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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Teresa Guilherme, a apresentadora-taxista.

          Em que momento é que a Teresa Guilherme se tornou tão má apresentadora?

          Lembro-me de ter cinco ou seis anos e ver o Big Brother religiosamente, e achar a apresentação da Teresa uma coisa fenomenal. Ou ela mudou drasticamente ou fui eu que, simplesmente, cresci.
          Os textos são péssimos (este adjectivo chega a ser simpático para qualificar tais obras) e choca-me que a Teresa dê a cara por eles. Se fosse apanhada de surpresa por uma espécie de guião daqueles num teleponto, improvisava! Alguém deveria avisar a senhora e quem escreve os textos (se não são a mesma pessoa) que repetir a mesma piada até à exaustão e falar em rima não traz audiências (?).
           Como se já não fosse mau o suficiente aturar chalaças fraquíssimas, o espectador leva com o opinar da Teresa Guilherme que só me faz lembrar um taxista: tem opinião sobre tudo. É tendenciosa, manipula o público (ao menos que só o fizesse com os jogadores) e chega a ofender pessoas que estão no estúdio - basta relembrar que já chamou feio a um moço.

           Fraca apresentação, fraca produção, forte manipulação.
           É penoso assistir a uma gala da Casa dos Segredos.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O inquérito da Sábado

      Acho lamentável que se faça tamanha generalização como a que podemos ver neste artigo e vídeo da revista Sábado. Penso que 100 universitários é um número insignificante no universo de estudantes do ensino superior português para que se conclua que todos são ignorantes (como leva a entender o título "A ignorância dos nossos universitários").
       Não digo que seja perdoável ver jovens adultos com uma tremenda falta de cultura geral mas tenho plena consciência que isso é o espelho do estado do ensino português. Que se comparem os nossos testes do secundário com os dos nossos pais! Que sejam notadas as diferenças radicais no que à exigência diz respeito. Tenho um irmão apenas quatro anos mais novo e consigo ver que o ensino foi mais difícil para mim do que já é para ele. Os alunos são levados ao colo com notas médias de 15 ou 16 até ao fim do secundário porque para os professores é uma trabalheira preencher a porcaria duns papeis quaisquer que justifiquem a reprovação de um aluno - são os próprios a admiti-lo.
       Eu, que estou no meu segundo ano enquanto aluna da Universidade de Coimbra, cheguei até aqui sem nunca, em situação alguma, me ser perguntado no ensino básico ou secundário o que é a Capela Sistina, quem é o Manoel de Oliveira, quem é o Presidente da Comissão Europeia, o que é O Padrinho ou quem fundou a Microssoft. Em 12 anos de ensino tive um horário preenchido com coisas sem jeito nenhum - disciplinas como Formação Cívica onde não se faz nada, Estudo Acompanhado onde nada se faz e Área de Projecto onde se copiam páginas da internet e se entregam a professores obtendo a classificação de Muito Bom. Será que não era de aproveitar estas quatro horas e meia semanais para despertar a pequenada para o cinema, para a política (hoje ser-se in é dizer-se que não se liga a política), para a literatura, ...?
      Se eu sei as respostas àquelas perguntas é porque os meus pais colmataram as falhas colossais do nosso ensino e me puseram a ler, a gostar de música, a ver cinema, a aprender história e ver documentários, a ter interesse em saber o que se passa no país e no mundo, enfim, um conjunto de coisas que deveriam fazer parte da tal formação cívica prevista no plano do 2º e 3º ciclos do ensino básico. Nem todos tiveram a mesma sorte e, certamente, farão parte da massa de alunos que não tem conhecimentos básicos.
       Como se pode esperar que um estudante do secundário, neste momento, saiba o que é O Padrinho se os pais não falarem no assunto? Na televisão estão cinco ou seis filmes (de qualidade dúbia) disponíveis que são transmitidos de forma cíclica. Muitos pais ou não ligam a cinema ou nunca se lembraram de mostrar estes filmes aos filhos. O ensino português está feito para que toda a gente passe e que os desinteressados sejam reencaminhados para um curso qualquer que vão fazer com uma perna às costas e com óptimas notas. Além disto, nenhum professor acha produtivo "perder tempo" a incentivar os alunos a pesquisar sobre filmes, sobre livros, sobre política... Tantas horas semanais "vazias" que podiam ser preenchidas com debates sobre temas relacionados com a actualidade, com o visionamento de clássicos do cinema, com pesquisas sobre pintura, escultura, etc. ...
        Quer se queira admitir ou não, aquelas respostas disparatadas são o resultado da formatação do nosso ensino e dos valores agora defendidos na nossa sociedade. Todavia convém relembrar que as respostas mostradas foram seleccionadas e só foram exibidas as mais cómicas.


    Deixo também aqui o comentário de um dos visados no vídeo ao mesmo. Ele faz acusações à jornalista como a de manipulação de imagem entre outras. Vale a pena ler.

(P.S.- Concordo que a minha geração tenha muito mais facilidades do que a dos meus pais, mas creio que essa facilidade e o excesso de informação tenha levado a uma dispersão de valores. Sabe-se um pouco de tudo menos do essencial - o básico, a cultura geral. Ainda assim sou obrigada a atribuir grande parte da culpa à mudança radical da estrutura do ensino.)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

E quando achas que o dia não pode piorar...

... abres a porta a Jeovás!! Acabei de ser informada que "estamos em crise porque Deus ainda não deitou a mau à Terra", que por não acreditar sou ser levada pelo Inigo e que sou uma anormal porque não rezo o Pai Nosso.

      A sério, se há mais alguma coisa por acontecer hoje, que seja JÁ! Gostaria do resto do dia para espairecer depois de tudo...

Sabes que estás a ter um mau dia quando...

... acordas demasiado cedo porque a tua gata te tortura mordendo-te os olhos e o nariz.
... acordas mais tarde do que o planeado porque, depois de seres acordado com tortura, adormeces de novo e acabas por ficar na cama até mais tarde do que querias.
... olhas para o braço, enquanto fazes o pequeno-almoço, e descobres que o teu animal de estimação esburacou o teu pijama.
... vais tomar banho e o terrível felino decide saltar para a banheira e és obrigado a interromper o banho para limpar o animal e devolvê-lo a chão seco.
... tentas vestir umas calças e quando olhas para elas reparas que, sabe Deus como, perderam o botão.
... decides varrer a tua casa juntando o lixo na pá e, depois de desviar o olhar por 1,2 segundos, o teu gato espalha o lixo todo de novo.
... lembraste que tens de ir passar a ferro e este não te cai em cima da mão por um erro de três milímetros.
... vez que já é hora de almoçar e ao preparar o manjar dos deuses te queimas com manteiga a ferver num dedo que mesmo quatro horas depois continua a latejar.
... acabas de arrumar a cozinha e notas que a tua bancada está encharcada de água - mesmo que não tenhas posto água na mesma.
... de despachas a correr para ir apanhar o autocarro para a faculdade e assim que chegas à paragem a tua senhoria liga-te a dizer que vai passar lá por casa com um senhor do gás para tratarem de um problema pendente (convém mencionar que não tenho aulas terça-feira, por exemplo, e que sexta de manhã também não, pelo que seriam horários convenientes para resolver o assunto sem eu perder aulas).

E pronto, a minha ida à Latada para ver Expensive Soul acabou de ser suspensa. Estou de mau humor e vou ficar a deprimir na minha habitação enquanto reflicto em tudo o que de demoníaco se tem passado ao longo do dia.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Tia Branca...




... diz-me, por favor, que as chamadas são ensaiadas e que não há ninguém a pedir-te conselhos alguns!


Como é possível alguém lançar este programa para o ar? Uma coisa é informar, outra é ser-se puramente brejeira na abordagem dos temas fazendo os espectadores perceber ainda menos do assunto?


Para quem quiser rir, ou chorar, já nem sei, basta ligar a RegiõesTv (canal exclusivo Zon, se não estou em erro) por volta da meia noite.


E ainda há quem insista criticar a Casa dos Segredos...

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Conduzir não é assim tão espectacular

      Durante muito tempo achei que quando tivesse a carta de condução que seria muito mais feliz. É certo que ainda não bati em nada, não matei ninguém nem perturbei gravemente o trânsito (muito certamente devido ao reduzido número de vezes que peguei no carro). Mas ter a responsabilidade de conduzir é muito menos apelativo do que andar à boleia. Espera-se que com o tempo e com a experiência tudo se torne mais fácil. Mas não há um Alonso em mim.

     E já agora, todos os examinadores do exame de condução são uns perfeitos anormais, ou só o meu é que acordou com os pés de fora? As coisas chegaram ao cúmulo de me mandar parar o carro para me perguntar "o que fazia da vida" porque ele não adivinha e eu "poderia muito bem ser empregada de limpeza". Foi-me igualmente questionado "para que quer a carta?" ao que eu respondi, muito controlada, "para me deslocar". Tive de reprimir a vontade de dizer ao senhor que tinha uma ânsia tremenda em ser encartada para fazer ponto cruz. Mas para que raio é que se tira a carta?! Não é para conduzir? Apanha-se cada sujeito simpático...

Sabes que estudas Direito na FDUC quando...*


  1. Ouves frequentemente colegas teus a tentar dizer correctamente a palavra "metodonomologia" para passar o tempo.
  2. Associado ao nome Pinto Bronze vem sempre um dos seguintes factos (ou ambos): "aquele livro é intragável" / "não vale a pena ires às aulas dele, sais de lá a saber menos"
  3. O WOC faz parte das páginas mais visitadas do teu browser e muito provavelmente a tens adicionada às páginas favoritas.
  4. Vês pessoas na faculdade de chinelos, cavas ou sapatilhas brancas e automaticamente assumes que são de APP.
  5. Durante a Queima e a Latada já experimentaste todos os tipos de horários de sono possiveis.
  6. Consideras mudar de curso no final de cada semestre.
  7. Tens alcunhas para todas as pessoas de quem não gostas na faculdade (incluindo professores).
  8. Os teus amigos rapazes babam-se durante as aulas de certas assistentes.
  9. Sabes enumerar as diferenças entre beber um red bull, chá preto ou um numero indefinido de cafés.
  10. Tens uma rivalidade secreta com alguém que provavelmente ignora a tua existência.
  11. Sabes que beber um fino te acorda, mas o segundo não se recomenda se estás a considerar ir estudar a seguir.
  12. "Ir tomar café" frequentemente resulta em chegar a casa às seis da manhã e uma ressaca no dia seguinte.
  13. Conheces pelo menos três pessoas que te dão vontade de lhes atirares coisas quando levantam a mão para falar numa aula.
  14. Sabes que o estudo não vai render nada se não tiveres os teus marcadores e post-it.
  15. Nas cadeiras de avaliação continua/ repartida abdicas do teu intervalo para te certificares que não tens que ficar no chão.
  16. Esperas que os teus amigos nunca deixem de o ser, não só porque os adoras, mas maioritariamente porque possuem fotos/videos que podem comprometer o teu futuro.
  17. Quando vais estudar para as cantinas, de dez em dez minutos tens uma vontade quase incontrolável de saltar para cima da mesa e gritar em plenos pulmões "POUCO BARULHO, CARALHO!"
  18. Dormir uma média de 4h/noite é perfeitamente normal.
  19. Começas a comprar menos batom e rimel para comprares mais correctores de olheiras.
  20. É frequente ver caloiros/as a chorar nos gerais de baixo em dias de saida de pautas.
  21. Imploras aos teus amigos para terem cuidado com o que publicam no teu mural porque tens profs adicionados como amigos.
  22. Chegas para uma oral marcada para as 9h, o prof só aparece duas horas depois e ainda assim volta a ausentar-se para efeitos de nutrição, o que faz com que a tua oral das 9h da manhã aconteça, com sorte, às 16h.
  23. Os teus amigos de outros cursos não entendem porque ficas orgulhoso de ter conseguido um 8 na pauta.
  24. Tens dificuldade em explicar à tua mãe a relação entre a falta de cor na parte da frente dos teus sapatos e uma raposa num azulejo em dia de exame.
  25. (Por Matilde Bernardo) "Um funcionário dos serviços académicos que vai trabalhar de fato de treino te insulta e rebaixa, sem teres a quem te queixar e minutos depois revela em alto e bom som que determinada assistente fez o curso de joelhos e nada, mas nada lhe acontece ou acontecerá."
(To be continued)

*Texto retirado daqui.

De volta, num novo capítulo.

         Depois de muito ponderar se deveria apagar isto ou não, de avaliar as mudanças todas por que passou a minha vida nos últimos meses e se valeria a pena manter aqui o estaminé aberto concluí que este é o único lugar onde escrevo o que quero sem censuras, sem medos, sem me mascarar.
         Assim sendo, e na esperança que isto sirva de Xanax ou coisa que o valha, volto à carga!

         Para já há um facto novo interessante: moro sozinha. Pela primeira vez na vida, aos 19 anos, estou a morar sozinha cá na cidade dos estudantes. Já passei por provações terríveis - tive duas aranhas para matar - e recentemente adoptei uma gatinha bebé.


Esta é a fera que habita comigo. Ate agora, está tudo pacífico exceptuando o facto dela achar que 06h30 é a hora ideal para começar o processo de tortura que envolve morder-me o nariz, os olhos, os dedos... Tudo o que está ao alcance dela para me tirar da cama. 

E pronto, isto é assim um apanhado geral das maiores novidades que por aqui se passam. Vamos ver se daqui em diante isto conhece escrita regular.

(Àqueles a quem nunca mais respondi de há uns meses para cá, peço desculpa. Prometo tentar normalizar a situação assim que consiga.)

Always hope for the best. The worst comes on its own.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Há campanhas que estão por fazer...

    ... tal como uma sensibilização nacional para o uso de desodorizantes.

        Continua a existir uma certa resistência por parte de uma grande maioria em dar uso a perfumes, desodorizantes e, quiçá, a banheiras e polivants. Já anteriormente me referi aos utilizadores de transportes públicos que fedem mas a temática tem ganho uma nova dimensão.
         Por norma, quando estou aqui por terras ribatejanas, tomo o pequeno almoço fora de casa com a minha mãe. Sem espanto algum, tenho tomado o pequeno almoço acompanhada por um odor enjoativo proveniente de algum sovaco nas redondezas da minha mesa. Não me ocorre nenhuma justificação para esta situação pelas seguintes razões:
           - os desodorizantes não são coisa cara - nem o banho a menos que se passe meia hora de molho;
           - todos nascemos dotados de uma série de sentidos nomeadamente o olfacto pelo que duvido que quem fede não repare que é um atentado sensorial;
          - as pessoas que noto que cheiram mal costumam andar acompanhadas. Ora, se assim o é, já alguém os devia ter avisado para o seu problema.

          Sejam quais forem as razões que levem alguém a cheirar a cavalo em pleno supermercado, acho que falta, no meio de tanta publicidade inútil na televisão, uma campanha de sensibilização para a primazia da higiene individual. Ninguém é obrigado a suportar o mau cheiro alheio - e não devia ser quase tabu avisar alguém que fede que deveria ter cuidado.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Coisas que não entendo VII - Ter frio nos tornozelos


         Este conceito do "tenho calor no pé todo excepto na zona do calcanhar e/ou do tornozelo" baralha-me.
         Já assisti a muita moda esquisita à qual o povo adere - tal como a altura em que tudo o que era rapariga usava as saias da floribella-, mas esta já resiste há dois anos, se não estou em erro, e eu ainda não a entendi. Para além de inestético, é um adereço confuso. Se estiver demasiado calor, parte do pé transpira. Se estiver fresco, os dedos congelam enquanto que o resto está confortável. No fundo, é uma peça de calçado que não se adapta a tempo algum. 
         Que alguém me explique esta moda...
          
         É provável que seja eu que não tenha sense of style...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Coisas que não entendo VI - O guardar lugar

         Faz-me uma confusão tremenda ver pessoas que estão no fim de uma fila constituída por 15 ou 20 pessoas, pelo menos, e mandam amigos/familiares guardar lugar na mesa que surge vaga do café, da cantina, do restaurante, ...

         Não é preciso ser muito dotado de capacidades cognitivas para compreender que as pessoas mais próximas do início da fila vão servir-se primeiro e desta forma precisam mais rapidamente das mesas que nós. Assim, acontece o seguinte: as pessoas depois de servidas não têm lugar para se sentarem porque aqueles que ainda demoram uns bons minutos a aviar o seu pedido já estão de lugar reservado.
        Isto é absurdo. Parte do civismo de cada um avaliar a situação e entender se o reservar lugar quando ainda temos uma fila enorme pela frente vai comprometer a disponibilidade de lugares para as pessoas que, saindo primeiro que nós, têm tempo de usar a mesa e deixá-la disponível para outros.

sábado, 30 de julho de 2011

A surpresa no Ikea

Para comemorar a minha entrada em férias decidi ir com a família ao Ikea em Alfragide. 
A certa altura do "passeio" pela secção das divisões já pré-feitas encontrei uma casa-de-banho. Lá está que uma curiosidadezinha mórbida me levou a cuscar a sanita. Qual não é o meu espanto quando encontro o seguinte cenário:


Ikea, fica a sugestão: espalhar mais casas-de-banho "reais" pela loja para evitar este tipo de ocorrências.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Exame de código - a moscambilha que se esconde

Pois hoje, quando fazia testes de preparação para o exame de código sou confrontada com estas gralhas que, a meu ver, são monobras de distracção para o candidato errar! Sempre que as encontrei, estavam nas respostas correctas...

(aqui podemos ler "tornarse" logo na primeira hipótese. Estropiaram a palavra num hífen. Não se faz!)

(E aqui vemos "má- xima". No fundo será uma xima que é má.)

E só pode ser por isto que tanta gente reprova... Pelo menos já encontrei alguma coisa para culpar para além da falta de empenho. Com o IMTT a sabotar os testes-treino, é óbvio que se chumba... 

terça-feira, 28 de junho de 2011

Ainda sobre o Angélico

       Esqueci-me de mencionar que a hipocrisiazinha dos portugueses me irrita solenemente.

       O povo parece melindrado porque todos estão a referir-se ao Angélico e a expressar os seus sentimentos em relação à tragédia e ao que parece "esqueceram-se" que morreu um rapaz e que a moça continua mal. Minha gente, deixemo-nos de tretas. Quantas pessoas morrem diariamente devido a acidentes de viação e não se ouve um segundo de notícias sobre elas? E porquê? Porque são desconhecidos! É óbvio que as pessoas procuram informar-se sobre quem "conhecem" e esquecem-se de quem nunca ouviram falar.
       Ninguém diz que os sujeitos não torcem para que corra tudo bem com a rapariga, mas o ponto fulcral disto é que uma figura pública morreu. Se ela nem estivesse envolvida no acidente o mais provável era nem nunca se saber da existência dele.

Angélico Vieira [1982-2011]

          Neste momento pouco me importa se levava a porcaria do cinto ou não, se conduzia em excesso de velocidade ou se cumpria o código da estrada ou até mesmo se o carro tinha sido roubado, emprestado ou oferecido. Não quero saber. Morreram duas pessoas. Uma com morte imediata (Hélio, melhor amigo do cantor, com 25 anos) e agora Angélico Vieira (Sandro, o seu nome "verdadeiro", com 28 anos), uma rapariga com 17 que está mal e um outro que teve sorte (e a prudência de usar o cinto, parece). O que importa é que se perderam vidas que nem a meio iam! Ficou quase tudo por dizer, tudo por acontecer. 
          
          Talvez seja por ter passado por uma perda há pouco tempo que isto tudo mexe comigo e volta a mexer a ferida que teima não fechar. Nunca vou lidar bem com a efemeridade da vida e com a batelada de coisas que quero poder dizer, escrever e fazer. Não sou capaz de encaixar esta ideia na minha cabeça e vai sempre fazer-me confusão estar aqui em casa com uma pessoa em falta. Quero mexer-lhe, cheirá-la, falar com ela, e não consigo. E se alguém disse que passa, foda-se, é mentira. Não passa. Não melhora nem piora. Fica o vazio.

         O fundamental, neste momento, é pedir respeito aos fãs e curiosos que se dirigiram ao hospital onde está o corpo do Angélico e que se deixem daqueles histerismos que já pude ver na televisão. Compreendam que se para eles é duro (?) e só o conheciam da televisão e das revistas, para a família e amigos é muito, mas muito, pior. Seriam conscientes se se afastassem e deixassem aquele momento que tão íntimo é, sê-lo.

         Que a força esteja com quem sofre de verdade neste momento. Quanto ao Angélico, até um dia. Longínquo, espero.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Lisboa, a capital. Quer dizer, o país inteiro.

        Faz-me uma confusão tremenda que em termos de cultura, o país seja só Lisboa. Se quiser ver um concerto de grandes bandas, por exemplo, só em Lisboa (ou, ocasionalmente, no Porto). Há continente para além da capital.
        Não há sequer grandes recintos para espectáculos noutras cidades que não as supramencionadas. E depois ainda há espanto perante a contínua migração para o litoral, nomeadamente para perto de Lisboa.

        Há uns meses andei a pesquisar sobre voluntariado visto que estava interessada em ajudar em qualquer coisa e no entanto, acedendo ao site, as procuras limitam-se à região da capital. As actividades - que vão desde distribuir comida e roupa a recolher alimentos - desenrolam-se maioritariamente em Lisboa e, raramente, no Porto. É bem. Folgo em saber que só ali se precisa de ajuda.

        O que não compreendo é como não se aposta em Coimbra, cidade com imensos estudantes - malta nova, portanto - e certamente faria render o investimento de concertos e espectáculos nesta zona. Era isso e trazer um starbucks para aqui. E uma mega store da Apple. E uma loja da MAC. E fazerem o raio do metro.

Beautiful People #1

Tyra Banks

Esta mulher pode ter o complexo de salvadora da humanidade e de santa mas é lindíssima (assim maquilhada e toda retocada). 

domingo, 26 de junho de 2011

Tourada - é tradição?




Já tinha deixado clara a minha opinião sobre este tema neste post há um tempo atrás. Recentemente encontrei este vídeo que mais não é que um anúncio que foi proibido de ser passado na televisão portuguesa sabe-se lá porquê. Ainda assim acho que está genial e resume em segundos o que acho das touradas.

sábado, 25 de junho de 2011

KKKKKKKKK

           Mas quem é que ri com um som semelhante a kkkkk? Bem vistas as coisas, o que tal onomatopeia traduz é o barulho de um motor. Não que o hahaha ou hehehe sejam representantes precisos do riso, mas são bem mais próximos do som do que o kkkk ou até que o rsrsrsrs - que me faz lembrar o sibilar das serpentes.

            Ou então ri-se de forma estranha no Brasil. Parece que vou ter de viajar para confirmar...


Riso estranho por riso estranho, fico com o do Muttley (que se pode ver aqui).

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Mulheres que adoram futebol e/ou carros

            Ainda não percebi se o facto de uma mulher perceber imenso de futebol e/ou de carros é um acrescento de interesse para o olhar masculino ou se, por outro lado, é um corta-interesse.

            A forma que arranjei para tentar perceber isto é inverter a situação para uma semelhante: um homem a gostar de maquilhagem. Eu não tenho interesse nenhum em arranjar um homem que goste tanto de maquilhagem e perceba do assunto como eu não só porque seria estranho mas também porque todos gostamos de sentir que há uma certa área em que podemos ter o nosso show-off para o parceiro.
             Assim, imagino que seja estranho para um homem estar a falar lá dos pormenores técnicos do futebol ou do motor X ou Z do carro H e ver a mulher a entrar em ainda mais detalhes e a dar-lhe "baile".

            É claro que será melhor que a namorada/amiga especial/whatever tolere os gostos do companheiro e até que os partilhe, mas compreendo que um homem goste de sentir que fala com uma mulher e não com um compincha da bola.

           Será isto uma ideia incrivelmente desactualizada? Ou realmente as coisas são mais ou menos assim?

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Como emagrecer 3Kg em 2h30m?


Se alguém tem dúvidas de como perder peso num instante, que fale com esta senhora.
 É impressão minha ou ela está a pregar uma peta descomunal em televisão? É que três quilos em duas horas e meia... 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Coisas de que ninguém te avisa antes de entrares para a faculdade - II

         A malta das universidades privadas vai gozar contigo sempre que puder e tu, que tens notas muito mais baixas e conseguidas com muito mais esforço, não vais ter outra opção para reagir a não ser fingir que não te atinge.

          (AVISO: Este post prende-se com um generalismo muito possivelmente abusivo. Há, de certeza absoluta, excepções aos perfis traçados de seguida. Haverá, sem dúvida, alunos "normais" no ensino privado mas são os mencionados no post que me incomodam.)

          Tenho um preconceito terrível com o pessoal que se mete em universidades privadas porque, num olhar imediato sobre a população que estuda em tais antros sociais, só se vêm três tipos de pessoas:
            - os meninos riquinhos que vêm de famílias abastadas e que vão chegar a cargos de topo nas empresas dos papás e amigos próximos;
            - pessoas não muito inteligentes que, por não terem conseguido um bom desempenho no ensino secundário, não conseguiram entrar na faculdade pública desejada (isto é, em nenhuma das seis hipóteses que têm de entrar em cada uma das candidaturas que fazem) e têm famílias dispostas a pagar as elevadas propinas do ensino privado;
            - aqueles que se matam para poder pagar as propinas de uma privada só para se poderem integrar num certo meio e ter a vida feita, fazendo-se passando pelo que não são.

          Não é fácil ficar-se indiferente a alguém que, frequentando o mesmo curso que nós, têm notas muito mais altas sem num décimo do esforço que temos de fazer. As notas na minha faculdade, a FDUC, são conhecidamente baixas e a taxa de reprovação às cadeiras é, por norma, muito elevada. E isto não quer dizer, de todo, que haja pouco esforço pela nossa parte. É certo que há muitos que, por amor à agradável e intensa vida social vivida na minha cidade, se estão a marimbar para o desempenho académico o que justifica a taxa de chumbos. Mas a maioria investe realmente tempo de estudo para as cadeiras e depois não as consegue fazer. É frustrante mas a determinada altura aceitamos aquilo como normal.
         Ora, uma pessoa já está mal porque se privou de saídas e noitadas com o pessoal para poder fazer determinada cadeira e depois reprova, queixa-se ou comenta isso com amigos/conhecidos que frequentem uma faculdade privada e ouve coisas como "na tua faculdade há notas baixas porque vocês são burros. Na minha faculdade há notas mais altas porque trabalhamos mais, estudamos mais e as entradas são mais selectivas pelo que só entram bons alunos". Isto é coisa para me deixar piursa. Trabalham mais? Poucas são as cadeiras que fazemos por frequências - é quase tudo por exame final. Como pode alguém que é avaliado por frequências - ou seja, que vê a matéria repartida evitando ter de decorar calhamaços e calhamaços para um único momento de avaliação - dizer que nós somos burros e que eles têm um ensino muito mais difícil?

         Quanto aos que fazem o curso todo no ensino privado e saem directos para trabalhos bem remunerados conseguidos pelo apelido nada há a dizer. São eles que ilustram o estado deste país onde os apelidos fazem carreiras e quem trabalha, estuda, e se esforça não é recompensado por isso.

       E sabe Deus o que será quando acabar o curso e quiser arranjar emprego...

terça-feira, 7 de junho de 2011

Camaradas, continuamos à espera...


... que se dignem a limpar a porcaria que fizeram. Ainda se espera que venham limpar as Escadas Monumentais.

Isto não é liberdade de expressão, não é campanha política, não é o resultado do 25 de Abril. É vandalismo! 

Limpa limpa, camarada, limpa... 

Coisas que não entendo V - As conversas de final de escadas rolantes

     Não compreendo o que poderá de haver numa conversa de tão urgente que tenha de ser tida no final de uma escada rolante. Caso o comum mortal não saiba, as escadas rolantes estão em constante movimento pelo que se pararmos no fundo delas o mais certo é sermos bombardeados infinitamente por pessoas que continuam a chegar. É quase um fenómeno de hamburger versão humana.
      O certo é que é raro eu andar numa escada rolante e não ser confrontada com duas ou três pessoas que acham que não há spot mais confortável para se falar dos mais diversos temas do que ficar de pé exactamente depois do último degrau da escada que teima em não parar quieta. E ainda sou alvo de esgares de indignação quando, ao chegar ao fim da subida ou descida, vou inevitavelmente de encontro às pessoas que lá estavam em pé. Vá-se lá entender esta gente...

Pedro Passos Coelho, o real trabalhador e novo Primeiro-ministro

      O nosso novo Primeiro-ministro é um homem que seguiu uma carreira estupenda como... membro da JSD. Eis o curriculum do senhor:

Nome: Pedro Manuel Mamede Passos Coelho
Data de nascimento: 24 de Julho de 1964
Formação Académica: Licenciatura em Economia pela Universidade Lusíada concluída em 2001, isto é, com 37 anos de idade e numa faculdade privada.
Percurso profissional: Até 2004 teve a árdua tarefa de pertencer à JSD e PSD. Depois desse ano, já com 40 anos de idade, passou a desempenhar vários cargos em empresas do amigo e companheiro de partido, o engenheiro Ângelo Correira, tais como:

(2007-2009) Administrador Executivo da Fomentinvest, SGPS, SA;
(2007-2009) Presidente da HLC Tejo,SA;
(2007-2009) Administrador Executivo da Fomentinvest;
(2007-2009) Administrador Não Executivo da Ecoambiente,SA;
(2005-2009) Presidente da Ribtejo, SA;
(2005-2007) Administrador Não Executivo da Tecnidata SGPS;
(2005-2007) Administrador Não Executivo da Adtech, SA;
(2004-2006) Director Financeiro da Fomentinvest,SGPS,SA;
(2004-2009) Administrador Delegado da Tejo Ambiente, SA;
(2004-2006) Administrador Financeiro da HLC Tejo,SA.   



        E pronto, se achas que és um caso perdido porque tens mais de 25 ou 30 anos, nunca trabalhaste ou apenas te limitaste a aceitar convites de amigos e precisaste de te meter numa faculdade privada para terminares uma licenciatura, não desesperes. Podes chegar a Primeiro(a)- ministro(a)!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O não votar

       Não compreendo quem diz que não votar é mostrar revolta. Quando ouvi o Marinho Pinto, bastonário da ordem dos Advogados, a dizer isto fiquei em choque. Mas desde quando é que calar a nossa voz é maneira de lutar seja pelo que for? Quanto mais é recusar exercer um direito porque se lutou.
       Marinho Pinto diz que não votar seria uma "greve à democracia" já que os portugueses "na altura dos votos lá vão legitimá-los (aos políticos) outra vez". Pois não podia estar mais em desacordo. Para já há aqui um erro no raciocínio do senhor bastonário que se esquece que existe o voto em branco, esse sim o instrumento para exprimir o desagrado e a falta de confiança em qualquer partido político. Diz ainda Marinho Pinto que a abstenção ao voto seria "humilhar os políticos publicamente". Continuo a não entender como se humilha alguém estando calado.
        É preciso que o povo exerça o ser dever cívico e se dirija às urnas. É fundamental que isto aconteça e se não se tem fé em político algum, que se vote em branco. Talvez esta fosse a real chapada à democracia, haver uma enormidade de votos em branco que, estes sim, expressariam o desagrado popular e a revolta perante a péssima política que tem havido no nosso país.
        Convém relembrar que a taxa de abstenção é, por norma, elevada e que nela se junta o desinteresse, a ignorância e o descontentamento sendo que os dois primeiros são os rótulos oficiais atribuídos a tal taxa. A mensagem de revolta nunca é passada por uma voz calada.


        Para ouvir as declarações do bastonário em questão, é só clicar aqui.

domingo, 17 de abril de 2011

Coisas de que ninguém te avisa antes de entrares para a faculdade - I

      Os queixinhas não morreram na primária.
    
       Vai sempre haver alguém que se lembra de dizer ao professor que alguém copiou no exame, há sempre uma alminha que acha por bem avisar os professores que há assinaturas falsas na lista de presenças (ou seja, que uns assinam pelos que faltam), um energúmeno que acha por bem dizer que a avaliação é demasiado fácil, enfim, uma panóplia de seres que pensamos terem-se dissipado algures com o crescimento mental. Os queixinhas são tão comuns aqui como eram nos tempos em que eu tinha cinco ou seis anos. Cuidado com eles.

sábado, 16 de abril de 2011

Ouço frequentemente a mesma provocação, corrijo, conversa...

      ... que acaba sempre com "eu acho que não devias ter podido vir para Direito". Antes ignorava, agora já me começa seriamente a irritar. Passo a explicar a origem desta conversa: eu no secundário optei pela área de ciências. Foi, a cima de tudo, uma jogada estratégica* porque toda a gente sabe que é uma área que depois dá acesso a muito mais cursos universitários que qualquer outra. Assim, visto que não sabia ainda o que queria fazer - aos 15 anos pouca a gente tem certezas de vida, creio eu - escolhi ciências até porque na altura Engenharia do Ambiente me soava bem.
       É claro que pelo décimo primeiro ano vi que nem matemáticas nem químicas e físicas eram áreas em que me sentia tão confortável como em filosofia, português, inglês e, mais tarde, psicologia já no décimo segundo. Não tardei a compreender que era uma mulher de palavras e não de números e equações e que entrar em Direito era o meu sonho. (Confesso que agora que cá estou tenho a clara noção que fantasiei demais e que isto não é um mar de rosas)
        As provas de acesso ao curso são escolhidas por nós entre Português, História e Inglês e temos de optar por duas delas. Isto aqui em Coimbra, que no resto do país eram as duas primeiras obrigatórias. Ora, por que raio não poderia eu aceder ao curso que queria só porque com quinze anos não fazia a menor ideia do que gostava que fosse o meu futuro? Se estou em desvantagem em relação aos meus colegas que têm as bases de história do secundário? Sim, estou, mas é problema meu e em altura alguma deveria ser um entrave para eu cá estar - até porque mesmo não tenho tal disciplina no secundário é uma área por que me interesso e leio bastante sobre o assunto.
       Mais! No curso em questão o fundamental é o português, língua em que estudamos e nos expressamos, e nesse exame tive dezassete qualquer coisa, arredondando, dezoito, se a memória não me falha. E tenho falado com muita gente que alegadamente merece estar lá e teve dez ou onze no mesmíssimo exame. Se estiveram em Letras e se acham mais dignos que eu a estar em Direito, não deveriam ter tido notas mais altas?
      Também é de valor relembrar que eu, que estou tão mal no curso porque sou uma herege lá das ciências, fiz cadeiras e os que são iluminados pelo Senhor porque tiveram história e geografia andaram ali a patinar e não fizeram nada um semestre inteiro. É por isto que antes de falar devemos olhar para o nosso umbigo e ver o que a casa gasta.

      Só espero não voltar a ouvir a mesma provocação conversa.


* Também ouço coisas como "nós viemos de letras e tínhamos menos escolhas, tu estás aqui a roubar-nos o lugar". A estes respondo da seguinte forma:
     ponto 1: quem tem boas notas não se preocupa em ver o seu lugar roubado porque o tem seguro.
     ponto 2: eu tive de fazer provas de ingresso que não faziam parte do obrigatório, tive de estudar matérias que não ouvi falar nas aulas e cá estou. Assim, se quisessem outro curso, faziam o mesmo que eu e propunham-se a fazer as provas de ingresso necessárias.
     ponto 3: se estavam tão preocupados com as escolhas que iam ter no fim, escolhiam a área de ciências também e depois tinham tudo à vossa disposição. Tão simples como isto.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Hoje há greve?

     O nosso país chegou a um estado tal que foi criado um site que nos ajuda a perceber se vamos conseguir chegar onde queremos. Ao que parece vou conseguir deslocar-me até ao ribatejo este fim-de-semana. Agora é fiar-me na sorte.

Fail #2

        Depois de ter passado três horas a olhar para o quadro da sala de aula a tentar decifrar o que lá estava escrito que me parecia imperceptível mesmo com os óculos postos, proferi a seguinte pérola:
  
  MariaEduarda: Eu sei que não ando a ver nada... Tenho de aumentar a legislação.

        E é isto. É o que dá estar a dois dias da frequência de direito constitucional. Mas legislação e graduação rimam, por isso até que tenho desculpa...

Fail #1

    Pessoa 1: ... aquela, a Tânia do Ninjutsu ...
    Pessoa 2: A Telma Monteiro do Judo?
    Pessoa 1: ... pois.

      E só por curiosidade, eu sou a pessoa 1. Sempre tive uma queda terrível para o desporto.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Caríssima Axe,

    Venho por este meio pedir que se alie aos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra e ajude os sujeitos que mais parecem aqueles bonecos malcheirosos (quem os inventou andou aqui nos autocarros, tenho a certeza).
    Em vez de irem para o Sudoeste dar desodorizantes ao pessoal que acabou de tomar banho, que venham para aqui dar essas oferendas a quem precisa delas! Que o façam por mim e pela saúde pública. Se a situação já está dramática e estamos em início de primavera creio que daqui a um mês ando verde. Ou já nem ando, sei lá, desmaio na viatura...

domingo, 3 de abril de 2011

Kwantta

       Os Kwantta são uma banda de Abrantes e eu gosto imenso deles. São uma mistura de rock, música tradicional, blues, reggae e funk. Recentemente ganharam o concurso de bandas cá em Coimbra e vão actuar na Queima das Fitas dia 13 de Maio! Vão abrir o palco principal nesse dia. Sei que basta eu dizer que tenho amigos na banda para que a minha opinião seja tida como tendenciosa, mas eles são realmente bons. 




      Os Kwantta foram os vencedores do Festival RibaRock2009 em Coruche, os vendedores do Festival ShoutOut 2007 no Centro Cultural Malaposta em Lisboa e os vencedores do Concurso de Bandas da Queima das Fitas de Coimbra 2011, acutando com James no Palco Principal.


     Este é o site oficial que de momento está em remodelação mas que abrirá em breve.
     Este é o facebook deles.
     Esta é a página do youtube deles.
     Este é o myspace deles.
     Esta é a página do palco principal.

      Os elementos da banda são:
      Marco Pereira - Voz, Guitarra Eléctrica e Trombone
      Diogo Pereira - Guitarra Eléctrica, Voz e Cavaquinho.
      André Marques - Bateria
      Eduardo Soares - Baixo
      Mauro Moura - Sintetizador e Piano
      André Teixeira - Acordeão
      André 'Alentejano' - Saxofone
      António Freire - Vj

Prontos para o mundo Kwanttico?

O desenrascanço

      Nós, portugueses, somos sábios no que toca a desenrascarmo-nos seja do que for. Aliás, é uma coisa tão nossa que mais nenhum país tem a palavra desenrascar no seu léxico. Desde cedo que sei do potencial desta arte, como se pode comprovar pelo episódio que vou relatar agora.

      Há uns anos, algures no meu décimo ano, creio eu, houve um peddy paper lá na escola no âmbito da semana das línguas. Esta semana era o auge de um período qualquer porque havia actividades a interromper as aulas constantemente e as refeições eram típicas de um qualquer país das línguas que estudávamos - inglês, espanhol, português e francês.
       Ora, eu e mais três colegas lá nos aventuramos no peddy papper que era um tanto extenso e nós queríamos desesperadamente ganhar porque uma das equipas adversárias tinha lá a menina prodígio da altura. Já casados de correr pela escola, subir e descer escadas, encontrar postos, pensar nas respostas que nem sempre eram as mais fáceis e estar sempre de olho nas equipas opostas para ter a certeza que éramos os mais rápidos, fomos confrontados com a seguinte pergunta:

           - Quem foi o inventor da imprensa?

        Pois, numa situação de calma responderíamos prontamente que tinha sido o ilustre Johannes Gutenberg, visto que era matéria daquele ano lectivo e deveríamos ter tal facto fresco na memória. Mas no meio da correria e com os outros a tentarem passar-nos a perna tivemos de dar aso ao desenrascanço e respondemos...

          - John News.


        O certo é que foi a rapidez com que dissemos uma barbaridade destas que nos valeu a vitória.



Ainda sobre a manifestação dos estudantes

      É verdade que todos temos o direito de nos manifestar e reivindicar tudo aquilo a que achamos que temos direito, mas que credibilidade se espera de uma manifestação se o que usam para me convencer a aderir é o facto de estarem a confeccionar bifanas? Isto é verídico!
      Na sexta feira da semana que antecedeu esta última cheguei à faculdade e fui recebida por uma espécie de acampamento cigano perto da Porta Férrea que tinha cartazes como "Propinas não! Bolsas sim!". Assim que passo pelos manifestantes há um que se levanta e me aborda da seguinte forma "Queres-te juntar a nós? Temos bifanas!". Fiquei tão perplexa que acho que não me ocorreu nada para lhe responder.

       Mais! Para que querem então bolsas se não houver propinas? Basicamente o que eles pediam era para lhes pagarem para estudar. Uma maravilha portanto...

       E é por ver coisas destas que não me consigo aliar a manifestação alguma.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Pedreiros, os espalha charme.

        Os profissionais das obras e coisas que tais são, regra geral, pessoas muito espirituosas. É raro uma mulher - mesmo que ela se assemelhe a um gnu - passar perto de um destes senhores e não ser brindada com elogios a roçar o javardola quando estes não são descrições de um chavascal tremendo.

         Em frente da minha faculdade há obras. A Universidade de Coimbra candidatou-se a património da Humanidade pela UNESCO e então está a sofrer obras de requalifiação. Dito isto percebe-se que de manhã vejo-me obrigada a ouvir trogloditês e, felizmente, nem sempre percebo a mensagem transmitida. O último que me lembro de ouvir foi uma coisa do género "Há umas boas mas há outras ainda mais boas". Como se comunica neste dialecto? Que raio de pseudo piropo é este? Não sei qual era a ideia do transmissor, mas não funciona.

        Depois de dezanove anos de existência e de várias curtas trocas de informação com pedreiros concluo que deverá existir uma entrevista de trabalho qualquer onde o critério de escolha é o grau de trogoditice aguda de que sofre o empregado e da quantidade de piropos que ele sabe. Ou há workshops deste tipo de conversa.

P.S.- Visto que isto mais não é que um generalismo, acredito que haja pedreiros "sérios".

Coisas que me desalinham os chakras

- Perder o autocarro.
- Querer beber leite e a última pessoa com a mesma vontade ter acabado o pacote que estava no frigorífico e não ter aberto um novo e posto lá. Não consigo beber leite não frio.
- Estar dois minutos à procura do que quero na minha mala.
- Ter de esperar seja pelo que for. Sou a impaciência em pessoa.
- Ouvir campainhas e toques de telemóvel.
- Esquecer-me que há familiares, amigos e conhecidos a ler isto e escrever mais do que quero que se saiba.
- Saber que está sol mas que tenho de me enfiar numa sala da aula por longas horas em vez de ser numa esplanada.
- Ganhar força para fazer uma coisa cuja vontade habitual de a realizar é zero - tipo estudar - e no preciso momento que me desloco para a executar surgir alguém que ma manda fazer - tipo "Eduarda, vai estudar".
- Ter de escolher a roupa a usar no dia seguinte.
- Ouvir lamúrias prolongadas de outros ("porque só o lamentar não me deixa avançar", já diziam os Kwantta - clicar para ver o vídeo)
- Querer escrever e ter gente à minha beira.
- Acordar com barulho ou despertadores infernais. Também inclui pessoas que tenham a triste ideia de me acordar.
- Agarrarem-me ou pensarem que sou compatível com excessivo "mel". Todavia há sempre uma ou outra pessoa com autorização para tal.
- Entrar no meu quarto e perceber que o meu queridíssimo irmão achou por bem depositar a artilharia toda dele em cima da minha cama e secretária.
- Escrever muito e no fim odiar tudo o que foi produzido acabando por reencaminhar tudo para o lixo.
- Falar e alguém decidir sobrepor a sua voz à minha - tipo o meu irmão, lá está...
- Andar no youtube e, em vídeos portugueses, ver comentários de ódio por parte de brasileiros que ridicularizam a minha nacionalidade.
- Ver gente a assitir a touradas ou pessoas que não gostem de animais.
- Ficar na faculdade à espera de uma nota e ela não sair nesse dia.
- Perceber o que são as prendas que vou receber nos anos e no natal antes de as abrir.
- Sair à noite e estar no mesmo bar/discoteca que pessoas com mais quarenta ou cinquenta anos que eu. Tenho sempre a sensação que algum de nós não está no sítio certo. E acho que não sou eu.
- Encontrar um DVD do Johnny Deep antiquíssimo na Fnac e perceber que custa 14,50€.
- Ser obrigada a socializar com pessoas que só se sentem bem a falar mal de outros.
- Deparar-me com seres que dizem coisas como "tu não ouves boa música" ou "não sabes o que são bons filmes".
- Ver gente a escrever LOL. Detesto essa sigla. Ódio de estimação. Isso e a Hello Kitty.

O quase boicote às aulas na UC

      
        Mas quem é que acha que não ir às aulas num dia em que é o próprio director da faculdade a decretar que não podem ser marcadas faltas e ser dada matéria nova é boicotar seja o que for?
       Que raio de manifestação estudantil é esta em que se tem permissão superior para faltar em modo de protesto? Isto não é protesto algum.

        Faltar às aulas para se manifestarem e não serem marcadas faltas é o mesmo que um trabalhador fazer greve e receber o mesmo salário. 

        Ou sou eu que não tenho capacidade de acompanhar estas novas modas ou então o boicote de hoje foi tudo menos um boicote.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Coisas pequeninas que me deixam estupidamente feliz

- Ver filmes embrulhada numa manta com uma boa companhia, de preferência.
- Pegar no telemóvel no momento exacto em que recebo uma mensagem.
- Ouvir música no iPod no caminho casa-faculdade e faculdade-casa.
- Meter a mão na mala e apanhar à primeira o que procuro.
- Passar a tarde enfiada numa Fnac.
- O A. chamar-me 'querida'.
- Receber muitas mensagens no telemóvel assim como emails e cartas no correio.
- Beber café.
- Acorda e ser brindada com o silêncio da casa vazia ou da ausência de mais ninguém acordado que não eu.
- Ouvir a seguinte frase "então hoje ficamos por aqui" e ter permissão para me retirar da sala de aula.
- Olhar para o horário e ver que terça e sexta entro às onze horas.
- Convidarem-me para ir ao cinema ou a um concerto sem saberem qual/quem é o meu filme/cantor/banda preferido e acertarem em cheio.
- Jantar fora com os amigos em Abrantes.
- Ver filmes do meu pai às tantas da manhã e rir sozinha no quarto.
- Estar sozinha em casa.
- Passar uma tarde inteira numa esplanada com um café e horas de conversa e gargalhadas.
- Escrever muito.
- Tocar piano.
- Ver filmes sobre a Segunda Guerra Mundial.
- Falar com pessoas incrivelmente inteligentes e/ou conhecedores de um particular tema que me interesse. Gosto de ouvir.
- Ouvir relatos do meu avô do tempo da ditadura, da PIDE, da opressão, ...
- Debater todo e qualquer tema. Ganhar o debate, de preferência.
- Arranjar as unhas (ritual semanal).
- Ver série televisivas de forma compulsiva (ver uma série inteira num dia ou dois, por exemplo).
- Ser surpreendida. Desde uma visita inesperada até uma prenda (que pode até ser um bocado de papel) visto que é muito complicado surpreender-me. Descubro sempre antes de tempo o que vou receber ou sei que me vêm visitar.
- Falar com estrangeiros.
- Estudar história - mitologias, guerras, evolução humana, os maias, os egípcios, hitler, salazar, descobrimentos... Vale tudo.
- Saber as letras das músicas que gosto todas de cor.
- Magicar a decoração de determinada divisão e depois rumar a lojas como o IKEA e montar aquilo que imaginei.
- Fazer montagens de fotografias no meu quadro de cortiça, assim como pôr as insígnias da capa e papelada de valor.

terça-feira, 22 de março de 2011

E quem vai ver o Yann Tiersen...

... ao Porto dia 7 de Maio, em modo aventura por várias razões, nomeadamente uma, que é só o melhor compositor de sempre? EU! Nem me consigo lembrar de há quanto tempo ando há espera de ver um concerto do senhor.



Sublime.

Queima das Fitas 2011 em Coimbra


E eis o cartaz oficial da Queima das Fitas de Coimbra 2011, feito pelo Manuel Morgado, que ganhou o concurso de cartazes. O site oficial do evento também já existe e é este.

Quanto ao cartaz de bandas já estão confirmados para dia 6 de Maio os Deolinda e os Editors.


Queima, porque demoras tanto tempo a chegar? 44 dias para eu trajar pela primeira vez... 

Os homens e as pitinhas

          Enquanto andamos entre o sétimo e o nono ano (idade em que passei a ter aulas na escola secundária lá da cidade) almejamos estabelecer contacto com os rapazes do secundário. É sabido que todas as raparigas sonham em arranjam um amigo especial mais velho. Mas isto é quase sempre só um sonho porque os rapazes nessa altura acham que tudo o que não seja do décimo ano pelo menos é uma criança. E descartam-nos, duramente, como se fossemos bebés.
           A verdade é que chegamos à faculdade e são os "doutores" que vêm de encontro às caloiras. Isto é, gente com mais dois, três, quatro e cinco anos mais que nós que, subitamente, ficam interessados na camada mais jovem.

          Mais uma vez concluo que o homem é um ser estranho. No espaço de um ano, a mulher deixa de ser uma menina para passar a um objecto de desejo, de procura. O homem passa a ter um sentimento de protecção e perde aqueles pensamentos de chavascal absoluto que tinha com mulheres mais velhas. O jogo inverte-se e a piada, pelo que eu percebo, passa a ser ter uma mulher mais nova porque esta passa o ar de mais indefesa, mais atraente portanto. Se não é isto, continuo a não perceber nada do complexo interior masculino.

A facilidade das mulheres

         Afinal, o homem quer uma mulher fácil ou sempre prefere o jogo da conquista? E o que é uma mulher fácil? Quão difíceis devemos ser?

        Ainda não consegui compreender bem as regras sociais que delimitam as barreiras que a mulher não pode pisar nas primeiras conversas e encontros. Imaginemos que uma mulher conhece um sujeito que lhe interessa e que este se mostra exactamente na mesma onda. Até onde deverá ir a mulher sem soar desesperada? E como se sabe que não se está a ser demasiado fria e a passar a ideia de desinteresse?

        Tenho vindo a analisar isto e parece-me que a barreira desinteresse/oferecida é muito ténue. Se uma mulher conhecer um sujeito com um metro e oitenta, olhos claros, simpático e inteligente e lhe disser nas primeiras conversas que ele é giro ou que representa praticamente tudo o que ela aprecia num espécime masculino, vai soar desesperadíssima e que é descartável. Mas se ela não diz nada para não incorrer no erro supramencionado acaba por fazer com que o sujeito em questão pense que o interesse nele é nulo e que dali não consegue nada. E é por isto que os homens são complicados.

O meu pai

  
     O meu pai é a melhor pessoa do mundo. Não é só melhor pai, é a melhor pessoa. É, sem qualquer espacinho para a mais pequena dúvida, a pessoa de quem mais me orgulho no mundo e um exemplo. Soa a cliché, mas é a mais simples verdade. Eu quero, um dia não assim tão longínquo que eu sou impaciente, poder ter o que o meu pai tem. É assim uma coisa muito de menina pequenina, aquele prazerzinho de dizer aquele é o meu pai.
      Acho que o que mais me impressiona é saber que ele teve tudo para se perder e isso não aconteceu. Desde a perda prematura do pai e todas as consequência a nível de estrutura familiar que isso trouxe aos anos enfiado nos Pupilos do Exército que só pode ter sido muito duro (tendo em conta que foi há vinte e tal anos), tudo podia ter feito dele um rebelde, sei lá, uma pessoa amarga. E não aconteceu nada disso. É, acreditem no que digo, a melhor pessoa do mundo. Boa pessoa demais até, se é que tal conceito existe.
      Vejo o que ele tem e o que podia ter e não consigo evitar sentir-me uma formiga comparada àquilo que ele é e sabe. É a pessoa mais inteligente que conheço, e espero piamente que isso esteja algures nos genes e que passe, pelo menos, para a minha prole se não se manifestar em mim (esforço-me para que o gene seja activado, diga-se).
       O meu pai foi comigo para o Sudoeste no ano passado. Mas que pai normal é que fazia isto? Nenhum. É por isto que o meu é o melhor, porque não deixa que o que o socialmente correcto o impeça de estar onde quiser com os filhos sem, felizmente, perder a noção do ridículo (que ele foi porreiro o suficiente para me deixar no meu espaço). E ele ouve coisas como Xutos, ACDC, Iron Maden, Scorpions, The Doors, Pink Floyd, boa velha música, pronto. Dá para ouvir música com ele, ir a concertos, dá para ver nele uma boa companhia.
       Se há coisa que diz muito do meu pai é referir que sempre que eu me lembro dele desato a rir sozinha. Posso estar a ter o pior dia do mundo, mas se me lembrar de conversas, de vídeos, de momentos, começo a rir sem razão aparente. Porque isto é ele, riso, boa disposição, bom humor, piadas inteligentes, piadas menos inteligentes, conversas sobre o estado do país, debates profundos, lições morais sobre a vida, mais risos e piadas idiotas.
      Obrigada pelas conversas - ou deverei dizer discussões? - filosóficas sobre os mais diversos temas que por vezes nem têm sentido nenhum. Agradeço não me deixares ganhar porque é isso que me dá calo, me dá estaleca e força argumentativa.
      Obrigada por não comprares o que gostas se souberes que eu ou o meu irmão gostamos de outra coisa. Sei que isso não pode ser considerado prescindir do teu bem estar em detrimento do nosso porque se estamos bem, sei que também estás.
      Obrigada por tudo o que não dizes e que eu sei que sentes e pensas. No fundo és muito mais transparente do que imaginas.
       A cima de tudo, Obrigada por sem o saberes ou teres incutido tal coisa, seres um exemplo, um modelo a seguir, um herói.
       Obrigada por seres o meu pai.


Fiquei inebriada com o espírito do Dia do Pai e decidi fazer isto, ainda que já fora de tempo para esse dia, mas a tempo para uma vida.

terça-feira, 8 de março de 2011

Pode repetir? Não ouvi.

        Mais do que se exigir determinada escolaridade aos indivíduos que se propõe a trabalhar no atendimento ao público, deveria fazer-se um teste às cordas vocais de tais pessoas porque me tenho deparado com espécimes que falam tão baixo que eu, inevitavelmente, acabo por pagar com cartão porque não consigo ouvir a quantia que me é pedida. Ainda há dias aconteceu o seguinte numa caixa de uma farmácia:
         - Quanto é?
         - ... (qualquer coisa completamente inaudível)
         - Desculpe?
         - ... (repete-se o mesmo)
         - Quanto?
         - ...
          Desisti e entreguei o cartão.

         Quando será que quem está a atender percebe que a mensagem tem de ser bem interpretada pelo receptor para que haja condições de negócio? Mais do que prever a boa fé e a entrega do bem e afins, o código civil devia prever uma punição para quem não se faz ouvir na hora da compra e venda. Para que raio quero eu que o vendedor aja de boa fé se eu não o consigo ouvir? É que mesmo que ele me queira enganar, eu não consigo entender.

Coisas que não entendo IV


     Não entendo este fenómeno de tirar fotos a pés e a dedos a formar estrelinhas. É coisa para se verificar na faixa etária dos 12-15 anos e sempre me passou ao lado. Isto e aquilo de se chamarem manas e manos e identificarem mais irmãos no facebook do que o número de associados ao Benfica.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Homens da luta e da vergonha

      Não percebo bem o povo deste país. Só sei que depois de ter percebido - e não visto, porque nunca vi o festival da canção, admito - que os Homens da Luta vão representar o país ao estrangeiro acredito piamente que se o Tiririca vier para Portugal chega a Primeiro Ministro ou Presidente da República.
      De resto, acho que o festival perdeu quase na totalidade a magia que tinha antes pelo que percebo através dos relatos dos meus pais que me dizem que o país parava para assistir àquilo. E se ainda havia uma réstia de credibilidade foi-se com este último acontecimento.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Os três - resposta ao Dexter

para ler o post original é só clicar aqui, e ir ao Confissões de Uma Mente Depravada.

   As três figuras da História recente ou antiga com quem eu gostava de conversar pelo menos uma hora são:

1 - Adolf Hitler: Não me lembro se já o referi aqui mas sou uma grande fascinada pela segunda guerra mundial. Hitler é, sem dúvida, uma grande figura desse tempo e daria tudo para lhe perguntar qualquer coisa como "Oh sócio, mas como é que te passou pela cabeça chacinar judeus basicamente porque sim?". Claro que sei as motivações que o levaram a tal, as crenças que ele tinha, mas queria que ele me explicasse que raio de ideia lhe passou pela moleirinha. É preciso ser-se genial para arquitectar um plano daquela envergadura, com os detalhes de execução que ele tinha. Não sou psicóloga nem estou a estudar para tal, mas gostava imenso de estudar este senhor. Afinal de contas, ele conseguiu mover massas a pô-las a alinhar em todas as barbaridades que pudesse dizer, sem sequer pestanejarem.

2 - José Saramago: Com a leitura obrigatória do Memorial do Convento a coisa podia ter dado para o torto porque tenho uma incapacidade natural para reagir bem quando sou obrigada a fazer seja o que for, mas a verdade é que já tinha lido As Pequenas Memórias e fiquei fascinada pelo percurso de vida do senhor. Era arrojado no que dizia, deixou textos brilhantes e aquela escrita dele sem a pontuação comum e organizada de uma forma muito pessoal é tudo aquilo que eu gosto - é diferente. Gostava de ter um debate com o Saramago sobre religião.

3 - Kurt Cobain: Gostava de perceber como é que se pode ser tão bom no que se faz e ter-se uma vida tão miserável assim como a auto-estima. Quem diz o Kurt diz Fernando Pessoa. Se pudesse, tinha uma conversinha com estes sujeitos para perceber o fenómeno do artista deprimido.


Não referi o Johnny Depp porque esse é um dado base. 

Egoísmos

         Somos todos movidos por interesses egoístas – uns mais que outros. Não fazemos isto ou aquilo com base no bem estar geral, deixemo-nos de hipocrisias sociais. Procuramos o nosso momento de bem-estar, a nossa zona de conforto. Claro que uns podem abdicar de uma cota parte disto em prol  dos outros (atitude louvável, diga-se. Digna de um mártir)  mas, regra geral, todos nós temos um fundo nada altruísta que se debate por encontrar a melhor saída para o que almejamos.
        Somos tão egoístas que escolhemos uma pessoa porque ela tem parte de nós, - um pedaço que nos falta e foi escondido noutro indivíduo qualquer para que a nossa existência se prenda nessa procura, nesse jogo -  e não porque ela, em si, é a nossa pessoa. É tudo uma vontade individual de nos sentirmos completos e não um desejo desmedido de tornar outro feliz. Nós queremos que a outra pessoa esteja bem porque ganhamos com isso, a verdade é esta e a prova disso é que tudo se faz na espera de poder cobrar o feito mais tarde: ou bolos que se oferecem para depois receber flores, ou uma massagem que se dá porque se sabe que acaba numa espécie de sinfonia sexual ou até mesmo a mensagem que se manda  na espera de receber uma resposta. Se assim não fosse, não se fazia nada. Se não quiséssemos receber resposta, não mandávamos mensagem. Se não quiséssemos flores, não oferecíamos outras prendas – ou oferecemo-las para pagar as flores já recebidas. É tudo um contrato social, um negocio entre dois sujeitos que se comprometem  a conjugar interesses de forma harmoniosa e a dar & receber (nunca apenas um destes) equitativamente.  Subimos um degrau sempre a contar que o próximo seja o outro a subi-lo e por aí em diante. Forma-se uma equipa constituída por dois elementos que têm um interesse egoísta , que por sinal é comum ao  de toda a gente – ser feliz.
        Bem, isto ou é egoísmo ou então sempre há amor, Não sei. 

de volta


   Depois de uma longa ausência, voltei.
   Não ganhei à FDUC levando-a a zeros, mas ganhei. Levo dois recuerdos do primeiro semestre para depois.  No fundo era este o objectivo, não fazer tudo para não ficar com saudades (not).
      E, sem férias algumas, começou o segundo semestre que é composto pelas seguintes cadeiras: Direito Constitucional II, Economia Politica II, Introdução ao Direito II, História do Direito Português e Inglês Jurídico. Estou em pulgas em relação a esta última porque gosto quase tanto de tal idioma como da minha língua materna, pelo que ter aulas com um senhor british é um momento – de quatro horas - de relaxamento durante a semana.
       E para começar o novo semestre em grande arranjei um belíssimo entorse. A culpa é de um estranhíssimo fenómeno da noite coimbrã: à noite chove azeite nas ruas. Ora, com isto, é óbvio que às três e tal da manhã eu ia torcer o raio do tornozelo. Enfim, uma semana de cama, talas, canadianas, gel anti-inflamatório, analgésicos e gelo.
        As praxes – tema sobre o qual não me posso alongar porque tudo o que eu disse pode e será usado contra mim quando for altura de ser praxada – hão-de recomeçar algures nas próximas semanas. Que venha a queima das fitas bem depressa.

       A modos que é isto a minha vida. 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Avó,

         escrevo isto aqui porque acredito piamente que aí há internet. Afinal, em pleno século XXI onde é que não há internet? Pronto, está bem, há para aí um país ou outro que não tem acesso a este mundo, mas tu tens, sei disso. Não me perguntes como, mas sei. Da mesma maneira que soube que quando me despedi de ti de manhã na quinta-feira que era a última vez que o fazia. Coisas que não se explicam mas sentem-se.


      
        As tuas mãos geladas, gélidas mesmo!, a tocarem-me na cara enquanto me falavas, lembro-me disso. E de roubares moedinhas - pensavas tu que 5€ era quanto custava, aproximadamente, um café - e de mas dares para eu ir para a faculdade com o meu, chamar-lhe-emos, subsídio de alimentação garantido. É que é uma coisa muito tua, sei lá, essa fixação com o comer. Já devo ter engordado uns vinte quilos, sei lá, e tu sempre com a piada habitual perante o meu comentário em relação à minha alteração fisionómica, algo que era sempre do tipo "pois, eu e o teu avô bem notámos que hoje havia muita sombra, foste tu que passaste em frente ao sol", e dizias isto com a tua ironia seguida de uma gargalhada bem saboreada. E eu irritava-me!
        Ou então dizeres coisas como "não estudes mais, que isso faz-te mal" ou "vais ler isso tudo? não é preciso! lês só um bocadinho, metes lá umas coisinhas certas e eles dão-te pontos". Estas filosofias só tuas, coisas absolutamente deliciosas, que dão para rir quando o cansaço já é muito.
        Sabes o que ia agora? Um pratalhão daquele leite creme que só tu sabes saber. É que nunca mais vou encontrar um igual, sei disso. E os pastéis de bacalhau, e o arroz doce, e a aleteria! E os filhós! E o arroz de forno... que arroz de forno! És uma cozinheira do caraças, sabes disso, não sabes? Por isso é que me deste cabo da linha! Estava eu a trabalhar para ser a próxima Kate Moss e pronto, arruinaste-me os planos! :)

        E agora, recentemente, quando me ameaçaste ao explicarem-te que ao ser advogada, vou, muito provavelmente, ter de defender coisas que não são propriamente morais, e tu disseste algo do género "ai de ti que eu saiba que vais andar aí a mentir!"? Lembras-te? És demais. Só tu mesmo. E disseste mais coisas tolas como esta e esta. Coisas que fazem de ti a minha avó, a que conheci assim, a mulher com quem vivi todos os dias durante cinco meses.

       Sabes o que me orgulha? Saber que me viste entrar em Direito aqui em Coimbra. Saberes que consegui entrar aqui na nossa cidade, no curso que queria, com uma boa média, e gostar do que estava a estudar - pelo menos na maior parte do tempo. Gostei tanto que me pudesses ver fazer a primeira cadeira! A primeira! Lá me viste tu a dar baile em Direito Constitucional I. Feitíssima, vês? E o exame que fiz hoje também me correu muito bem, para que saibas. Mas correu bem porque estavas comigo, a torcer por mim. :)   Sei que lutaste muito para me ver fazer isto. Não me viste ter uma criança, mas eu avisei-te que isso era coisa para ainda demorar. Daqui a dez anos, sei lá! Mas vais andar por aqui, que eu sei.
       E sabes do que me lembro sempre, que tu ficas porque a minha mãe está, e ela tem o teu sangue, e eu o dela. Eu tenho o teu sangue. Sou tu. E ai da biologia que venha para aqui opinar e contrariar o que eu estou a dizer. Se digo que é assim, é e pronto.

      Isto de andar por cá oitenta anos não é pêra doce. Viste tanto, andaste tanto, aprendeste tanto... E eu não consegui ouvir metade das histórias que tinhas para contar, metade das gargalhadas, dos risos, dos ralhetes, das ordens para encher o bandulho... Mas o que ouvi e vi foi suficiente para saber que mereces descansar, mereces ter paz depois da luta e do cansaço que foi andar por cá e seres feliz.

       Gosto muito de ti. E tu sabes disso, tenho a certeza. Põe o pessoal aí desse lado na linha, mostra-lhes o "gordo" lá da televisão que tu adoravas isso. Junta aí uma maralha jeitosa e façam o serão em frente a um televisor qualquer. Divirtam-se e não esperes que eu te largue assim do pé p'rá mão. Eu falo contigo, e tu ficas encarregue de ouvir e mexer aí uns cordelinhos :)  Beijinhos Avó Idalina, já tenho saudades tuas.


P.S.-  Foi desagradável isto de vires desviar atenções do meu aniversário. Agora anda tudo triste. Não achas que bastava ter de partilhar o protagonismo com o Cristiano Ronaldo? Pronto, admito que não me custe assim tanto dividir esta época com a tua memória :)  És linda!

[1930-2011]

sábado, 5 de fevereiro de 2011


Última vez que faço anos e que a minha idade consiste em dois dígitos cujo primeiro algarismo é o 1

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Falsos ateus ou Falsos crentes?

Um dia destes, estava eu a navegar pelo youtube em vez de estar a estudar para os exames, quando encontrei um vídeo de um senhor brasileiro que diz não existirem ateus. Ora, atentemos ao que o sujeito diz:

"(...) eu quero lotar um avião de ateu e quero desligar a turbina lá em cima. Quero ver quem é que é ateu. O cara se converte. A última palavra da caixa preta é "meu Deus!" (...)"

Pois ora bem, o argumento ou exemplo usado pelo indivíduo para fomentar a sua teoria que exclui a existência de não-crentes é tão mal escolhido que tem o efeito inverso ao pretendido. De facto, existem ateus e, seguindo o raciocínio criado pelo senhor, não existem é crentes - existem desesperados.
No fundo, o vídeo que vos mostro fundamenta aquilo que eu e muitos dizemos: que a religião é uma obra do Homem para poder acreditar em qualquer coisa superior que o vai salvar numa situação de desespero. A religião foi criada quando o Homem precisou dela e, agora que ela causa mais guerras e desigualdades do que paz e salvação, não se consegue ver livre dela por estar tão enraizada no mundo. Dizer que um ateu se converte em situação de aflição é o mesmo que afirmar que quem acredita no Senhor é alguém aflito, desesperado, que só o faz por ter medo seja do que for.
Eu com isto não quero dizer que se estivesse num avião prestes a despenhar-se que não diria "Meu deeeeeus!" e não rezaria como se isso me fosse impedir de me tornar uma papa assim que embatesse no chão a centenas de quilómetros por hora. Mas isso não fazia de mim crente nem coisa parecida. Seria só a materialização do desespero num grito que poderia ser "Pai Nataaaal" que o efeito seria o mesmo.

As avós e o enfardanço

          Se há coisa que eu não entendo é a necessidade que as avós (e avôs, alguns) têm em ver-nos assim com uma forma muito semelhante à de uma elefanta grávida de uma baleia. Nunca comemos o suficiente para eles, nunca. Se o meu pequeno almoço é um copo de sumo de laranja natural e uma torrada, falta lá um croassaint, um pastel de nata, um iogurte líquido, cereais e um copo de leite.
         A situação é tão grave que já chegou ao ponto de me ser entregue no quarto um prato com oito pães! Oito! Mas quem é que como oito pães num dia? Quanto mais a um lanche. E eu esforço-me por entender este fenómeno da adoração das avós pelo comer, mas não consigo encontrar uma razão lógica para tal facto. O certo é que a minha mudança de cidade e casa me está a custar largos quilos. Temo pela minha saúde. E estética.

Aventuras com o puto #2

       Era uma questão de tempo até ser presenteada com mais uma tirada do meu irmão assim como um comprovativo de que o lugar no reino dos castigados será nosso... Eis então a anedota acabadinha de ouvir vinda directamente daquela mente iluminada:
  
      " O Carlos Castro virou-se para o Renato e disse:
      - Sabes Rentato, eu sou como o vinho do Porto, com a idade fico cada vez melhor...
      - Ah, então deixa-me ir buscar o saca-rolhas..."

      E pronto, é isto. Somos más pessoas. Muito más pessoas mesmo.

    
      Não, eu não tenho qualquer opinião sobre o que aconteceu ao senhor porque não faço a menor ideia das razões que o motivaram a levar um puto de vinte e tal anos para Nova Iorque nem porque raio o miúdo foi. A única coisa sobre a qual me consigo pronunciar é a falta de sei lá o quê de muita gente que aproveita para dizer coisas como "é bem feita seu panel*iro blá blá blá". Enfim, uma coisa de um baixo nível que até dói ler. Mas desde quando é que ser.se homossexual é merecer ser-se assassinado? 

        Ah, e é só uma piada. Humor NEGRO! Muito negro. Mais negro que o meu futuro no final do resultado dos exames deste semestre...