tempo a ver A Quinta, o reality show onde entraram alguns famosos que ninguém conhece.
         Um dos ilustres desconhecidos é um tal de Larama, angolano e vencedor do Big Brother do seu país. Acontece que este Larama é um energúmeno que desenvolve actividades como esconder cuequinhas das meninas, ou lá o que senhor fez poucas horas depois de entrar na quinta. Depois faz outras coisas giras, como piadolas misóginas de cariz sexual. É um pequeno labrego, pronto. E isto será, certamente, o jogo dele. Optou por uma postura que choca, que irrita e que faz qualquer pessoa querer entrar no ecrã para sacudir o pó do senhor (em Angola, esta estratégia levou-o ao primeiro lugar, fazendo-o crer que em Portugal tal sucederia novamente). 
         
          O Larama percebeu que o seu comportamento destoava do resto do grupo. De que arma sacou o senhor para se defender? Do racismo, claro. A arma de defesa de qualquer minoria é sacar do facto que o é e camuflar isso com a vitimazação.
          Ora um "suponhamos": tenho mau feitio. Opto por ser uma besta com laivos de psicopatia com qualquer pessoa que fale comigo. Calha que sou obesa. Assim que alguém me confronte com a minha atitude vou defender-me e dizer que estou a ser vítima de bullying porque sou gorda. E este raciocínio vale para imensas situações.

         O racismo é um problema sério, ainda hoje. E quando uma minoria mal comportada saca do escudo do racismo para se proteger, tira o valor da palavra. No dia em que alguém tiver de fazer frente à descriminação de forma legítima, verá a sua força diminuída pela estupidez alheia (como acontece com o feminismo, por exemplo).

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