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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Gatos - o perigo


(clicar para ver maior)

     Esta teoria dos gatos assassinos é hilariante. 

     Antes que digam que blá blá blá sou má e não gosto de gatinhos, é mentira. Gosto imenso.De facto, são o meu animal preferido. Ainda assim, acho que a teoria está super bem conseguida.


TwiterSN

   Ainda não consegui perceber este fenómeno que levou algumas pessoas a trocar o Messenger, Skype e afins pelo Twitter. Mas afinal, qual é a piada de ter conversas completamente públicas e com um número de caracteres muito limitados?

Johnny Depp #17


Johnny Depp e Angelina Jolie no The Tourist.

Inveja vs. Motivação

    É bastante curioso reparar na maneira como as pessoas vêm o sucesso alheio. Em vez de tomarem o sucesso dos outros como exemplo, como um patamar a atingir enquanto modo e nível de vida, optam por derrubar os que subiram para ficaram os dois no mesmo nível, em baixo.
    Todos conhecemos, de certeza, meia dúzia de exemplos de pessoas que magicam planos do arco da velha para derrubar quem, por mérito próprio, conseguiu vingar em qualquer aspecto na sua vida. Este tipo de mentalidade assusta-me. Porque carga de água não há-de um indivíduo aproveitar um exemplo de sucesso para o tomar como uma sugestão de mudança ou um método para poder atingir a mesma qualidade de vida? Porque é que se há-de lutar por uma igualdade diminuta? É esta pequenez de raciocínio que torna um povo miserável.
      Em vez de se lutar por um patamar elevado de vida comum a todos, advoga-se uma igualdade pequena. Basta reparar que se luta pelo corte dos ordenados elevados, regalias dos outros e outras coisas consideradas luxos. Ao invés disto, deveria tentar estabelecer-se uma luta pela igualdade onde todos os cidadãos tivessem acesso às grandes coisas da vida (vistas com um olhar meio consumista, claro. não creio muito na felicidade com o amor e uma cabana).

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Muse e Twilight


 


"I don't understand why people are angry that good music has been spread to the masses?

So what if Twilight is a load of bullshit one has to say that the soundtrack is a wonderful collection of music, recognition doesn't destroy a band.

So stop thinking you're a little bit cooler than everyone else just because you list
en to a 'different' band, chill out and just listen to the awsome song?"   by José Tomás.



     Bem dito. Aliás, pensei isto justamente em que percebi que os meus Muse (banda que conheço à vários anos, muito antes da Twilight thing) estavam mega populares por causa de um filme. Tentei educar-me para deixar de gostar deles, apesar de serem um dos meus preferidos, porque não gosto de sentir que gostava de uma coisa que era adorada por massas. A verdade é que passou a ser-me indiferente se quase todos os indivíduos com idades compreendidas entre os 10 e os 20 anos (atirei esta faixa etária para o ar. Será mais extensa?) andem a ouvir a mesma música que eu só porque a ouviram num filme. Don't care. A música deles é incrivelmente boa apesar de, agora, estarem associados àquela saga de filmes (coisa que distingo dos livros). 

Pocahontas - o dilema


Porque é que a Pocahontas preferiu ficar com o feioso do John Rolf (o moreno, em baixo) se o John Smith (o loiro, em cima) é muito mais giro e fez muito mais por ela? O Smith levou um tiro pelo pai da moça e ela corre para os braços de outro?


Sexy Disney


A Pocahontas e o Tarzan são, para mim, os bonecos mais sexys da Disney. Por mim, tinham ficado juntos e pronto. 

Aptidões Culinárias


Em pleno supermercado:
 MariaEduarda: As cebolas até são engraçadas...
Mãe: Eduarda, isso são nabos...


      E pronto. É o meu atestado de inaptidão culinária. Sei fazer muito pouco - cereais, ovo mexido e espaguete. Ah, também sei grelhar coisas que já estejam temperadas, claro. Não sei o que é um tacho, uma panela, ... Sou uma nulidade*. Ainda bem que vou para casa dos avós. Bendita seja a comida da avó.

     *Para piorar o facto de não perceber nada de cozinha, acrescenta-se o facto de ser uma área pela qual não nutro a mais pequena simpatia. Não gosto de comer e, consequentemente, de cozinhar. 

sábado, 28 de agosto de 2010

Ikea

   Ir ao Ikea é quase o mesmo do que idealizar, comprar e decorar as casas para os Sims, mas transposto para a vida real.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

   Durante todo o verão tenho estado em modo offline. Não sei se foi uma maneira de me distanciar da realidade que conhecia para me habituar a um recomeço, se simplesmente, aconteceu. A verdade é que o verão passou por mim sem que eu desse muito por ele. Sabia que dentro de pouco tempo iria para Coimbra - se tudo correr bem, claro - e que abriria um novo capítulo da minha existência. Ainda assim, senti sempre que eram planos ainda distantes e que tinha muito tempo. A verdade é que a 17 dias de saber o resultado da candidatura, continuo a achar que o tempo está a passar incrivelmente devagar e que faltam meses para me mudar.
     Quando se fala em idas ao IKEA é que tenho calafrios. São estes passos da mudança, estas provas, que me acordam e me mostram que falta pouco mais de duas semanas. Tenho de ir arrumar a casa, preparar o espaço que está destinado a ser o meu quarto para que eu o sinta como tal. É uma coisa que preso muito - que o meu quarto seja o espelho do que sou. Se não me sentir em casa no meu quarto, estou muito mal instalada. Tenho de arranjar uma secretária, cortinados, tapetes, conjunto de cama, estantes e outros elementos decorativos. Preto e branco com detalhes rosa, acho que é a combinação perfeita para o meu quarto de estudante.
     As coisas estão a tornar-se tão reais que começo a ficar extremamente ansiosa...

José Pedro Amaro dos Santos Reis


Há qualquer coisa neste homem que me desconcentra. Então quando está com a "roupa de concerto" e com aquelas botas... É, para mim, o único elementos dos Xutos & Pontapés que é atraente. Ainda assim, ele compensa a banda inteira. 

Coisas que não entendo III

       As pessoas que aderem a massas e depois aparentam ter vergonha disso.

       Para ilustrar isto que eu estou a dizer basta pegar em fãs do Justin Bieber, do Twilight, dos Tokio Hotel, da Lua Vermelha, da Britney Spears, ...
       A partir do momento em que se gosta de alguma coisa, para quê negá-lo? Quantos indivíduos que adoram bandas ou séries ou seja o que for, o negam quando confrontados com isso? É muito comum ouvir uma coisa do tipo "eu não gosto assim tanto... ouve-se" quando nós sabemos bem que têm posters de X, fundos de ambiente de trabalho ou de páginas pessoas com Y, roupa ou outros acessórios de Z... Para quê negar? Vivemos num mundo livre e ninguém tem nada a ver com os gostos pessoais alheios.

Johnny Depp #16

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Vivemos rodeados de maneiras fáceis de comunicar...

... e é por isso que a treta do "desculpa não ter dito nada, tenho andado ocupado(a)" não pega comigo. Estar cinco dias sem dizer nada (foi um número atirado ao ar, quem diz cinco dias diz um ou dois ou três ou...) não é desculpável. Há telemóveis, emails, messenger (ou Adium, no meu caso), skype, facebook, twitter, youtube, enfim, mil e uma maneiras de deixar uma marca para sabermos que a pessoa está viva. De todas, prefiro o sms rápido com os pontos relevantes do dia só para manter o contacto. Não custa nada e descansa quem tem saudades ou está preocupado.

Citações da lina

     Tal como tenho vindo a repetir ao longo destes últimos dias, se tudo correr bem, entro na faculdade de direito da universidade de Coimbra. Com esta conquista, regresso para a minha cidade natal, onde está a minha família toda que não a nuclear. Assim, vou viver com os meus avós maternos, o que promete.
     A minha avó tem oitenta anos e já foi submetida a várias anestesias gerais (nove, se não estou em erro). Ora, todos sabemos que este tipo de anestesias tem um grande impacto no cérebro e mata muitas células cerebrais. A juntar a isto, há o facto da senhora ser de outro tempo, e ter outra mentalidade.
     Por não entender a sociedade de hoje em dia, a minha avó é perita em tecer comentários um tanto absurdos. Porém, eu, uma pessoa bastante paciente em relação a certas coisas, delicio-me a ouvir os pensamentos profundos com os quais a minha avó me presenteia. Ora me diz que eu tenho de ir à missa porque as meninas têm de ir, ou que não posso usar calças porque as meninas usam saias, ou até mesmo que as mães de hoje são irresponsáveis porque deixam os filhos sair de casa com as calças todas rasgadas.

      Ainda o mais interessante é ver a minha avó a relatar-me uma história com o maior entusiasmo como se fosse verídica e esta não passar de uma novela ou de um reclame televisivo.
      Perante todas estas relíquias decidi adquirir um caderno para poder apontas as mais variadas ideias e teorias da lina. Tenho a certeza que, mais tarde, vou gostar de voltar a ler e relembrar os momentos.

      Que não haja confusão e que se entenda que não é uma maneira de gozo. A verdade é que tenho o maior respeito pela minha avó e entendo-a perfeitamente. Já sofreu muitas intervenções cirúrgicas e pertence a outra realidade completamente diferente da qual não se conseguiu descolar. De certa forma, é através dela que eu consigo perceber como se pensava antes e a grande diferença entre os homens e as mulheres que era promovida à umas décadas atrás. 
       Com este caderno só quero mesmo guardar momentos e palavras dela. Quero saber que não vou gastar tempo que tenho com ela e que vou ter uma maneira de guardar parte dela comigo, para sempre - nem que sejam palavras. 
  

Cadernos da Patty

      Ando à procura de um caderno* e ontem decidi passar pelo Modelo depois da visita relâmpago ao dentista. Fiquei estupefacta quando encontrei uma espécie de caderno musical (daqueles que têm um mecanismo na capa e quando esta é aberta começa a tocar uma música, na sua maioria, bastante irritante) do Mundo de Patty que nos brinda com faixas da banda sonora desta série. Pergunto-me: qual é a utilidade de dar mais de dez euros por um caderno que nem pode ser levado para a escola? Se é para ouvir a música, compra-se o CD ou saca-se o mesmo na net, que sai sempre mais barato.




* A necessidade deste caderno é explicada no post que se segue a este.
      Era de porcelana. Ou de vidro, não sei. Mas era delicado e, por fim, estalou. O meu chão estalou. Estou então num estado intermédio perdida no meio de palavras ditas e outras apenas pensadas. Não sei se quero existir fora deste lugar...
       Se é suposto não encontrar luzes nos primeiros tempos, eu entendo. Eu espero. O tempo faz questão de passar, por isso, eu espero. Mas espero por quê? Por quem?
        Parece que passou uma espécie de aspirador (ou qualquer outra máquina que sugue) e me limpou a alma. Não está cá nada nem ninguém. Mas estava! Eu sei que estava. E num sopro qualquer, foi-se tudo. Quase deixei de ser eu. Quer dizer, a essência ficou, a semente... E essa não muda, pois não?
       Estou perdida e não sei se as notícias que recebo daqui a 18 dias me vão ajudar a encontrar o que sou, ou se me vão desintegrar.

       18 dias...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Dentes e arames

       Acabei de voltar do dentista para colar, de novo, o arame de contenção*, que já cá está há quase 4 anos. Como eu adoro dentistas (ironia). A comer, decolei o arame do canino superior esquerdo.
       Por mais simples que seja a intervenção à qual sou submetida, não consigo evitar ficar num estado nervoso extremo. Quatro anos com um aparelho na boca com idas ao dentista todos os meses (por vezes, mais que uma ida por mês) não mudaram nada. O medo dos dentistas ficou.

       Ah, e pagar 55€ por um bocado de cola num dente não me ajuda a suavizar a imagem do profissional da dentição.

*Para quem não sabe, é aquele arame que se cola na parte de trás dos dentes da frente (de canino a canino) tanto nos dentes superiores como nos inferiores. Este arame é colado quando se tira o aparelho ortodôntico. 

Dia da defesa nacional

"O Dia da Defesa Nacional visa sensibilizar os jovens para a temática da defesa nacional e divulgar o papel das Forças  Armadas, a quem incumbe a defesa militar da República.
A sua comparência é um dever militar obrigatório para todos os cidadãos portugueses que cumpram 18 anos de idade, que ocorre nos Centros de Divulgação de Defesa Nacional, sedeados em unidades militares dos três ramos das Forças Armadas, de acordo com os editais de convocação."



Treta. Uma grande treta. Um dia perdido a ver patetices sem interesse para mim. Não percebo por que carga de água tem de ser obrigatório. Enfim.
Dia 16 de Dezembro lá me calha a fava a mim... E cá estarei eu, pronta a passar um dia de seca.

The xx - Stars


Ainda estou inebriada. É assim qualquer coisa do divino...

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Relógio de Pêndulo

"... tic tac, tic tac, tic tac ...

 Homem: (dirigindo-se ao relógio) CHEGA! Não te cansas de estar nisso o dia todo? És um fraco, não te desvias do teu caminho. Ora para um lado, ora para outro, balanças-te entre o que já conheces e o que viste no segundo anterior.
          [pausa]
Homem: Bem, na verdade, isso é  o que a maioria faz. Debruçamo-nos sobre corrimões já conhecidos para não haver perigo de cair. E continuamos miseráveis, confinados aos limites mundanos que nos são familiares.
         [pausa]
Homem: Sabes, alguns têm a coragem de arriscar. São eles que aproveitam o tempo, que fazem render este bem mais valioso que o ouro ou os diamantes. Para que quereria diamantes se já não tivesse tempo? Já vi muitos esgotarem os seus segundos. Alguns deles figuras intocáveis, para mim. Imaginas o que senti? Um vazio. Cada tic-tac teu esfrega-me na cara um atestado que inutilidade que passei sem saber. Que ando a fazer aqui? Porque vejo o meu tempo a esgotar-se por entre os dedos das mãos como se de areia se tratasse? Porquê?
               Eu devia saber aproveitar o meu tempo. Está mais que claro que não vais passar a fazer tac-tic e permitir-me repetir segundos passados. Assim, sou obrigado a ouvir-te, e saber que tu não te esgotas, mas os meus ouvidos não te ouvirão para sempre.
         [pausa]
Homem: Como é seres imortal e estar preso dentro de duas linhas imaginárias que não te deixam avançar? Tens um mundo de 360º à tua volta, e só lhe conheces parte, o bocado que te deixam conhecer. É incrível como é tão fácil criticar quando se está de fora. No fundo podíamos ser irmãos, daqueles que são quase iguais. Eu também pouco conheço. Para já, sou novo, ainda... Depois, tenho consciência que sou muito reduzido e que não passo de um nada num tudo demasiado grande para mim. É a imensidão de coisas do tudo que me condena ao nada. Eu queria ser mais, queria ser maior, mas não consigo. Penso em mil e uma maneiras de saltar o limite, e continuo acorrentado aos mesmos lugares e às mesmas caras. Mas há uma cara diferente das outras. Uma cara banhada por cabelos escuros e prendada com olhos verdes. Era só essa cara que eu queria junto a mim e, mais uma vez, não consigo saltar a barreira. Tenho medo de sair do eixo, e não me conseguir encontrar. No fundo, tenho medo de abandonar o meu porto seguro e jogar o maior jogo de todos – a vida.
         [pausa]"


       Não está acabado. Nunca vai ficar. Sou incapaz de acabar uma coisa que tenha ficado em aberto no dia anterior. Não consigo. É por isso que, por mais que seja um sonho meu, não me vejo capaz de escrever um livro. Além de não ter formação em escrita criativa (coisa que gostava bastante e ainda hei-de tirar um curso ou algo do género), sou extremamente crítica em relação ao que faço. Quando releio o que escrevo acho que está péssimo e, assim sendo, não consigo continuar. Ainda assim, para que as palavras não morram no meu papel, ficam aqui, para que eu me lembre que existem.


          Ah, isto surgiu como um projecto para uma coisa com o shôr Cláudio David, Big Boss do Tédio. O blog dele é este.

20 dias...

Faltam 20 dias para saber o resultado da candidatura à faculdade...
Estou mais excitada com a ideia de fazer Erasmus (planos para o segundo ano de curso) do que propriamente com a mudança radical de vida que se avizinha.
Itália, wait for me!

Ateismo


São estes exemplares de pessoas crentes que me fazem pensar que só podem ser sujeitos muito confusos e com pouquíssimos conhecimentos físicos, geológicos, biológicos, químicos e outros que tais.*

*Sem ofensa para os crentes. É apenas uma constatação dos factos baseando-me neste vídeo e noutros tantos do mesmo programa televisivo que estão disponíveis no youtube. É só a minha opinião, e vale o que vale.

domingo, 22 de agosto de 2010

Gostamos sempre de alguém

"Gostamos de alguém, desde sempre. Desde o momento que  vemos a pessoa pela primeira vez, até morrermos. Aquela pessoa que te marca, desde o princípio, desde o momento crucial. Aquela pessoa, que por muito que tentes evitar, recai sempre no teu pensamento quando te deitas numa cama sozinha, no escuro de um quarto, e que aparece sempre nos teus sonhos. Não é uma obsessão, e por muitas vezes nem sequer te apercebes disso, mas é aquele sentimento que está lá sempre. Apaixonas-te por outra pessoa, és feliz com ela, mas há lá sempre aquela coisa que te deixa imaginar como seria se a vida não tivesse corrido assim, se não tivesses tomado a decisão de virar as costas a esse alguém, como teria sido tudo. Mas não voltas atrás, nem tomas isso como hipótese. É sempre aquela dor de barriga quando o vês, há sempre aquela tensão de uma história mal resolvida. Mas ficas feliz por ser assim, por teres conservado aquele sentimento, e no entanto teres encontrado a felicidade de outra maneira."




      Mais uma coisa que estava "perdida" nos meus papeis.  Tem dois anos e continua a fazer sentido. Lembro-me porque surgiu e acho que por mais vezes que volte a ler isto, vou sempre conseguir encaixar na minha vida esta ideia do gostar eterno, do frio na barriga para sempre. Ainda assim, para evitar sofrimento desnecessário, gostava de me conseguir descolar das pessoas, e deixá-las na página da minha vida a que pertencem, mesmo que já não seja na mesma onde eu estou.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Touro responde à letra... ou à cornada.

     Finalmente. Finalmente vimos um animal a responder na mesma moeda. Trinta pessoas feridas. Serão as suficientes para se parar com este hábito absurdo?


Cabeleireiros

       Não gosto de ir ao cabeleireiro. Não gosto nadinha mesmo. Durante algum tempo, o meu cabelo foi cortado em casa, por mim ou pela minha mãe. Depois disso, e porque passei a usar o cabelo muito comprido, passou a ser uma tarefa mais complicada e digna de umas mãozinhas especialistas. O facto, é que sempre que sou obrigada a ir a um salão de cabeleireiros - sítio a onde só vou mesmo obrigada, por já ter uma peruca ridiculamente grande - fico num estado de nervos incrível.
       Por vários anos, se pedia para fazerem franja, saia uma coisa medonha porque o meu cabelo é enorme e não podia ter franjas demasiado curtas visto que ficava a parecer uma coisa tipo barbie-que-sofreu-uma-transformação-capilar-feita-por-uma-menina-de-cinco-anos. Se dizia para escadear mais, ficava que nem uma árvore de natal. As coisas nunca saiam como eu queria.

       Depois de uns anos na mesma cabeleireira (à qual foi, no total, umas 3 ou 4 vezes, se tanto), decidi mudar. Tanto mal junto só podia ser da profissional, não dos meus cabelos.

       Fui então a uma especialista na área na minha cidade natal. Um salão todo pipi e cheio de clientes satisfeitas. Era mesmo ali que ia tentar a minha sorte.
       Mal me sentei naquela cadeira super desconfortável para lavar cabeças, sou confrontada com uma pergunta mais difícil do que as do exame de matemática: "Que shampoo é que vai usar? Cabelos secos, cabelos pintados, cabelos com tendência a oleosos, cabelos oleosos, cabelos oleosos na raiz e secos nas pontas, cabelos estragados, ...?". Uma panóplia de produtos que, para mim, soavam muito ao mesmo, shampoo. Depois de um blackout cerebral, lá me decidi por um. Mas ficou-me uma dúvida: não seria mais o papel da senhora, como cabeleireira, olhar para a minha cabeça e ter uma ideia daquilo que devia usar? Eu sou uma leiga no assunto, mas parece-me a mim, como mera cliente e novata no mundo da estética capilar, que ela devia saber mais que eu!

       Todavia, depois deste episódio, fiquei bastante satisfeita com o corte da profissional. Pela primeira vez, vi o meu cabelo ser bem tratado por uma tesoura. Sem dúvida, um sítio para voltar a visitar, mas desta vez, com o nome do shampoo já na ponta da língua.

É quando vejo estas fotos que percebo que, realmente, o senhor tem quase 50 anos. Ainda assim, comparado ao Hugh Laurie (4 anos mais velho), parece um trintão. 

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Pena de morte - a minha opinião

       Sou a favor da pena de morte. Chamem-me o que quiserem, mas não vejo a imoralidade desta punição perante certos crimes.
       É mais que óbvio que em Portugal o sistema judicial não funciona - entre muitos outros que se encontram na mesma situação. É normalíssimo ver um assassino cumprir uns anitos de prisão, coisa para não exceder uma década, que o senhor preso não se pode fartar, e depois serem brindados com uma liberdade que não merecem. O único castigo justo para os que cometem determinados crimes, é a morte.
       Não entendo onde está a imoralidade - argumento utilizado contra a pena de morte - em matar um violador. Acto imoral é pago com um semelhante. A violação é uma das piores coisas que se pode fazer a alguém. A vítima jamais será a mesma e terá danos psicológicos que o acompanharão para sempre. Qual é a lógica de meter um violador num estabelecimento prisional, com comida e estadia de borla, onde fica durante uns anos e depois sai por bom comportamento? Bom comportamento?! Como é que um violador vem para a rua por bom comportamento? Como?! Não me venham com a treta do argumento "todos merecemos uma segunda oportunidade" porque tenho a certezinha absoluta que a vítima não só discorda, como nunca terá uma segunda vida na qual possa limpar a memória e esquecer a violação!
       Ainda há os assassinos. Se a lógica é que todos têm direito à vida, e se um assassino não age na conformidade desta, deverá sofrer o mesmo fim que ele ditou a um terceiro. Não há desculpa para um assassinato voluntário. Claro que aqui teria de se investigar bem a morte para determinar as causas. Não seria justo matar uma mulher que, por exemplo, matou um marido em legítima defesa ou que matou para não morrer. Quando falo em pena de morte para os assassinos, falo em serial killers, em pessoas que matam a sangue frio, a assassinos calculistas. Há mortes acidentais, e coisas não calculadas. Se iriam haver muitas injustiças a tentar perceber a natureza da morte? Talvez. Quem sabe. Mas matar é matar. E seja incrivelmente premeditado ou um acto espontâneo, há sempre uma vítima que merece justiça. E, mais uma vez, não me parece correcto que um assassino esteja 7 ou 8 anos preso (ou 18 ou 19, sei lá. Tudo o que seja abaixo de prisão perpétua é injusto) e que saia em liberdade porque não se meteu em confusões na prisão.
      Também acho que os incendiários deviam ser condenados a pena de morte, mas estes a morrerem na fogueira. Se há coisa cruel é destruir aquilo que pertence a todos, como são as florestas e matagais e seja o mais o que for. Tem de se ter em conta todo o impacto ambiental e social causado por um fogo posto. Morrem imensos animais, outros tantos ficam sem habitat morrendo mais tarde, perdidos e sem alimento, há vidas humanas perdidas, terras destruídas, paisagens devastadas. Um indivíduo que causa isto tudo não pode ter outro final que não a sensação fantástica de sentir aquilo que ele causa. Afinal, quem brinca com o fogo... queima-se.
      Os responsáveis por lutas de animais e aqueles que os torturam para terem pele ou outros produtos provenientes dos bichos, também deveriam ser mortos. Mais uma vez, não vejo a condenação à morte desta gente como um acto imoral. Acrescento ainda que aqueles que matam os cães arrancando-lhes a pele com eles ainda vivos, deveriam passar pelo mesmo. E enquanto passavam por esse doce processo, alguém lhes deveriam sussurrar: não faças aos outros aquilo que não queres que te façam a ti...

       É de interesse esclarecer que, apesar de ser defensora da pena de morte, não defendo as mortes que passam pela tortura (exceptuando os assassinos dos animais e os incendiários, visto que estes são demasiado mesquinhos nas mortes que causam). Todos seriam condenados à injecção letal. Morte simples e rápida. Ainda assim, aqueles assassinos e violadores que mais não são que monstros, poderiam ser sujeitos a um debato público em que se determinaria a causa de morte mais ajustada.

      É interessante reparar no paradoxo que é a pena de morte. Se um indivíduo for condenado à pena de morte o seu castigo termina ali. Se as prisões funcionassem como deve de ser, talvez fosse mais penoso ser preso do que a morte.

domingo, 15 de agosto de 2010

Once Upon a Time in Mexico


E já cá canta mais um. Sempre que vou à terra natal, há sempre um Dvd novo à minha espera. Desta vez calhou ao Era Uma Vez no México. Para um filme low budget, está muito bom! Gostei da acção da história.




Estado da colecção:
24 DVD's em minha posse.
27 filmes vistos de um total de 38.


Ano Filme (nome adoptado em Portugal)
1984 - A Nightmare on Elm Street (Pesadelo em Elm Street)
1985 - Private Resort
1986 - Platoon (Os Bravos do Pelotão)
1990 - Cry-baby (Quem não chora não ama)
1990 - Edward Scissorhands (Eduardo Mãos de Tesoura)
1991 - Freddy's Dead: The Final Nightmare (O último pesadelo em Elm Street)
1993 - Arizona Dream (Arizona)
1993 - Benny & Joon
1993 - What's Eating Gilbert Grape (Gilbert Gape)
1994 - Ed Wood
1995 - Don Juan DeMarco
1995 - Dead Man (Homem Morto)
1995 - Nick of Time (Minutos Contados)
1997 - Donnie Brasco
1997 - The Brave (O Bravo)
1998 - Fear and Loathing in Las Vegas (Delírio em Las Vegas)
1998 - L.A. Without a Map
1999 - The Ninth Gate (A Nona Porta)
1999 - The Austronaut's Wife (A mulher do astronauta)
1999 - Sleepy Hallow (A lenda do Cavaleiro sem Cabeça)
2000- Before Night Falls (Antes que anoiteça)
2000- The Man who cried (Um Homem chora)
2000- Chocolat (Chocolate)
2001 - From Hell (A Verdadeira História de Jack, O Estripador)
2001 - Blow (Profissão de Risco)
2003 - Once Upon a time in Mexico (Era uma vez no México)
2003 - Pirates of The Caribbean: The Curse of the Black Pearl (Piratad das Caraíbas: A maldição do Pérola Negra)
2004 - Finding Neverland (À Procura da Terra do Nunca)
2004 - Secret Window (A Janela Secreta)
2004 - The Libertine (O Libertino)
2005 - Charlie and the Chocolate Factory (Charlie e a Fábrica de Chocolate)
2005 - Corpse Bride (A Noiva Cadáver)
2006 - Pirates of the Caribbean: Dead Man's Chest (Piratas das Caraíbas: O Cofre do Homem Morto)
2007 - Pirates of the Caribbean: At the World's End (Piratas das Caraíbas: Nos Confins do Mundo)
2007 - Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street (Sweeney Todd: O Terrível Barbeiro de Fleet Street)
2009 - Public Enemies (Inimigos Públicos)
2009 - The Imaginarium Of Doctor Parnassus
2010  - Alice in Wonderland (Alice no País das Maravilhas)
2010 - The Rum Diary
2010 - The Tourist (O turista)
2011 - Rango
2011 - Pirates of the Caribbean 4
???? - Dark Shadows



exemplo - Já vi o filme
exemplo - Já tenho o DVD
exemplo - Ainda em filmagens
exemplo - Em prós- produção
exemplo - Ainda por começar

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Um mês... Já só falta um mês...

         Daqui a 30 dias fico a saber quais são os meus planos para os próximos anos. Não é o facto de ir para a faculdade que me assusta. O que me aterroriza é saber a mudança completa que a minha vida vai sofrer.
         Mudar de cidade e, sobretudo, perder o contacto diário com os meus amigos. Vão-se quebrar laços que, por mais que queiramos, têm mesmo de sofrer alterações. Tenho medo. Não sei detalhadamente de quê, mas tenho.

          Ainda assim, vou ficar muito feliz se vir que entrei no meu curso, Direito, na minha uiversidade, Coimbra.

Comprei o Parnassus


Johnny Depp em The Imaginarium of Doctor Parnassus.

Estado da colecção:
23 DVD's em minha posse.
26 filmes vistos de um total de 40.


Ano Filme (nome adoptado em Portugal)
1984 - A Nightmare on Elm Street (Pesadelo em Elm Street)
1985 - Private Resort
1986 - Platoon (Os Bravos do Pelotão)
1990 - Cry-baby (Quem não chora não ama)
1990 - Edward Scissorhands (Eduardo Mãos de Tesoura)
1991 - Freddy's Dead: The Final Nightmare (O último pesadelo em Elm Street)
1993 - Arizona Dream (Arizona)
1993 - Benny & Joon
1993 - What's Eating Gilbert Grape (Gilbert Gape)
1994 - Ed Wood
1995 - Don Juan DeMarco
1995 - Dead Man (Homem Morto)
1995 - Nick of Time (Minutos Contados)
1997 - Donnie Brasco
1997 - The Brave (O Bravo)
1998 - Fear and Loathing in Las Vegas (Delírio em Las Vegas)
1998 - L.A. Without a Map
1999 - The Ninth Gate (A Nona Porta)
1999 - The Austronaut's Wife (A mulher do astronauta)
1999 - Sleepy Hallow (A lenda do Cavaleiro sem Cabeça)
2000- Before Night Falls (Antes que anoiteça)
2000- The Man who cried (Um Homem chora)
2000- Chocolat (Chocolate)
2001 - From Hell (A Verdadeira História de Jack, O Estripador)
2001 - Blow (Profissão de Risco)
2003 - Once Upon a time in Mexico (Era uma vez no México)
2003 - Pirates of The Caribbean: The Curse of the Black Pearl (Piratad das Caraíbas: A maldição do Pérola Negra)
2004 - Finding Neverland (À Procura da Terra do Nunca)
2004 - Secret Window (A Janela Secreta)
2004 - The Libertine (O Libertino)
2005 - Charlie and the Chocolate Factory (Charlie e a Fábrica de Chocolate)
2005 - Corpse Bride (A Noiva Cadáver)
2006 - Pirates of the Caribbean: Dead Man's Chest (Piratas das Caraíbas: O Cofre do Homem Morto)
2007 - Pirates of the Caribbean: At the World's End (Piratas das Caraíbas: Nos Confins do Mundo)
2007 - Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street (Sweeney Todd: O Terrível Barbeiro de Fleet Street)
2009 - Public Enemies (Inimigos Públicos)
2009 - The Imaginarium Of Doctor Parnassus
2010  - Alice in Wonderland (Alice no País das Maravilhas)
2010 (data prevista) - The Rum Diary
2010 (data prevista) - Dark Shadows
2011 (data prevista) - Rango
2012 - Pirates of the Caribbean 4

exemplo - Já vi o filme
exemplo - Já tenho o DVD
exemplo - Ainda em filmagens
exemplo - Em prós- produção
exemplo - Ainda por começar

Terços


Mas quando é que a população percebe que usar terços não é uma coisa esteticamente agradável? 
Ainda hoje, a entrar numa superfície comercial, dei de caras com um rapaz com os seus 13 ou 14 anos a envergar um terço ao pescoço. Se isto não fosse mau o suficiente, o terço era cor-de-rosa (o que não condizia minimamente com a fatiota do moço).

O terço é um objecto religioso. Sinto-me segura a apostar que pelo menos 50% dos indivíduos que andam com o terço ao pescoço nem são religiosos. É um contra-senso terrível. 
Quanto à capacidade artística de um terço de plástico ao pescoço... muito dúbia. E aqueles florescentes? Nem tenho palavras.

Enfim, é mais uma das modas que eu nunca entendi nem me vejo capaz de o fazer.

Palavrões

         A palavra merda é tão dita que, mais dia menos dia, deixa de ser considerada um palavrão. É mesmo uma questão de tempo. Porra também era uma asneira terrível - pelo menos sempre me fizeram acreditar que sim. E, nos dias que correm, é dita como qualquer outra palavra banal.

Exigências nos homens

Matthew McConaughey

        Não há muita coisa que eu exija num namorado. Ainda assim, há aspectos que me parecem fundamentais e sobre os quais temos, obrigatoriamente de concordar. Isto surge porque sou bastante teimosa e decidida, e caso encontre alguém com opiniões das minhas (relativamente aos tópicos que apresentarei mais adiante), ou é essa pessoa a adoptar o meu pensamento, ou então nada feito. É muito complicado fazerem-me mudar de opinião - com todas as virtudes e defeitos que isto me traz.
        Seguem-se então uma curtíssima lista de coisas que exijo num namorado:

       - Que odeie touradas tanto quanto eu. Quando digo touradas, refiro-me à violência animal - lutas de cães, lutas de galinhas, tortura de gatos, uso da pele animal para produtos de vestuário e afins, enfim, toda uma panóplia de acções que põem em causa os deveres dos animais. Mesmo que esteja encantadíssima com um homem, basta descobrir que ele gosta/apoia alguma destas actividades e está tudo estragado.

       - Que adore animais. Esta exigência acaba por ser uma extensão da última. Adorava ter uma quinta enorme e/ou um mini zoo. Gosto imenso de animais e não me imagino sem eles por perto. Quero ter 9 gatos em casa (foi um número escolhido ao calhas quando era bem novinha. Desde essa altura que tenho esse sonho).

      -  Que tenha gostos de música compatíveis com os meus. Se há coisa que é essencial na minha vida, é a música. Soa cliché, mas é verdade. Desta forma, preciso que o meu namorado consiga ouvir a música de que gosto e que tenha os mesmo ódiozinhos de estimação que eu. Não me vejo capaz de manter uma relação saudável com um indivíduo que goste de Justin Bieber ou Tokio Hotel. Por outro lado, tem de ser uma pessoa amante dos vários tipos de Rock, tem de gostar de algum Metal e de uns toques de Pop. Pessoas que ouvem música electónica, dance ou house (e outros que não me ocorrem de momento) em casa, como música habitual, estão, à partida, fora da minha possível lista de interesse romântico.

      - Que tenha um bom sentido de humor. Além de isto soar cliché - admito que o seja - é ainda uma coisa muito vasta. Cada um de nós tem "botões" que nos fazem rir. Assim, preciso de um namorado que se ria das mesmas coisas que eu. Também convém que não seja fã daqueles filmes que são supostamente cómicos, e não têm piada rigorosamente nenhuma. Humor fácil - graçolas sofre terceiros já gastas, humor à "Fernando rocha" e piadas óbvias sobre funções corporais - não me aquece.

     - Que seja uma pessoa muito simples. Isto é, adorava encontrar um indivíduo que não fizesse questão de comprar uma t-shirt branca numa loja caríssima só pela etiqueta, quando sabe que pode ter uma coisa incrivelmente semelhante (para não dizer igual) em superfícies comerciais muito baratas. Aliado a isto, deve ser uma pessoa capaz de ligar com todas as diferenças sociais.


     E pronto. Não é pedir muito. São apenas pequenos traços que fazem toda a diferença numa pessoa, e que me agradam imenso.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Cintos

     Padeço duma condição qualquer que me faz repetir consequentemente o mesmo comportamento: abrir a porta do carro e tentar sair com o cinto posto. E por mais que eu saiba que o faço imensas vezes, é algo já instalado em mim que parece inalterável. Bem, é até deslocar qualquer coisa.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Toda a verdade sobre o campismo - pelo menos na Herdade da Casa Branca

      Acampar é muito bonito, mas durante 2 ou 3 dias.
      Durante os 8 dias de Sudoeste aprendi a dar valor à minha cama e a uma sanita. É horrível dormir em chão irregular e ter apenas 3 horas de sono por dia por me deitar tarde e ter de gramar com sol na tenda logo às sete da manhã - o que transforma a tenda num microondas.
       Ainda assim, a questão do sono é o menos. Não ter água e ter de fazer xixi para um caixote cheio de cócó alheio não é, de todo, um panorama agradável. Nem a laxantes eu me aliviava ali. Foi uma tortura total.
        Apareci numa reportagem da Sic, a lavar os dentes no banho, depois de uma moçoila se queixar que quer tomar banho e tem de gramar com a pasta dos dentes já mastigada dos vizinhos do lado. Menina, vamos lá a ver se nos entendemos: não há água no parque noutra hora! Sabemos perfeitamente que aquilo funciona com tanques que são cheios pelos bombeiros, e que a água dura uma hora ou duas e acaba. Depois disso, como lavas os dentes? Parece-me que só podes ser um tanto porquinha e não te dedicares a todos os processos de higiene. 90% das pessoas aproveitava o banho para lavar os dentes também. Os restantes, só se o fizessem com água engarrafada.
         AInda sobre o banho, é de valor mencionar que a água era gelada e os chuveiros são ao ar livre. O que ajudava a passar o banho com menos sofrimento era o Dj que estava lá a animar o pessoal e a por-nos a dançar, fazendo-nos esquecer do sofrimento corporal.
          Os presentes da Axe também nos distraiam: tshirts, dados do amor, desodorizantes, pulseiras, ...

      Enfim, uma experiência... diferente, que não sei ainda se repito. Talvez opte pelo Zmar para o ano. Ao menos tenho balneários, piscina, electricidade, água, sombra, ...

Sudoeste 2010 - O rescaldo

     Havia imensos nomes do cartaz que me eram completamente desconhecidos. Ia ver, com mais interesse, Mika, Colbie Caillat, James Morrison, Expensive Soul e Tiago Bettencourt. Acabei por ficar fã de 2ManyDj's.

     Dia 4 de Agosto foi a noite de recepção ao campista. Os primeiros 2 Dj's foram o Nuno Reis e o Dr.Ramos. Achei-os bastante "normais", tendo um concerto dentro da banalidade que conheço daquele tipo de música. Seguiu-se o o Zé Pedro. Oh Zé Pedro, onde é que tens a cabeça? Péssimo, muito muito mau mesmo. Foi doloroso de se ouvir. Eu adoro o senhor, mas tenho de ser sincera e dizer que ele não tem jeitinho nenhum para aquilo. Talvez depois de umas aulas ou depois de muito treino.
    Depois do martírio vieram os 2ManyDj's que foram uma das três melhores coisas do Sudoeste2010. Para além da óptima música brindaram-nos com um espectáculo visual estrondoso. Recomendo vivamente.

      Dia 5 foi o primeiro dia aberto aos restantes "sudoestianos" que compraram bilhetes de um só dia. Depois de algumas voltinhas pelo recinto para conhecer as barraquinhas e stands todos (e recolher todos os brindes que se oferecem) fui para o palco principal, mais uma vez. Vi The Flaming Lips - que não me despertou muito o interesse - para marcar lugar para o concerto seguinte. Com o final deste concerto começou M.I.A. que deu um show incrível. Pequena, magríssima e enérgica, Maya encantou toda a gente com o ritmo da sua música e levou um grupo de raparigas para o palco para beberem tequilla. Para puder brindar todos, um dos seus bailarinos veio com garrafas da mesma bebida para o público e encheu a boca que quem quis. Um concerto louco mas cheio de energia.

     Dia 6 foi o dia dos "famosos" - isto é, foi o dia em que vi mais gente conhecida da televisão. Dancei ao lado do Pedro Jervis, Sara Vicente e Carla Lopes, da Lua Vermelha. Ainda vi o Rui Porto Nunes, já meu velho conhecido e o Henrique Carvalho, os dois da mesma série televisiva. Este último estava acampado também e por isso vi-o várias vezes durante os 8 dias que lá estive.
     No que toca a concertos, passei a noite no palco TMN. Começou com Expensive Soul, que são excelentes e conseguiram imensa gente apesar da hora a que tocaram. Seguiu-se James Morrison, de quem gosto imenso, e que contagiou toda a gente com os seus ritmos pop. Veio depois Colbie Caillat que admitiu ter sido o concerto em todo mundo em que teve mais espectadores. Todos sabiam a letra das suas músicas e houve uma óptima onda.
      Para acabar a noite, para mim, que fiquei cheia de febre e com dores em todo o lado e dificuldades em respirar, chegou Jamiroquai. Conhecia apenas uma música e fiquei a saber que não tinha perdido grande coisa. Apesar do bom espectáculo visual, as suas músicas são todas incrivelmente parecidas. Todavia, o senhor é um grande dançarino e performer.
     É de interesse referir que este dia do cartaz foi duramente criticado por toda a imprensa e, ainda asism, foi um dos dois dias em que notei que estava mesmo a abarrotar de pessoal, que não abandonava o palco principal - o mais criticado.

       Dia 7 foi em grande. Mika arrebatou o Sudoeste inteiro. Mas antes dele actuar ainda vieram as Sugababes que, coitadinhas, estão miseráveis. Completamente descoordenadas e mal vestidas (referindo-me à moça preta que passou o tempo quase nua e a retirar-se para compor o nano mini micro pequeno vestido) as três britânicas só se safaram a cantar as músicas da antiga formação que forma entoadas por toda a gente, não por serem boas mas por nos fazerem relembrar anos da nossa infância e adolescência.
        Depois das desastradas, chegou o rei da noite, Mika. Traduzindo tudo o que dizia em português, o libanês não só deu um óptimo concerto como exibiu as suas capacidades teatrais. Actuou, dançou, cantou, representou, enfim, é um artista muito completo que sabe muito bem como fazer render o peixe. Este ainda foi surpreendido quando, ao cantar We Are Golden, o público levantou as centenas de corações dourados que haviam sido distribuídos previamente pela TMN. Óbvio que qualquer concerto que visse depois deste, ia ser um desastre. As expectativas já estavam altíssimas.

       Dia 8, o último dia do festival, era para mim o pior. Fã incondicional do Tiago Bettencourt, tinha apenas um interesse no cartaz inteiro deste dia. Como esperava, o Tiago foi óptimo e tocou, inclusivé, músicas dos Toranja. Fiquei a gostar ainda mais dele.
       Depois deste, fiquei a fazer tempo para ver o David Getta - músico bastante apreciado pela pessoa que me acompanhou. Foi o pior concentro do festival, a par com o Zé Pedro. A música é péssima e é uma seca. Se já não gostava, fiquei a gostar ainda menos. A única coisa que se safou foram dois senhores que andavam vestidos com uma espécie de fato robot, com neons e luzes, que tinha um efeito visual porreiro. De resto, um enorme Blhark para o senhor David Getta.

  
        Fica aqui a lista de algumas pessoas conhecidas que vi:
        João Manzarra, Vanessa Oliveira, Diana Piedade, Pedro Jervis, Sara Vicente, Carla Lopes, Henrique Carvalho, Rui Pedro Nunes, Rui Pego, Karla Rodrigues (que participou no Achas que sabes dançar?), Pedro Fernandes (que também faz o reclame do Mucho Moche), Íris Cruz (irmã do André Cruz, dos ìdolos, e que também concorreu mas não passou), ...
No final de uma grande paixão, vem sempre o deserto.
Depois, tudo depende da nossa vontade e força para fazer reflorescer o nosso mundo.

Os milionários e as doações

       A ideia de que devia ser obrigatória a doação de dinheiro por parte de milionários ou multimilionários ou o que seja, é absurda. Na verdade, nem tem ponta por onde se lhe pegue - a não ser que se refiram a milionários que adquiriram esse estatuto roubando os outros, aí entendo perfeitamente que devam devolver a quantia desviada ao seu proprietário anterior.
      Se um sujeito enriquece à conta do seu trabalho não tem obrigação nenhuma em dar o que quer que seja a alguém. Tem o que tem por mérito próprio e não há o direito de mexer nisso. Mais, é importante ter em conta que o objectivo desta medida seria dar aos pobres. Mas como se decide quem é pobre ou não? Não nos esqueçamos que há muito português no centro de desemprego a recusar trabalho só porque não acha que tem classe. Estes não merecem um cêntimo. Sabendo que há imensos casos de "falsos" pobres, não faz sentido tirar dinheiro a quem trabalhou para o ter e destribuí-lo por quem está sentado num sofá, sem fazer nada, à espera de enriquecer sem esforço.
       É óbvio que é uma boa acção doar dinheiro e bens a quem realmente precisa, mas esta deverá ser uma acção voluntária. Mais ainda, sabe-se que há centenas (ou milhares) de pessoas riquíssimas - incluindo portugueses - que oferecem imensa coisa sob o anonimato. Estes têm ainda mais valor. Não tem de haver espalhafato sobre uma doação se esta for de coração.

       A única medida que poderia ser tomada para controlar a pobreza seria um controlo sob os ordenados máximos. Por exemplo, ter um limite de ordenado de topo, e que ninguém pudesse ganhar mais que X. Desta forma, acabariam aqueles ordenados absolutamente ridículos dos jogadores de futebol ou outros desportistas. Com o dinheiro amealhado através destes cortes, seria então possível investir em associações de ajuda humanitária ou aumentar o ordenado mínimo. Tudo isto contribuiria para uma menor discrepância social.

Frase preferida de um filme

 "Sem ti, mas emoções do hoje, não passam da pele morta das do outrora."
em O Fabuloso Destino de Almelie Poulain.  *




Ou então:

"Nenhuma causa está perdida enquanto houver pelo menos um louco a lutar por ela."
por Will Turner (Orlando Bloom) em Piratas da Caraíbas.



* O Fabuloso Destino de Amelie Poulain pode ser visto no youtube, legendado em português, aqui.

domingo, 1 de agosto de 2010

Tourada - a minha opinião

          Sou piamente contra as touradas. 18 anos de vida ainda não foram suficientes para eu entender que raio tem aquela "festa" de interessante. A meu ver, não passa de um atestado de estupidez humana.


           O Homem tem de massacrar outros animais que julga inferiores (na verdade, a idiotice é tal que se acha superior a qualquer outro ser vivo) para demonstrar o seu poder - acha ele - e poder ser feliz com a tortura alheia. Não passando de um encontro bárbaro, a tourada trás ao de cima tudo o que há de podre na raça humana. A crueldade e o prazer que se sente a ver a morte de um ser vivo, assustam-me. E é escusado argumentarem que o animal não morre que é absurdo. Sabemos bem que no fim da tourada, os animais são mortos (os que sobrevivem, claro). Pondo a hipótese de não serem mortos e, ao contrário, serem tratados para serem postos na arena posteriormente, estamos perante um quadro mórbido. Que indivíduo tem a coragem de submeter um touro à dupla tortura? Ou terceira, ou quarta, ou quinta... É macabro.
         Um dos argumentos mais utilizados para defender este costume que envergonha o Homem é "é uma tradição". Meus caros, o que está mal, muda-se! O mundo evolui. O casamento, tradicionalmente, era era dois indivíduos de sexos diferentes. Contudo, por se verificar que este hábito não estava adaptado à sociedade actual, mudou-se, e permitiu-se o casamento entre homossexuais. Na mesma linha de pensamento, se a tourada é uma tradição completamente desajustada ao sentido de humanidade que temos, que se baseia no respeito e na tolerância, não faz sentido perpetuar esta festa só porque já é uma velha conhecida. Um touro tem tanto direito à vida e ao respeito como um Homem. Não sejamos hipócritas ao ponto de defender que se pare com a violência aos cãezinhos e gatinhos e depois ir para uma bancada festejar a tortura animal. Tem de haver coerência. Aliás, deve existir coerência.
      

          É hora de acabar com esta espécie de festa. Se o mundo se acha assim tão à frente como inteligente, então estaremos todos dotados de capacidades cognitivas que nos permitam perceber que não faz sentido continuar com este tipo de barbaridades.

Touradas


"Aos adeptos da tourada que me dizem que, se sou pelos direitos do touro não posso matar insectos: se, para vós, as situações são similares, porque não passar a fazer a festa brava com moscas?" - Nuno Markl.