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sexta-feira, 30 de julho de 2010

50.



                 E pronto, depois de já terem sido 50 e de um se ter ido embora, outro (outra, neste caso. Obrigada!) preencheu o seu lugar.
                 Muito obrigada a todos.

António Feio

     Mais um grande senhor que morre.


Mais um que vai e deixa o país mais pequenino ainda. Uma vida em glória e repleta de gargalhadas. As memórias que nos deixa também.

Obrigada António Feio por todas os risos. Um verdadeiro Obrigada!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Johnny Depp #15

Keywords #3

   Há pessoas que vieram cair a este blog porque procuraram

       "pessoas que tem o mail do rui porto nunes"
                                    e
        "quem tem o numero do rui porto nunes".



     A estas pessoas deixo um recado e apelo: Eu não sei o mail nem tenho o número dele mas, por favor, quando descobrirem digam qualquer coisinha.
      Obrigada.

Coisas que não entendo: Os bispos e os noticiários

    Por que carga de água é que várias notícias dos telejornais são comentadas por bispos? É que nem se prendem com a religião (ex: desemprego, fome, crise, ...).

    Que sabe um bispo de especial para vir comentar o estado do país e se os políticos devem doar parte do seu rendimento ou não? Porque não tomam uma iniciativa fantástica, em vez de virem opinar para a televisão, e começam a usar os milhões do vaticano em prol do povo que precisa, em vez que alimentar os gostos fashionistas do papa?

    É [muito] provável que seja eu a ignorante, mas não entendo porque é que os bispos têm o direito de comentar certas notícias.

Amizades e Família

       Não sinto qualquer obrigação em gostar de uma pessoa só porque tem semelhanças genéticas comigo. Isto pode soar duro, posso parecer ingrata ou até pode transmitir a sensação que me acho uma rebelde, mas é a verdade. Digo isto com a maior das naturalidades. Todos sabemos que não escolhemos a família que temos. Caímos aqui, pronto. Assim sendo, eu não vejo qual é razão que me pode prender a gostar mais da minha família do que das outras pessoas.
       Desde que me lembro de existir, sempre ouvi a minha mãe a dizer "tratas melhor os da rua do que os de casa" e nunca entendi qual era o problema disso. Ainda hoje não entendo. Para além da gratidão que sinto, obviamente, por saber que são feitos sacrifícios por mim e que têm que me sustentar por enquanto, não há nada que me prenda a ninguém. Não é segredo nenhum que sempre disse que o meu sonho era viver sozinha e não ter ninguém a controlar-me ou a ver o que ando a fazer 24h por dia - isto sempre foi dito abertamente. Não é um acto de rebeldia minha, é simplesmente o que sou e o que quero. Quero ser independente. Quero ter a minha casa e viver sozinha. A ideia de viver com os pais não é, de todo, uma ideia agradável para mim. Não que eles sejam más pessoas ou que me tratem mal. Simplesmente não é onde me sinto "em casa". Quero mesmo ter o meu sítio, só meu.
        Ainda referindo-me aos laços de afecto, reforço a ideia: não é por ser pai/mãe ou irmão/irmã que a pessoa tem de ser mais especial do que outra com a qual não partilhe ligações sanguíneas. O amor e amizade criam-se de igual forma seja família ou não e, assim sendo, é perfeitamente normal que se criem laços mais fortes com pessoas com as quais não estejamos familiarmente ligados do que com os que estão próximos. Esforço-me mas não entendo porque tenho de ser criticada constantemente por certa pessoa por ser assim. Eu nunca escondi de ninguém aquilo que sou e o que quero. Afirmei sempre que me sinto presa, não porque tenha pais que me controlem mas porque nasci assim, com uma vontade incrível de morar sozinha, ser autónoma e independente. Posso ser a pior pessoa do mundo, mas é o que eu sinto.
       Tenho pena que nem todas as pessoas me entendam (ou respeitem, já nem sei).

Colisão

Crash, a film by Paul Haggis

        "Em Los Angeles ninguém te toca. Estamos sempre atrás do metal e do vidro. Acho que sentimos tanta falta desse toque, que batemos uns nos outros só para sentir alguma coisa." - frase do filme Colisão (nome original: Crash)

         Embora não se tenha tornado um dos meus filmes preferidos, considero que tem uma história muito forte e actual. Desde o início somos confrontado com ideias racistas que estão entranhadas, ainda hoje, na sociedade. O maior foco prende-se na rivalidade preto-branco (quase como se estivéssemos a falar de cores de objectos materiais) que parece ser interminável. Neste tema, Colisão mostra-nos dois tipos de racistas: aqueles que realmente têm ideias erradas sobre pessoas de cor diferente da sua e aqueles que, por terem a mania da perseguição, agem pensado que se estão a defender de ataques racistas - inexistentes.
           Os racistas são, no filme, os que mudam de passeio se encontrarem uma pessoa de outra cor, são os que mudam de fechaduras se um indivíduo de outra raça for lá a casa - não vá este ter arranjado maneira de roubar ou copiar a chave - e são os que promovem funcionários ou prestam serviços baseados na cor dos interessados. 
            Os outros, que se acham vítimas de racismo, conseguem ser pior que os primeiros. Planeiam vinganças e descriminam toda a gente porque em cada sujeito vêm um possível inimigo. Matam, roubam e enganam.  


          Á semelhança de O Pianista, este filme mostra um expoente máximo da crueldade humana. Somos confrontados com vários chilés da sociedade que são tomados como informações verdadeiras. Os muçulmanos são bombistas terríveis que vão destruir o mundo. Os pretos (ou negros, não sei qual é o termo "não ofensivo") são assassinos e ladrões. Os brancos são convencidos, acham-se os donos do mundo e são racistas. Os chineses são ladrões porque roubam o lugar aos trabalhadores dos países onde abrem lojas. São estas ideias que começam guerras estúpidas sem nenhuma base que não o preconceito. É preciso mudar o mundo e explicar que as generalizações são, na sua grande maioria, excessivas. Não é por um português ser completamente incompetente que queremos ver todos nós retratados como tal. Da mesma forma que isto é normal para nós, também deveria ser a ideia de que haver bombistas muçulmanos não faz com que todos os que têm tal religião o sejam! É urgente criar um sentimento de tolerância no mundo. Se queremos ser respeitados pelas nossas ideias e hábitos, é completamente errado julgar os outros com base nestes pontos.

          Não sendo, para mim, um filme estrondoso, tem uma moral muito bonita e destapa ideias que muitos tentam encobrir.

O Pianista

The Pianist, a film by Roman Polanski.


        Decidi que ia ver este filme para não morrer de tédio - não fazia a menor ideia do que me esperava. Em poucos segundos estava petrificada em frente ao monitor do computador. Um pianista e uma história passada no início da segunda guerra mundial, tudo ingredientes para que um filme dê certo.
         Baseado na biografia e memórias dos tempos de guerra do pianista Wladyslaw Szpilman, um polaco judeu, que sofreu os perigos da estupidez e crueldade humana, esta brilhante história transporta-nos para episódios da humanidade que preferíamos não conhecer.


        Por não saber bem que filme ia ver, encontrar uma história tão forte chocou-me. Tenho tentado contextualizar as coisas mas não encontro nenhuma razão que justifique a matança humana tendo por base crenças religiosas, preferências de qualquer tipo, cor de pele, características físicas, ... Mais, em O Pianista, não só vemos de perto os maus tratos vindos dos que têm poder e daqueles que lhes obedecem, mas também da ignorância do povo. Uma das cenas que mais me marcou foi aquela em que uma mulher, ao ver um homem com um ar moribundo, desata a gritar e a pedir que o parem e prendam porque é judeu. Esta crueldade deixou-me petrificada. Como é possível estarmos tão distantes uns dos outros quando, no fundo, somos todos iguais? Soa a cliché (talvez seja mesmo), mas é verdade. É uma informação tão trivial que nos esquecemos dela.
         As cenas de fuzilamento (completamente aleatório) são terrivelmente realistas. Se por um lado o Homem foi brindado com um cérebro mais complexo que os restantes animais, por outro não é capaz de tirar um bom uso dele e direcciona as suas capacidade para fins patéticos - como a promoção das pessoas com aspecto ariano em detrimento dos judeus - que têm como desenlace a morte de milhares de pessoas inocentes. Foi penoso assistir a um homem deitado no chão, à espera que o soldado que estava encarregue dos fuzilamentos recarregasse a arma e a deixasse pronta para o matar. Há cenas incrivelmente duras e muito bem feitas.
          Esta é uma história de um homem de coragem que, mesmo sabendo que a sua família desaparecera, tem o sangue frio para continuar a lutar pela sua sobrevivência e aguentar vários anos de sofrimento, fome, sede, frio e, tal vez a mais difícil, solidão. É com a ajuda de um soldado alemão (que mais tarde é morto pelos russos, sem que Szpilman chegue a tempo de o evitar) que o pianista se salva. É de interesse ressalvar que este era um homem em ascensão devido ao seu incrível sucesso nas rádios, o que prova que todos estamos susceptíveis a alterações radicais de vida. Ainda percebemos que há sempre excepções à regra e que não podemos tomar uma parte como um todo: no meio de tantos soldados, houve um que, secretamente, ajudou Szpilman dando-lhe comida, agasalho e omitindo a sua presença.
           É um filme com uma mensagem fortíssima e que, apesar de ser focado no caso específico desde pianista e da sua família, relata o sofrimento vivido por todas as pessoas que viram a segunda guerra mundial e presenciaram o aparecimento do Gueto de Varsóvia.


        O Pianista ganhou a Palma de Ouro, em Cannes, em 2002, e 3 óscares da Academia.
    

terça-feira, 27 de julho de 2010

Informações rápidas (que antecedem uma série de pensamentos que me ocorreram durante as férias)

     O encontro foi tão bom como o rapaz com que eu me encontrei. Simpático, divertido, simples e muito charmoso. Gostei muito do Rui Porto Nunes.

     Já fui de férias, para a Manta Rota, e já voltei.
     Comi bolas de berlim do conhecido bolinheiro jeitoso lá da zona.
     Vi a Maya, a Carla Baía, o Augustos e a mulher ou companheira ou lá o que seja, o Pedro Rodil (baba, muita baba), o Moutinho, a Sara Cardoso Pires, e mais alguns nomes conhecidos portugueses, todos na zona do Manta Beach. A Maya é ainda mais feia ao vivo. Sim, é possível ela ser ainda mais feia do que o que parece na televisão.
      Vi dois filmes: O Pianista e Colisão. Sobre estes falarei depois.
     Ouvi nirvana.
     Continuei a ler o Caim, que anda comigo desde o dia em que foi lançado e não o acabei de ler. Shame on me.
     Comprei roupa em Espanha como se não houvesse amanhã (muito mais barata lá - assim tipo 2€ por camisola e saia e 6€ por calças).
     Destilei ao calor.
     Mergulhei e aproveitei a temperatura das águas do mar algarvio, que são as melhores do país (excepto as da torneira da minha banheira).
     Mandei muitos sms's e alguns mms's.
     Foi atacada, em Vila Real de Santo António, por uma praga de mosquitos e, tendo em conta que tenho uma certa alergia a picadas, ainda tenho os braços e as pernas cheio de inchaços enormes. Parece que tenho batatas debaixo da pele (um ligeiro exagero).
      Sofri imenso na viagem de regresso para Abrantes visto que são várias horas de viagem e o ar condicionado do carro avariou. A Daisy também não gostou.
    Cheguei a casa e tive de arrumar mil e uma coisas.


    Pronto, muito resumidamente, foi isto que se passou.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Encontro com Rui Porto Nunes


Ainda me estou a recompor. Ganhei um concurso cujo prémio é um encontro com este indivíduo. Podia ser horripilento, mas não é. Muito agradável à vista.  
Já ando desorientadíssima. Estou com um medo de morte de fazer figura de estúpida. Mas pronto, um encontro com o menino dos olhos azuis já ninguém me tira.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Sudoeste 2010

    A este não posso faltar. 80€ por cinco dias, com campismo incluído? Tenho de ir.

    No cartaz há nomes como: 2ManyDjs, Jamiroquai, Colbie Caillat, James Morrison, Expensive Soul, Mika, Sugababes, NuSoulFamily, Diabo na Cruz, David Getta, Massive Attack, Tiago Bettencourt & mantha, Carminho, entre muitos outros.

    Basta entrares aqui no site para consultares o cartaz completo.


     Há alguém na blogosfera que vá ao Sudoeste?

Hilariante. Genial, mesmo.

Desafio

(clica para ver maior)

O desafio é encontrar representadas 75 bandas.
É aquele tipo de desafios para quem gosta muito de música e tem (muito) pouco para fazer. 


                 Já vi algumas como: pink, queen, alice in chains, u2, smashing pumpkins, red hot chilli peppers, eagles, pet shop boys, led zepplin, sex pistols, kiss, ...

                 Boa sorte!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Gordo vs Magro

       Perguntam muitas vezes porque se pode dizer a um magro que está magro e é proibido dizer a um gordo que está gordo. A resposta muito, mas muito, simples. A sociedade quer pessoas magras! Se alguém se dirige a outra pessoa a dizer que ela está magra, esta deverá tomar isso como um elogio.
       É penoso ter de se ouvir que se está gordo anafado, mesmo que seja verdade! Já saber-se que se é magro é ter a certeza que se vai a uma loja de roupa e tudo serve. É evitar nomes como balofo, gordo, pote, boi, entre outros. A televisão, as revistas, os posters, tudo nos bombardeia com a ideia da magreza ser sinónimo de beleza. Óbvio que há uma magreza muito extrema que não é agradável à vista e que toda a gente se deve sentir confortável no seu corpo, mas a sociedade só está pronta para servir quem tem as medidas ideais. Basta tentar comprar roupa, abrir uma revista qualquer, ver críticas a actrizes que ganham 2kg e passam a ver trabalhos recusados. É preciso ter muita coragem e estofo para se ter peso a mais. É preciso engolir em seco, respirar fundo e pensar que quem discrimina e goza com os gordos são pessoas fúteis. Ninguém, friso, ninguém é gordo porque quer. Há sofrimento por traz da banha visível. Há dor e anos de vergonha. A mentalidade precisa de mudar e as pessoas têm de entender que ser-se demasiado magro não põe em causa a mentalidade. Quando se é muito magro é-se posto num pedestal. Ao invés, quando se tem gordura a mais, todos se afastam e têm vergonha de falar com pessoas assim.
        Se há o direito a ter-se peso a menos, tem de o haver para quem tem peso a mais.




     Sim, eu sei que a obesidade mata. Mas a anorexia mata mais depressa e causa mais danos. Por isso, não se podem ter como doenças diferentes (isto é, tomar a obesidade como muito mais grave). Ambas retratam problemas de peso. Há que ter consciência do sofrimento das pessoas antes de tecer comentários maldosos. Nem todos nascemos com a mesma capacidade de aguentar críticas.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Uncharted2


Estou quaaase a acabar o jogo. O primeiro demorou 13h a ser passado. Este deve ter demorado menos tempo. Estou mesmo no boss final. 

E pronto, é isto. Só viciada nos Uncharted's. 

Gerações

         A minha avó disse, recentemente, que não quer morrer sem conhecer um bisneto. Ora, eu sou a neta mais velha e a única rapariga. Isto leva a que eu tenha um tratamento diferente.
         Claro que a afirmação dela (ou será um pedido?) me pareceu absurda. Ridícula, até. Quem é que, aos 18 anos, pensa em ter filhos? Certamente haverá meia dúzia de alminhas que o ambiciona, mas a grande maioria não. Quero ir para a faculdade, licenciar-me e depois tirar um mestrado qualquer (dos bons, se possível). Ter filhos entra nos meus planos daqui a 7 ou 8 anos, se tudo correr bem.
          Depois da minha primeira reacção, lembrei-me que, como é obvio, a minha avó é de outro tempo, outra mentalidade. No tempo dela seria normal ter filhos a esta idade, talvez. A esta altura eu já a estava a entender mas rapidamente mudei o rumo do meu comboio de pensamentos: eu quero que eles - os meus 3 avós vivos e o meu avô emprestado - estejam cá para conhecer os meus filhos.  Quero que os meus bebés desfrutem daquilo que eu também tive. A ideia de perder qualquer um destes elementos fulcrais para o meu bem estar é terrivelmente penosa.
         Entrei num estado demasiado consciente. Já Fernando Pessoa tinha consciência da dor de pensar, do que custa estar consciente da realidade. Eu não quis - nem quero - saber o que vai acontecer eventualmente. Só quero ter a certeza que quando o momento chegar eu não vou ser assolada com ideias como "se eu tivesse feito X ou Y, tinha desfrutado melhor deles". Não quero perder nem um segundo que tenho disponível.

        Foi com base neste abanão psicológico que decidi que iria ficar a morar com os meus avós quando voltar para a minha cidade para estudar - que quem quer que esteja aí em cima que me ouça, sim? Faço muito gosto em conseguir entrar na Universidade de Coimbra. Não quero que aconteça alguma coisa e que eu, por estar longe deles, não os possa ajudar, me sinta impotente. Portanto, os planos são candidatar-me para lá, ir morar com os meus avós maternos (os paternos são vizinhos destes) e depois de uns meses (ou depois do último ano), arranjar um espacinho para mim.