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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Exame de código - a moscambilha que se esconde

Pois hoje, quando fazia testes de preparação para o exame de código sou confrontada com estas gralhas que, a meu ver, são monobras de distracção para o candidato errar! Sempre que as encontrei, estavam nas respostas correctas...

(aqui podemos ler "tornarse" logo na primeira hipótese. Estropiaram a palavra num hífen. Não se faz!)

(E aqui vemos "má- xima". No fundo será uma xima que é má.)

E só pode ser por isto que tanta gente reprova... Pelo menos já encontrei alguma coisa para culpar para além da falta de empenho. Com o IMTT a sabotar os testes-treino, é óbvio que se chumba... 

terça-feira, 28 de junho de 2011

Ainda sobre o Angélico

       Esqueci-me de mencionar que a hipocrisiazinha dos portugueses me irrita solenemente.

       O povo parece melindrado porque todos estão a referir-se ao Angélico e a expressar os seus sentimentos em relação à tragédia e ao que parece "esqueceram-se" que morreu um rapaz e que a moça continua mal. Minha gente, deixemo-nos de tretas. Quantas pessoas morrem diariamente devido a acidentes de viação e não se ouve um segundo de notícias sobre elas? E porquê? Porque são desconhecidos! É óbvio que as pessoas procuram informar-se sobre quem "conhecem" e esquecem-se de quem nunca ouviram falar.
       Ninguém diz que os sujeitos não torcem para que corra tudo bem com a rapariga, mas o ponto fulcral disto é que uma figura pública morreu. Se ela nem estivesse envolvida no acidente o mais provável era nem nunca se saber da existência dele.

Angélico Vieira [1982-2011]

          Neste momento pouco me importa se levava a porcaria do cinto ou não, se conduzia em excesso de velocidade ou se cumpria o código da estrada ou até mesmo se o carro tinha sido roubado, emprestado ou oferecido. Não quero saber. Morreram duas pessoas. Uma com morte imediata (Hélio, melhor amigo do cantor, com 25 anos) e agora Angélico Vieira (Sandro, o seu nome "verdadeiro", com 28 anos), uma rapariga com 17 que está mal e um outro que teve sorte (e a prudência de usar o cinto, parece). O que importa é que se perderam vidas que nem a meio iam! Ficou quase tudo por dizer, tudo por acontecer. 
          
          Talvez seja por ter passado por uma perda há pouco tempo que isto tudo mexe comigo e volta a mexer a ferida que teima não fechar. Nunca vou lidar bem com a efemeridade da vida e com a batelada de coisas que quero poder dizer, escrever e fazer. Não sou capaz de encaixar esta ideia na minha cabeça e vai sempre fazer-me confusão estar aqui em casa com uma pessoa em falta. Quero mexer-lhe, cheirá-la, falar com ela, e não consigo. E se alguém disse que passa, foda-se, é mentira. Não passa. Não melhora nem piora. Fica o vazio.

         O fundamental, neste momento, é pedir respeito aos fãs e curiosos que se dirigiram ao hospital onde está o corpo do Angélico e que se deixem daqueles histerismos que já pude ver na televisão. Compreendam que se para eles é duro (?) e só o conheciam da televisão e das revistas, para a família e amigos é muito, mas muito, pior. Seriam conscientes se se afastassem e deixassem aquele momento que tão íntimo é, sê-lo.

         Que a força esteja com quem sofre de verdade neste momento. Quanto ao Angélico, até um dia. Longínquo, espero.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Lisboa, a capital. Quer dizer, o país inteiro.

        Faz-me uma confusão tremenda que em termos de cultura, o país seja só Lisboa. Se quiser ver um concerto de grandes bandas, por exemplo, só em Lisboa (ou, ocasionalmente, no Porto). Há continente para além da capital.
        Não há sequer grandes recintos para espectáculos noutras cidades que não as supramencionadas. E depois ainda há espanto perante a contínua migração para o litoral, nomeadamente para perto de Lisboa.

        Há uns meses andei a pesquisar sobre voluntariado visto que estava interessada em ajudar em qualquer coisa e no entanto, acedendo ao site, as procuras limitam-se à região da capital. As actividades - que vão desde distribuir comida e roupa a recolher alimentos - desenrolam-se maioritariamente em Lisboa e, raramente, no Porto. É bem. Folgo em saber que só ali se precisa de ajuda.

        O que não compreendo é como não se aposta em Coimbra, cidade com imensos estudantes - malta nova, portanto - e certamente faria render o investimento de concertos e espectáculos nesta zona. Era isso e trazer um starbucks para aqui. E uma mega store da Apple. E uma loja da MAC. E fazerem o raio do metro.

Beautiful People #1

Tyra Banks

Esta mulher pode ter o complexo de salvadora da humanidade e de santa mas é lindíssima (assim maquilhada e toda retocada). 

domingo, 26 de junho de 2011

Tourada - é tradição?




Já tinha deixado clara a minha opinião sobre este tema neste post há um tempo atrás. Recentemente encontrei este vídeo que mais não é que um anúncio que foi proibido de ser passado na televisão portuguesa sabe-se lá porquê. Ainda assim acho que está genial e resume em segundos o que acho das touradas.

sábado, 25 de junho de 2011

KKKKKKKKK

           Mas quem é que ri com um som semelhante a kkkkk? Bem vistas as coisas, o que tal onomatopeia traduz é o barulho de um motor. Não que o hahaha ou hehehe sejam representantes precisos do riso, mas são bem mais próximos do som do que o kkkk ou até que o rsrsrsrs - que me faz lembrar o sibilar das serpentes.

            Ou então ri-se de forma estranha no Brasil. Parece que vou ter de viajar para confirmar...


Riso estranho por riso estranho, fico com o do Muttley (que se pode ver aqui).

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Mulheres que adoram futebol e/ou carros

            Ainda não percebi se o facto de uma mulher perceber imenso de futebol e/ou de carros é um acrescento de interesse para o olhar masculino ou se, por outro lado, é um corta-interesse.

            A forma que arranjei para tentar perceber isto é inverter a situação para uma semelhante: um homem a gostar de maquilhagem. Eu não tenho interesse nenhum em arranjar um homem que goste tanto de maquilhagem e perceba do assunto como eu não só porque seria estranho mas também porque todos gostamos de sentir que há uma certa área em que podemos ter o nosso show-off para o parceiro.
             Assim, imagino que seja estranho para um homem estar a falar lá dos pormenores técnicos do futebol ou do motor X ou Z do carro H e ver a mulher a entrar em ainda mais detalhes e a dar-lhe "baile".

            É claro que será melhor que a namorada/amiga especial/whatever tolere os gostos do companheiro e até que os partilhe, mas compreendo que um homem goste de sentir que fala com uma mulher e não com um compincha da bola.

           Será isto uma ideia incrivelmente desactualizada? Ou realmente as coisas são mais ou menos assim?

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Como emagrecer 3Kg em 2h30m?


Se alguém tem dúvidas de como perder peso num instante, que fale com esta senhora.
 É impressão minha ou ela está a pregar uma peta descomunal em televisão? É que três quilos em duas horas e meia... 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Coisas de que ninguém te avisa antes de entrares para a faculdade - II

         A malta das universidades privadas vai gozar contigo sempre que puder e tu, que tens notas muito mais baixas e conseguidas com muito mais esforço, não vais ter outra opção para reagir a não ser fingir que não te atinge.

          (AVISO: Este post prende-se com um generalismo muito possivelmente abusivo. Há, de certeza absoluta, excepções aos perfis traçados de seguida. Haverá, sem dúvida, alunos "normais" no ensino privado mas são os mencionados no post que me incomodam.)

          Tenho um preconceito terrível com o pessoal que se mete em universidades privadas porque, num olhar imediato sobre a população que estuda em tais antros sociais, só se vêm três tipos de pessoas:
            - os meninos riquinhos que vêm de famílias abastadas e que vão chegar a cargos de topo nas empresas dos papás e amigos próximos;
            - pessoas não muito inteligentes que, por não terem conseguido um bom desempenho no ensino secundário, não conseguiram entrar na faculdade pública desejada (isto é, em nenhuma das seis hipóteses que têm de entrar em cada uma das candidaturas que fazem) e têm famílias dispostas a pagar as elevadas propinas do ensino privado;
            - aqueles que se matam para poder pagar as propinas de uma privada só para se poderem integrar num certo meio e ter a vida feita, fazendo-se passando pelo que não são.

          Não é fácil ficar-se indiferente a alguém que, frequentando o mesmo curso que nós, têm notas muito mais altas sem num décimo do esforço que temos de fazer. As notas na minha faculdade, a FDUC, são conhecidamente baixas e a taxa de reprovação às cadeiras é, por norma, muito elevada. E isto não quer dizer, de todo, que haja pouco esforço pela nossa parte. É certo que há muitos que, por amor à agradável e intensa vida social vivida na minha cidade, se estão a marimbar para o desempenho académico o que justifica a taxa de chumbos. Mas a maioria investe realmente tempo de estudo para as cadeiras e depois não as consegue fazer. É frustrante mas a determinada altura aceitamos aquilo como normal.
         Ora, uma pessoa já está mal porque se privou de saídas e noitadas com o pessoal para poder fazer determinada cadeira e depois reprova, queixa-se ou comenta isso com amigos/conhecidos que frequentem uma faculdade privada e ouve coisas como "na tua faculdade há notas baixas porque vocês são burros. Na minha faculdade há notas mais altas porque trabalhamos mais, estudamos mais e as entradas são mais selectivas pelo que só entram bons alunos". Isto é coisa para me deixar piursa. Trabalham mais? Poucas são as cadeiras que fazemos por frequências - é quase tudo por exame final. Como pode alguém que é avaliado por frequências - ou seja, que vê a matéria repartida evitando ter de decorar calhamaços e calhamaços para um único momento de avaliação - dizer que nós somos burros e que eles têm um ensino muito mais difícil?

         Quanto aos que fazem o curso todo no ensino privado e saem directos para trabalhos bem remunerados conseguidos pelo apelido nada há a dizer. São eles que ilustram o estado deste país onde os apelidos fazem carreiras e quem trabalha, estuda, e se esforça não é recompensado por isso.

       E sabe Deus o que será quando acabar o curso e quiser arranjar emprego...

terça-feira, 7 de junho de 2011

Camaradas, continuamos à espera...


... que se dignem a limpar a porcaria que fizeram. Ainda se espera que venham limpar as Escadas Monumentais.

Isto não é liberdade de expressão, não é campanha política, não é o resultado do 25 de Abril. É vandalismo! 

Limpa limpa, camarada, limpa... 

Coisas que não entendo V - As conversas de final de escadas rolantes

     Não compreendo o que poderá de haver numa conversa de tão urgente que tenha de ser tida no final de uma escada rolante. Caso o comum mortal não saiba, as escadas rolantes estão em constante movimento pelo que se pararmos no fundo delas o mais certo é sermos bombardeados infinitamente por pessoas que continuam a chegar. É quase um fenómeno de hamburger versão humana.
      O certo é que é raro eu andar numa escada rolante e não ser confrontada com duas ou três pessoas que acham que não há spot mais confortável para se falar dos mais diversos temas do que ficar de pé exactamente depois do último degrau da escada que teima em não parar quieta. E ainda sou alvo de esgares de indignação quando, ao chegar ao fim da subida ou descida, vou inevitavelmente de encontro às pessoas que lá estavam em pé. Vá-se lá entender esta gente...

Pedro Passos Coelho, o real trabalhador e novo Primeiro-ministro

      O nosso novo Primeiro-ministro é um homem que seguiu uma carreira estupenda como... membro da JSD. Eis o curriculum do senhor:

Nome: Pedro Manuel Mamede Passos Coelho
Data de nascimento: 24 de Julho de 1964
Formação Académica: Licenciatura em Economia pela Universidade Lusíada concluída em 2001, isto é, com 37 anos de idade e numa faculdade privada.
Percurso profissional: Até 2004 teve a árdua tarefa de pertencer à JSD e PSD. Depois desse ano, já com 40 anos de idade, passou a desempenhar vários cargos em empresas do amigo e companheiro de partido, o engenheiro Ângelo Correira, tais como:

(2007-2009) Administrador Executivo da Fomentinvest, SGPS, SA;
(2007-2009) Presidente da HLC Tejo,SA;
(2007-2009) Administrador Executivo da Fomentinvest;
(2007-2009) Administrador Não Executivo da Ecoambiente,SA;
(2005-2009) Presidente da Ribtejo, SA;
(2005-2007) Administrador Não Executivo da Tecnidata SGPS;
(2005-2007) Administrador Não Executivo da Adtech, SA;
(2004-2006) Director Financeiro da Fomentinvest,SGPS,SA;
(2004-2009) Administrador Delegado da Tejo Ambiente, SA;
(2004-2006) Administrador Financeiro da HLC Tejo,SA.   



        E pronto, se achas que és um caso perdido porque tens mais de 25 ou 30 anos, nunca trabalhaste ou apenas te limitaste a aceitar convites de amigos e precisaste de te meter numa faculdade privada para terminares uma licenciatura, não desesperes. Podes chegar a Primeiro(a)- ministro(a)!