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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Falsos ateus ou Falsos crentes?

Um dia destes, estava eu a navegar pelo youtube em vez de estar a estudar para os exames, quando encontrei um vídeo de um senhor brasileiro que diz não existirem ateus. Ora, atentemos ao que o sujeito diz:

"(...) eu quero lotar um avião de ateu e quero desligar a turbina lá em cima. Quero ver quem é que é ateu. O cara se converte. A última palavra da caixa preta é "meu Deus!" (...)"

Pois ora bem, o argumento ou exemplo usado pelo indivíduo para fomentar a sua teoria que exclui a existência de não-crentes é tão mal escolhido que tem o efeito inverso ao pretendido. De facto, existem ateus e, seguindo o raciocínio criado pelo senhor, não existem é crentes - existem desesperados.
No fundo, o vídeo que vos mostro fundamenta aquilo que eu e muitos dizemos: que a religião é uma obra do Homem para poder acreditar em qualquer coisa superior que o vai salvar numa situação de desespero. A religião foi criada quando o Homem precisou dela e, agora que ela causa mais guerras e desigualdades do que paz e salvação, não se consegue ver livre dela por estar tão enraizada no mundo. Dizer que um ateu se converte em situação de aflição é o mesmo que afirmar que quem acredita no Senhor é alguém aflito, desesperado, que só o faz por ter medo seja do que for.
Eu com isto não quero dizer que se estivesse num avião prestes a despenhar-se que não diria "Meu deeeeeus!" e não rezaria como se isso me fosse impedir de me tornar uma papa assim que embatesse no chão a centenas de quilómetros por hora. Mas isso não fazia de mim crente nem coisa parecida. Seria só a materialização do desespero num grito que poderia ser "Pai Nataaaal" que o efeito seria o mesmo.

As avós e o enfardanço

          Se há coisa que eu não entendo é a necessidade que as avós (e avôs, alguns) têm em ver-nos assim com uma forma muito semelhante à de uma elefanta grávida de uma baleia. Nunca comemos o suficiente para eles, nunca. Se o meu pequeno almoço é um copo de sumo de laranja natural e uma torrada, falta lá um croassaint, um pastel de nata, um iogurte líquido, cereais e um copo de leite.
         A situação é tão grave que já chegou ao ponto de me ser entregue no quarto um prato com oito pães! Oito! Mas quem é que como oito pães num dia? Quanto mais a um lanche. E eu esforço-me por entender este fenómeno da adoração das avós pelo comer, mas não consigo encontrar uma razão lógica para tal facto. O certo é que a minha mudança de cidade e casa me está a custar largos quilos. Temo pela minha saúde. E estética.

Aventuras com o puto #2

       Era uma questão de tempo até ser presenteada com mais uma tirada do meu irmão assim como um comprovativo de que o lugar no reino dos castigados será nosso... Eis então a anedota acabadinha de ouvir vinda directamente daquela mente iluminada:
  
      " O Carlos Castro virou-se para o Renato e disse:
      - Sabes Rentato, eu sou como o vinho do Porto, com a idade fico cada vez melhor...
      - Ah, então deixa-me ir buscar o saca-rolhas..."

      E pronto, é isto. Somos más pessoas. Muito más pessoas mesmo.

    
      Não, eu não tenho qualquer opinião sobre o que aconteceu ao senhor porque não faço a menor ideia das razões que o motivaram a levar um puto de vinte e tal anos para Nova Iorque nem porque raio o miúdo foi. A única coisa sobre a qual me consigo pronunciar é a falta de sei lá o quê de muita gente que aproveita para dizer coisas como "é bem feita seu panel*iro blá blá blá". Enfim, uma coisa de um baixo nível que até dói ler. Mas desde quando é que ser.se homossexual é merecer ser-se assassinado? 

        Ah, e é só uma piada. Humor NEGRO! Muito negro. Mais negro que o meu futuro no final do resultado dos exames deste semestre...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O primeiro

    Faltam 10 horas e pouco para o meu primeiro exame da faculdade - será às onze horas. E para começar bem tinha logo de ser Economia Política, a cadeira que eu detesto. Enfim, seja o que a sorte e o meu estudo ditarem.
     O meu coração já está parado há dois dias e sono, nem vê-lo. Pode ser que amanha depois do exame volte a ser uma pessoa...